<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266</id><updated>2012-01-24T06:33:37.080-03:00</updated><title type='text'>Blog de Geraldo Pereira</title><subtitle type='html'>Espaço para a publicação de crônicas.Uma página especialmente dedicada à poética dos sentimentos e à prosa das lembranças. Mas também um lugar virtual para a reflexão, para a discussão de ideias e de ideais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>252</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4821770048723105279</id><published>2012-01-23T04:34:00.000-03:00</published><updated>2012-01-23T04:34:34.527-03:00</updated><title type='text'>Encontros e Reencontros</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_sN_G24XPP-0/SRsHxt519FI/AAAAAAAAAVs/SAp9gvRmhi4/s400/bem-te-vi_2_@c.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_sN_G24XPP-0/SRsHxt519FI/AAAAAAAAAVs/SAp9gvRmhi4/s200/bem-te-vi_2_@c.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi o bem-te-vi, com o seu trinar metálico, que me avisou da terminalidade das festas, naquela tarde morna e tropical de um dezembro em começos, apenas. Quando o sol já estava na posição de todas as verticalidades, inibindo as sombras, as pessoas foram se recolhendo aos pouquinhos, deixando livre a piscina e desocupando o&amp;nbsp;chamado entorno do mar, um oceano enorme, na verdade, que acolhia a&amp;nbsp;gente forasteira, interessada nas comemorações ou voltada para a fraternidade dos convívios. Na varanda do hotel, então, terminei fazendo a reflexão dos meus retornos ao dia-a-dia atribulado de minhas coisas. Impossível ter evitado o pranto na hora da valsa das lembranças, que resgatava um outro momento assim, distante já,&amp;nbsp;três décadas para trás. Ali, também, com a mesma musa do hoje, ensaiei passos mal dados, para acompanhar a sonoridade daquela despedida. O homem, em realidade, despede-se várias vezes na vida e vai mudando a condição do existir, promovendo ritos de passagem que trazem a liturgia das metamorfoses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TAJ0KlNBa7A/TW7AEwrspBI/AAAAAAAAAI0/nHXSEH8FTrw/consultas.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-TAJ0KlNBa7A/TW7AEwrspBI/AAAAAAAAAI0/nHXSEH8FTrw/consultas.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Assim com a formatura e assim com a ligação matrimonial ou assim com o nascimento do primeiro filho depois, de um por um, até o derradeiro. Mas, o último desses ritos marca a debacle. Companheiros dos bancos de universidade, vindos de longe,alguns, cumpriram o desiderato do reencontro, por três dias seguidos. Permitiram-se o exercício, mais que salutar, do fiar conversa indefinidamente, resgatando feitos e fatos de um pretérito que se encanta, agora, na longitude dos anos. O espírito de cada um regrediu no tempo, voltaram a ser acadêmicos de Medicina, com o humor diferenciado que caracteriza a jovialidade e que significa a leveza de vida ou a ausência, ainda, do peso de um existir assim, na honrada prática da profissão hipocrática, entre o sopro do Criador, que faz gerar, nascer, e a morte. Risos e mais risos, gargalhadas enormes, sonoras,com vivências e convivências daquele passado de estudantes, histórias dos provindos das brenhas, que enfrentaram sol e chuva, se almoçavam não jantavam e se jantavam não tinham almoçado. Gente morando em&amp;nbsp; pensões, que desapareceram do cenário urbano deste Recife nas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;fronteiras de um novo milênio, mal acomodada, mesmo que adaptada, contanto que se pudesse frequentar o sacrário desses saberes sacrossantos. Ou gente com um sapato apenas furado, ainda mais, remendado por dentro com a sagacidade dos fortes, por uma tira de esparadrapo branco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mvdNQUd0B8g/S-wzGXkyFUI/AAAAAAAABUE/u_ni-qRhQzU/s1600/UFPE-logo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-mvdNQUd0B8g/S-wzGXkyFUI/AAAAAAAABUE/u_ni-qRhQzU/s200/UFPE-logo.jpg" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E os apelidos foram lembrados, também, desde a viagem de ônibus. O mestre Baré, das larguezas amazônicas, encarou o microfone e quase faz a chamada, nomeando os presentes: Pluto e Gia, Fofa e Rita Pavone, Ovelha e Da Galinha. Há alguns impublicáveis e há outros respeitados, como aqueles que nomeavam as moças, médicas agora, integrantes das rodas de Esculápio. Falou de suas lendas e de suas matas, mostrou as mitológicas interpretações do boto cor-de-rosa, que encanta as meninas-moça. Mas, ninguém esqueceu os outros, roubados de nossos convívios, como foi o caso do Poeta, cuja vida terminou nos inícios do curso ou o caso de Cachorrão, privado, igualmente, do existir terreno além de Timbu, levado há poucos anos, na plenitude de sua maturidade.E ninguém esqueceu os que faltaram ou não puderam ir por vários motivos, à semelhança de Tampa-de-Chaleira e de Chupa-Osso. Como se não bastassem as fotografias tiradas de minuto em minuto, antigos retratos foram levados nas bagagens, além de certos adereços do tempo, como a boina do vestibular, que Ivo de Oliveira usou pelos três dias consecutivos, com a inscrição que padronizava a vitória: FMUR (Faculdade de Medicina da Universidade do Recife).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XhKEiKH6SOg/TGAbgPvfuAI/AAAAAAAAA7A/7szRxI0GqIw/s1600/Moderna_Hotspot_2009A.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="106" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_XhKEiKH6SOg/TGAbgPvfuAI/AAAAAAAAA7A/7szRxI0GqIw/s200/Moderna_Hotspot_2009A.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi um não acabar de lembranças e de recordações, nas conversas fiadas noite a dentro ou com as fotos amareladas, em preto-e-branco, assinalando momentos, marcando a felicidade do ontem. A hora do trote pelas ruas da cidade, na Imperatriz ou na Rua Nova, na avenida Guararapes ou na Conde da Boa Vista, manifestação estudantil que durante muito tempo fez a crítica bem-humorada dos governos e dos governantes. Instantâneos, também, das salas e das aulas, além daqueles da primeira de todas as despedidas, a formatura. Lágrimas vertidas desde a missa, que abriu, com a necessária prece ao Criador, todas essas festas ou durante os pronunciamentos bem cuidados de Luiz Fernando e de Claudeci Gomes. Sem esquecer que na hora do jantar dançante, o nosso orador da turma – Paulo Dantas – falou com a verve dos grandes e agradeceu a Moacir Novaes, mentor das lembranças e timoneiro das recordações, o denodo com que organizou tudo. E eu agradeço assim, deixando-me tomar pelas inspirações e descrevendo o meu sentimento com palavras paridas das intimidades d''alma. A oportunidade que tive, confesso, foi das mais felizes de minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Benditos sejam&amp;nbsp;todos que promoveram&amp;nbsp;esse enlevo do coração!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Crônica escrita já há 12 anos, se pouco, quando das três décadas de formado. Ode às lembranças e ao fiar conversa&amp;nbsp; numa homenagem ao tempo vivido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4821770048723105279?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4821770048723105279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2012/01/encontros-e-reencontros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4821770048723105279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4821770048723105279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2012/01/encontros-e-reencontros.html' title='Encontros e Reencontros'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sN_G24XPP-0/SRsHxt519FI/AAAAAAAAAVs/SAp9gvRmhi4/s72-c/bem-te-vi_2_@c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4765272438035111840</id><published>2012-01-02T21:34:00.001-03:00</published><updated>2012-01-03T06:37:46.760-03:00</updated><title type='text'>Um Recife do Antes</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.viveirodemudas.com/plantas/arvore%20frutifera/mangueira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="139" rea="true" src="http://www.viveirodemudas.com/plantas/arvore%20frutifera/mangueira.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu conheci o Recife dos meados do século XX! De sobrados e casarões, de terreiros enormes, nos quais frutificavam mangueiras de saborosas mangas, jambeiros de copas largas e touceiras da melhor banana, onde se criava a galinha gorda e poedeira ou o caranguejo cevado em velhos garajaus. O Recife de ruas e de ruelas, das famílias reunidas nas calçadas fiando conversa; das novas avenidas servindo de passarela à juventude em flor, nas incursões vespertinas ao centro da cidade, para o &lt;em&gt;footing&lt;/em&gt; de que falavam os antigos ou para um filme qualquer nos cinemas das elites. Da beira do rio bem cuidada, bem acabada em longas muretas de cimento, de pronto apelidadas de &lt;em&gt;Quem-me-Quer&lt;/em&gt;, nas quais sentavam moçoilas casadoiras para um flerte noturno com os estudantes do secundário, alunos do Nóbrega ou do Marista, do Salesiano ou do Padre Felix.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sDHyZ7Cu8nY/TI1Ck7PVC-I/AAAAAAAAI4s/KcA13WEBLq0/s1600/stiel_recife.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="121" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_sDHyZ7Cu8nY/TI1Ck7PVC-I/AAAAAAAAI4s/KcA13WEBLq0/s200/stiel_recife.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um Recife dos bondes cortando os caminhos, pra lá e pra cá, levando a gente trabalhadora ou trazendo de volta meninos e meninas do grupo escolar. Dos ônibus da &lt;em&gt;Pernambuco Autoviária Ltda&lt;/em&gt;, devidamente, equipados com rádios de comunicação, para perplexidade geral e irrestrita dos passageiros da época. Dos automóveis importados da granfinagem, conduzindo o pai e a mãe, os filhos, também, além da avó e das tias solteironas às compras na Imperatriz ou na rua Nova. Das bicicletas e das motocicletas, as primeiras reservadas ao proletariado e as outras à distração de burgueses empedernidos. Das carroças de cavalo sujando os passeios, às vezes adaptadas pelos mascates à venda diversificada das miudezas de casa, anunciadas pela barulhenta matraca, dos agrados da irreverente garotada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZBF1Y2J8yYg/S0dlc8MCnmI/AAAAAAAADcQ/T4LTFDhffx0/s640/mercearia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZBF1Y2J8yYg/S0dlc8MCnmI/AAAAAAAADcQ/T4LTFDhffx0/s200/mercearia.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cidade das mercearias espalhadas em cada rua, quase, expondo mercadorias da cozinha regional, cobradas ao final de cada mês, conforme as anotações em caderneta apropriada e para tanto destinada, de capa dura nos começos, mas de espiral e bom papel, em seguida. O feijão e a farinha, o arroz e a carne de charque, o bacalhau, de que se serviam os pobres e o fígado de alemão, com igual destinação social. De farmácias que davam plantão e se prestavam, também, aos encontros de fim de tarde da gente de terceira idade, velhos que não eram velhos. De antigos telefones no fundo desses estabelecimentos, com um bocal muito grande e muito largo, no qual o interlocutor gritava, a plenos pulmões, as sentenças da ira ou as manifestações dos amores, enquanto a assistência de ocasião ouvia e cortava a seda da hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_uYB70y3dBN8/S_Md9t3BTKI/AAAAAAAAAKE/mQjuAE_3Beg/s1600/bola-de-gude-fabricacao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_uYB70y3dBN8/S_Md9t3BTKI/AAAAAAAAAKE/mQjuAE_3Beg/s200/bola-de-gude-fabricacao.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Lugar de brincadeiras preenchendo as manhãs e enchendo as tardes, peladas no calçamento, com bola de meia, tantas vezes ou com o produto mais moderno, popularizado, então, de borracha ou de couro. Barra-bandeira e pega-soltou, academia e bola de gude.&amp;nbsp;A pipa solta no ares, com o nome de papagaio, como se chamava naqueles antanhos, distantes anos do lúdico no silêncio do esconde-esconde ou na lamuriosa loa: &lt;em&gt;Eu sou pobre/Pobre/Pobre/De marré/Marré/Marré...&lt;/em&gt; O velocípede antecipando os dias e a patinete alvoroçando os outros, os patins de rolimã deslizando nas calçadas e fazendo um ruído de ensurdecer as avós inquietas e as tias impacientes com as peraltices infantis. A bicicleta de boa marca chegando como prêmio, contrapedal ou com os freios de mão ajustados à altura das rodas e das jantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BRTsFEeRtzs/SSPnZ4lr0AI/AAAAAAAAAtc/NyQZN1fxQOE/s400/MaosDadas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="184" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRTsFEeRtzs/SSPnZ4lr0AI/AAAAAAAAAtc/NyQZN1fxQOE/s200/MaosDadas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Recanto de outros encantos, de moças passando e passeando, na ida para o colégio ou na volta das aulas e dos recreios, deixando nos ares um rabo de olho qualquer, incendiando corações ou acendendo a fogueira das paixões. Rapazes imberbes, quase, nos ritos e nas liturgias das iniciações e dos amores. Casais de mãos dadas ou enlaçados, nunca inteiramente abraçados, ósculos roubados nos carroceis dos ares. Dores, tantas vezes, nas feridas das rupturas. Lágrimas verdes ou azuis, de tonalidade castanha ou de cor mais fechada, o preto. Lágrimas sem cor, descoloridas, na verdade, pelas decepções. Prantos contidos e choros convulsos! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.luizberto.com/wp-content/avguararapes.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="126" rea="true" src="http://www.luizberto.com/wp-content/avguararapes.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu conheci o Recife dos meados do século XX!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(*) - Um texto escrito já há bom tempo, em homenagem aos que viveram na cidade nos anos cinquenta e sessenta e hoje estão cursando a sétima década ou muito próximo dessa idade. O leitor que desejar comentar o faça no espaço mesmo do Blog ou os e-mails &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; ou ainda &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4765272438035111840?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4765272438035111840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2012/01/um-recife-do-antes.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4765272438035111840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4765272438035111840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2012/01/um-recife-do-antes.html' title='Um Recife do Antes'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sDHyZ7Cu8nY/TI1Ck7PVC-I/AAAAAAAAI4s/KcA13WEBLq0/s72-c/stiel_recife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-2777017765095580470</id><published>2011-12-26T10:15:00.001-03:00</published><updated>2011-12-26T10:26:35.901-03:00</updated><title type='text'>O Natal e a Carta</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://shalomsjo.no.sapo.pt/fotos/25%20Novembro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190px" src="http://shalomsjo.no.sapo.pt/fotos/25%20Novembro.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Natal que passou parece ter sido o melhor de toda a minha vida, porque depois de muitos anos consegui reunir as minhas filhas todas em torno de uma mesa; filhas e genros. Mas, foi bom desde o começo do mês, desde o ritual das compras que todos os anos me junta à mulher para esse esforço derradeiro, de se adquirir bebidas e acepipes para a grandeza da festa. Bom demais! O peru, por exemplo, antes cevado a pão e água por dias seguidos, agora se traz de um supermercado, abatido e bem acondicionado. Os vinhos foram variados, porque aos que comprei juntaram-se aqueles que o meu genro trouxe de Espanha. Sem falar na cerveja, de que tantos gostam e que foi servida em barril trazido por outro dos genros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.rainhasdolar.com/media/1/20070904-cozido_picante.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179px" src="http://www.rainhasdolar.com/media/1/20070904-cozido_picante.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já no almoço da sexta, antevéspera do Natal, o&amp;nbsp;cardápio foi requintado. Serviu-se um cozido à moda pernambucana, regado a bom vinho português e seguido por sobremesa, igualmente, tupiniquim: doce de jaca e baba de moça. No sábado repetiu-se a dose e o requinte, com um arrumadinho legítimo, no qual a carne de charque misturava-se à farofa bem arranjada e à linguiça de muito boa procedência. O difícil do sábado foi encarar o semblante de minha mãe, condenada à imobilidade da cama, sem falar e sem entender as coisas, sem se comunicar afinal. Mas, que diante de minha presença olhava fixamente a minha face, como se estivesse me reconhecendo. Foi a nota triste de meu Natal!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-doPefKRxqJ4/TvhyIKASRDI/AAAAAAAAArU/FZSZQ5cdzN8/s1600/Imagem0161.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" src="http://1.bp.blogspot.com/-doPefKRxqJ4/TvhyIKASRDI/AAAAAAAAArU/FZSZQ5cdzN8/s200/Imagem0161.jpg" width="150px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, a vida é assim, uns se despedem da existência e outros vão chegando. É o caso de meu neto Pablo, o ponto alto da noite, sobretudo quando se anunciou que o Papai Noel tinha visitado a área de serviço e deixado o seu presente: uma caixa de ferramentas infantil. Que beleza! A emoção foi tão grande que o menino marejou os olhos e se encantou com martelos e chaves, parafusos também, que lhe serviram até o outro dia pela manhã e ainda lhe servem, fazendo serviço extra dentro de casa. No entender da avó, não há mais necessidade de se convocar o marceneiro. Há um, agora, disponível na constelação parental. É uma graça de Deus esse menino!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wI06ojeA7y8/TvhzB5rSROI/AAAAAAAAArg/NvTqE-ycPVQ/s1600/Eu+e+painho+-+posse.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" src="http://2.bp.blogspot.com/-wI06ojeA7y8/TvhzB5rSROI/AAAAAAAAArg/NvTqE-ycPVQ/s200/Eu+e+painho+-+posse.png" width="185px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Permita-me, porém, o leitor dizer que o fato marcante dessas comemorações natalinas todas ocorreu no entardecer do dia 25, quando a minha filha mais nova, a caçula da prole, fez a entrega de uma carta a pai e mãe, agradecendo tudo que recebera na vida de nós outros, seus pais, cuja luta foi diuturna para criar a progênie feminina. Transcrevo aqui o teor da missiva, porque com isso também demonstro a minha satisfação e a mais absoluta certeza do dever cumprido. Claro que o sacrifício foi enorme, mas não desistimos em momento algum:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8JwvuL4TCo4/TvhvZaFyQTI/AAAAAAAAAq8/OxwgYbmbZKI/s1600/223577_169186243136212_100001345110206_338519_2720012_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179px" src="http://2.bp.blogspot.com/-8JwvuL4TCo4/TvhvZaFyQTI/AAAAAAAAAq8/OxwgYbmbZKI/s320/223577_169186243136212_100001345110206_338519_2720012_n.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Painho e Mainha &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Hoje, 25 de dezembro de 2011, resolvi deixar registrado o quanto amo vocês.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Obrigada pela infância maravilhosa, cheia de sorrisos, alegrias, momentos mágicos. Obrigado por todas as férias em Pau Amarelo, por todas as idas ao Mercado da Madalena, para ver passarinhos, pelos sábados em Olinda comprando bonecas de pano, pelas horas em que pude brincar na rua.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Obrigada pelas minhas festas de 10 anos e de 15 anos, que nunca vou esquecer. Obrigada pela infância florida que tive.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eu tenho uma lista enorme de agradecimentos, que vai desde tudo isso citado até os dias de hoje, mas quero mesmo ressaltar o amor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;...Com amor vocês construíram uma família ética e com princípios.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Obrigada por terem me ajudado tanto a formar o meu caráter.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;....fiquem tranquilos, vocês acertaram!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Beijos com muito amor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O pai e a mãe que recebem um presente desse de Natal, só podem exultar de alegria e satisfação. Afinal: acertamos e vencemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(*) Esta é uma crônica que escrevi e publico em homenagem à minha filha Ana Carolina, autora da carta que me inspirou o texto. Tenho&amp;nbsp;mais duas&amp;nbsp;dessa mesma estirpe; gente que conta com a força do caráter inquebrantável e de personaidade forte, ambas, à qual preside as decisões e iniciativas de ambas. Às três desejo que as alegrias da nossa noite de Natal estejam presentes em cada dia no Ano Novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-2777017765095580470?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/2777017765095580470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/12/o-natal-e-carta.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/2777017765095580470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/2777017765095580470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/12/o-natal-e-carta.html' title='O Natal e a Carta'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-doPefKRxqJ4/TvhyIKASRDI/AAAAAAAAArU/FZSZQ5cdzN8/s72-c/Imagem0161.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-6029557903047341156</id><published>2011-12-21T12:06:00.000-03:00</published><updated>2011-12-21T12:06:34.200-03:00</updated><title type='text'>O enterro do peru</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.parana-online.com.br/media/uploads/luiz_antonio/24122010natal/24ceianatal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158px" oda="true" src="http://www.parana-online.com.br/media/uploads/luiz_antonio/24122010natal/24ceianatal.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decido escrever sobre as festas natalinas, as do meu tempo. É que amigo meu – colega médico também – lá de Monteiro, nos esturricados rincões da Paraíba, escreveu-me dando conta de sua experiência na Noite de Festas. Era assim, lembrou, que se chamavam as antigas noites natalinas, com a Missa do Galo presidindo a cena. E era mesmo, todos iam à celebração do sacrifício canônico, uns compareciam ao ato na capela do Colégio Nóbrega, outros preferiam a rapidez do Mons. Sales, na Matriz da Soledade. Estive nos dois lugares, no Colégio onde estudava e na igreja em que me batizei e depois me casei, com o camareiro papal vestido a caráter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dsEzSMNzPcQ/SkQGyutfBtI/AAAAAAAAAx8/gHly2BEv118/s400/DSC04036.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_dsEzSMNzPcQ/SkQGyutfBtI/AAAAAAAAAx8/gHly2BEv118/s200/DSC04036.JPG" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite, porém, começava cedo, na Festa da Mocidade, com direito a carroceis, sobretudo o polvo, em que os giros eram acompanhados de gritos frenéticos; gritos e abraços, às vezes até beijos roubados a cada uma das evoluções do brinquedo. Eu tinha medo, por isso nunca me aventurei por lá. Pior o tira-prosa, com dois braços enormes se cruzando nos ares. Gritos até não se querer mais e alívio quando o equipamento parava e os meninos ou as meninas desciam. Nunca havia adultos! Raramente! O cabo Marcha-Lenta era o fiscal da festa, ia pra lá e pra cá, com aquele andar cadenciado dos indivíduos gordos. À época saúde e gordura era o mote.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_EIeR9eLXB_k/TQrVeP3DZFI/AAAAAAAADSg/L0CVODZjwxE/roleta1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_EIeR9eLXB_k/TQrVeP3DZFI/AAAAAAAADSg/L0CVODZjwxE/roleta1.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogo de azar havia, porque a roleta rodava até a madrugada, mas não era facultado a menores arriscar na ficha. Vez ou outra, no entanto, aproveitando uma distração do meganha, valia a compra de uma fichinha barata, menos de que jogavam os endinheirados. Os que tinham os bolsos recheados de velhos cruzeiros obtinham a prioridade feminina e saíam com as vedetes em carrões enormes, de capota arriada e cantando os pneus. Vi um desses, muitos anos depois, chegar ao pronto- socorro com uma mulher sensual, pintada a caráter e bem vestida. Estava em coma, depois de uma colisão na avenida Boa Viagem. E o pobre do guarda quase enlouquece para prendê-lo. Fiz poucas e boas nessa noite!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cdn.mundodastribos.com/317034-missa2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="171px" oda="true" src="http://cdn.mundodastribos.com/317034-missa2.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vinha-se para a Missa do Galo e se evitava o pecado até a hora da comunhão. Depois disso era uma gandaia só. Na Festa, outra vez visitada, dançava o Pastoril do Velho Faceta e cada um que desse uma moeda ou um cédula para ver uma pastora dançando sozinha. Era uma festa dentro da outra. A mestra seu Faceta, gritava um circunstante, a contramestra senhor, gritava outro e o dinheiro ia sendo guardado pelo velho. Eram mulheres de coxas enormes e por isso mesmo admiradas pela canalha, na qual eu estava muito bem entrosado. A culpa depois confessada era a de ter usado o dinheiro de meu pai assim, para o escabroso desfilar dessas pernas imensas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.copiadorazonanorte.com.br/norteando/images/n24_receita.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="156px" oda="true" src="http://www.copiadorazonanorte.com.br/norteando/images/n24_receita.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;A minha avó paterna tomava conta do bolo branco que se preparava para a noite e orientava as empregadas no embebedar do peru, sendo eu o responsável pela compra da dose de aguardente, com a qual se fazia chegar goela abaixo a água que passarinho não bebe ao estômago do bicho. Depois, na mesa, o animal morto, qual uma mulher numa mesa ginecológica, era traçado pela família toda. O bom mesmo era no dia seguinte, a cerimônia do enterro do peru, isto é, a carcaça do bicho imersa no feijão. Melhor não chamar assim, recomendava a minha avó, uma das mulheres mais obedientes aos ensinamentos da Igreja. Não sei se foi bom ou se não foi!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DeNz4bOEvkM/TLNR8wN-SAI/AAAAAAAAEuU/hNoq2N8E0T0/s1600/porta-fechada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="152px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_DeNz4bOEvkM/TLNR8wN-SAI/AAAAAAAAEuU/hNoq2N8E0T0/s200/porta-fechada.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;O diabo é que chego por lá e não vejo mais ninguém desse tempo. As portas estão fechadas, como se guardassem as lembranças do tempo que se foi. Morreram todos e estão morrendo os outros. Qualquer dia, não se fala mais nisso! Esquecem o que passou da memória dos que estão chegando.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-6029557903047341156?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/6029557903047341156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/12/o-enterro-do-peru.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6029557903047341156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6029557903047341156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/12/o-enterro-do-peru.html' title='O enterro do peru'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dsEzSMNzPcQ/SkQGyutfBtI/AAAAAAAAAx8/gHly2BEv118/s72-c/DSC04036.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-8704652493745115662</id><published>2011-12-12T08:24:00.001-03:00</published><updated>2011-12-13T19:00:59.130-03:00</updated><title type='text'>Mudou o Natal...?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Natal que vai chegando é o da virtualidade; o Natal digital ou o Natal online, como se diz no hoje das coisas. Significa que a informática, presente no dia a dia de toda gente e no cotidiano do mundo, responsável por muita coisa dos avanços experimentados pela humanidade, passou a presidir também a data reservada à aproximação das criaturas. Assim será com a fraternidade de agora, de 2011, que vai se exaurindo e de 2012, nascente, para os viventes que permanecem no banquete da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/12/10/arvore.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="126px" mda="true" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/12/10/arvore.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No Recife, cidade dos rios e das pontes, que viu Maurício de Nassau com seu boi voador, uma rede de televisão potente, a maior de todas as redes, instalou uma árvore de Natal belíssima na fachada de um quartel de polícia. E duas vezes por noite, às sextas, aos sábados e aos domingos, projeta na mesma fachada um filme relativo ao nascimento do Cristo, mostrando aos passantes detalhes desse fato tão significativo. Um Deus que se fez homem, que nasceu do ventre de uma mulher, como todos os outros, veio para com o sofrimento trazer a redenção da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://globonordeste.informazione.com.br/cms/opencms/noar/imagens/dez11/mappingdentro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150px" mda="true" src="http://globonordeste.informazione.com.br/cms/opencms/noar/imagens/dez11/mappingdentro.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E eu fui ver a iluminação da cidade com o meu neto, Pablo de prenome. Com isso, talvez repetisse o gesto de quase 40 anos atrás, quando levava as minhas filhas, inclusive a mãe dele, a primogênita de meus rebentos, para ver o espetáculo de luz e cor. Parecia que estava cumprindo o mesmo percurso – talvez até o fosse! –, buscando a iluminação do bueiro da Tacaruna, quando ela ainda dizia assim: &lt;em&gt;a cacauna, painho!&lt;/em&gt; Vimos tudo que havia nas ruas. As coisas no quartel da polícia, ouvindo meu neto chamar: &lt;em&gt;a pilícia, vovô!&lt;/em&gt; As estrelas que passavam rápidas no Palácio da Justiça e as que se sucediam na Secretaria da Fazenda. Que beleza! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.gengiskhanarmas.com.br/imagens/fotos/espingardas/espingar_boitomiura_standar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" mda="true" src="http://www.gengiskhanarmas.com.br/imagens/fotos/espingardas/espingar_boitomiura_standar.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, em mim ficaram as outras festas natalinas, aquelas de minha infância e as outras, as de minha adolescência, sobretudo as dos anos de juventude. Quando era menino, bem menino, meu pai deixava os presentes em baixo da cama e uma vez comprou uma espingarda de rolha, à qual ele chamava de manuliche. Na minha fantasia, certa vez, acordei e disse que tinha visto o Papai-Noel às caladas da noite, entrando de mansinho e me deixando um lindo caminhão militar, com cobertura de lona verde e outras características das viaturas de guerra. Mais velho, nunca dispensei uma ida à Festa da Mocidade, pelo geral bem acompanhado, fosse com uma ou com outra. E não esqueço de uma sertaneja que me indagou quem era a moça que andava comigo: &lt;em&gt;É uma prima muito tímida, daí o braço sobre os seus ombros.&lt;/em&gt; Foi a respota que dei, por muitos anos considerada inteligente pela gente de minha rua; a gente miúda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://acqua.files.wordpress.com/2008/09/machado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" mda="true" src="http://acqua.files.wordpress.com/2008/09/machado.jpg" width="150px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E eu descubro que o tempo passou e passou rápido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; Tenho saudade até&amp;nbsp;dos anos em que levava minhas filhas à cidade? Isso não me impede de rememorar as palavras de Machado: &lt;em&gt;Mudou o Natal ou mudamos nós?&lt;/em&gt; Tudo mudou, essa é que é a grande verdade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Feliz Natal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace; font-size: x-small;"&gt;(*) Texto de uma manhã de segunda-feira, depois de ter ido ao centro conferir a iluminação de Natal e antes da chegada de meu genro Gonzalo, que vem passar conosco a noite de Festas; vem para ver o seu filho Pablo e completar a famíia que se reunirá em torno do perú. Repete-se aqui a tradição de muitos anos, de minha avó paterna acompanhando o morrer da ave e depois o cozimento com direito a todos os temperos. O leitor que terminou a leitura, comente no espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou o faça para os e-mails &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace; font-size: x-small;"&gt; ou ainda &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;lli&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-8704652493745115662?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/8704652493745115662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/12/mudou-o-natal.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8704652493745115662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8704652493745115662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/12/mudou-o-natal.html' title='Mudou o Natal...?'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-5072091667507362359</id><published>2011-11-28T10:17:00.000-03:00</published><updated>2011-11-28T10:17:50.641-03:00</updated><title type='text'>A Mangueira e a Cerejeira</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rcj_a8yEIPE/RjjbBxJlY8I/AAAAAAAAAJ4/4tNuUonLI0k/s320/paradoxo+do+amor!.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="146" src="http://3.bp.blogspot.com/_rcj_a8yEIPE/RjjbBxJlY8I/AAAAAAAAAJ4/4tNuUonLI0k/s200/paradoxo+do+amor!.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tarde assim, de suave tropicalidade, com os ventos alísios assoprando o frescor dos ares, mesmo que a ansiedade fustigue a intimidade d’alma, antecipando momentos de tensão emergente, nada pode ser melhor que saborear uma manga Rosary, presente de Oswaldo Martins de Souza, leitor habitual desses meus escritos. Ainda mais, se a morosidade das horas permite a leitura atenta das contribuições do agrônomo ao estudo dessas frutas da Ilha de Itamaracá. Considerações de caráter técnico e ao mesmo tempo sociológicas, pelo que transmitem dos convívios pretéritos, das superstições e das crenças. Prendo-me, particularmente, à lenda da manga Primavera, uma das mais saborosas daquele recanto, nascida dos amores frustrados de um padre por uma moça. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.magixl.com/caricatura/img-caricature/213-caricature.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="200" src="http://www.magixl.com/caricatura/img-caricature/213-caricature.jpg" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corriam os anos do século XVII e o jovem Saldanha apaixonara-se, perdidamente, pela moçoila casadoira de nome Sancha, cortejando-a o mais que podia ou o mais que lhe permitiam as regras do tempo. Decidido, foi à presença do pai e decantou os sentimentos, recebendo, todavia, a maior de todas as negativas de que se tem notícias pras bandas de Itamaracá. Voltou cabisbaixo e por certo chorou baixinho as lágrimas de todas as perdas, o pranto da decepção estabelecida. Mas, não desistiu, antes buscou o caminho das glórias, para impressionar o resistente sogro. Lutou contra os holandeses e venceu batalhas, matou gente e quase morre, levantou-se ninguém sabe como, depois de ter sido considerado destinado já à outra dimensão da vida. Bateu à porta do seminário e se fez sacerdote.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pMP-GrieH-w/TcIHxHFYX-I/AAAAAAAAAu4/i4jhWIONkHg/s400/Padre.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-pMP-GrieH-w/TcIHxHFYX-I/AAAAAAAAAu4/i4jhWIONkHg/s200/Padre.gif" width="135" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, sem esquecer nunca do semblante de Sancha, mandado trabalhar em terras da Ilha, tomou-se da coragem que anima os amantes condenados à sina das rupturas e procurou a velha amiga, que solteira, ainda, vivia em companhia de um irmão e sua prole. Bateu à porta vestido à caráter, de batina e barrete! Foi ela quem se achegou e o recebeu, ouvindo-lhe pronunciar o nome que agora tinha: Pe. Aires Ivo. Não resistiu à identificação do antigo amor, da face que mostrava, ainda, traços da juventude e da voz, cuja tonalidade apontava a idade, mas conservava o timbre dos outroras vividos. Caiu por terra, fulminada, inerte, diante da inesperada visita, da surpresa e da condição que adotara, a de celibatário. Morreu, porque se morre, mesmo, quando a decepção faz consolidar o desgosto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://paisagismoejardinagem.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/Butia_cova_01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="150" src="http://paisagismoejardinagem.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/Butia_cova_01.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi sepultada em cova rasa, rodeada de jasmins e numa das vezes em que o cura por lá voltou, para retomar imaginárias aproximações, com as quais convivera a existência toda, plantou uma semente de manga no canto desses seus proibidos encantos. A mangueira desabrochou viçosa, cresceu em busca dos céus e deu o mais doce de todos os frutos de que se sabe em terras assim, quinhentonas :a manga Primavera. Plantada em solo diferente daquele das origens, fora da Ilha e longe daquela fada, que é madrinha, também, não repete o sabor de mel, o adocicado do gosto, pra que não se fale de Aires, o padre ou de Sancha, a musa! Nem a ciência e nem a técnica conseguiram explicar a lenda ou mudar de hábitos a árvore dos amores rompidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QbDZDtLcfkI/Tb5sJ_9JEDI/AAAAAAAAJvI/rlOOZH0zhVA/s1600/SakuraHealed.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-QbDZDtLcfkI/Tb5sJ_9JEDI/AAAAAAAAJvI/rlOOZH0zhVA/s200/SakuraHealed.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nessa mesma tarde, de suave tropicalidade, encontro no computador uma correspondência de lugar distante, bem distante. Chega de Tóquio, assinada por amiga minha, Harumi de prenome, dando conta que a sakura, a cerejeira dos japoneses, floresceu e encheu as ruas da cidade com a beleza das pétalas. Há gente sentada na relva admirando as flores, jovens e velhos, casais enamorados e errantes solitários. Será que existem homens como o cura de Itamaracá ou mulheres como Sancha, embevecidos com o efêmero fenômeno, rebuscando passados e fantasiando amores? Talvez sim! Talvez não! Mas, por todo o tempo em que este mundo durar, quer queiram ou quer não queiram, amantes embevecidos hão de chorar as perdas, derramando as silentes lágrimas das distâncias, com as quais regam as árvores de bons frutos das lembranças eternizadas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-5072091667507362359?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/5072091667507362359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/11/mangueira-e-cerejeira.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5072091667507362359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5072091667507362359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/11/mangueira-e-cerejeira.html' title='A Mangueira e a Cerejeira'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rcj_a8yEIPE/RjjbBxJlY8I/AAAAAAAAAJ4/4tNuUonLI0k/s72-c/paradoxo+do+amor!.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4836608768961263625</id><published>2011-11-20T08:48:00.000-03:00</published><updated>2011-11-20T08:48:45.052-03:00</updated><title type='text'>Barbeiros, Sapateiros e Amoladores</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://www.jornalacidade.com.br/img/materia/22452c.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="136" src="http://www.jornalacidade.com.br/img/materia/22452c.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O Suplemento dominical do Jornal do Commercio, do Recife, que circula com o nome de Arrecifes, publicou recentemente (20/11/11) interessante matéria da jornalista Luisa Ferreira, intitulada “Herois da Resistência”. Trata de antigos profissionais, comumente encontrados na cidade, até pelo menos os anos 70, pouco mais ou pouco menos, a depender do bairro e das necessidades do cliente. Eram barbeiros, sapateiros, amoladores, lavadeiras, alfaiates e relojoeiros; todos ou quase todos desaparecidos das ruas desta cidade dos rios e das pontes. E é mesmo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6BAFhw_RWfY/TM92CEJc6yI/AAAAAAAAD4I/fRWindNVZog/s1600/barbeiro.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_6BAFhw_RWfY/TM92CEJc6yI/AAAAAAAAD4I/fRWindNVZog/s200/barbeiro.gif" width="187" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Do barbeiro que comparecia, religiosamente, em casa para cortar o cabelo de meu pai e vez ou outra o meu, lembro muitíssimo bem. Não me ocorre lembrar o seu prenome. Deve ter morrido, porque na esteira do tempo já se vão mais de cinquenta anos. Fazia primeiro o cabelo do velho e em seguida o meu. Como todo barbeiro que se preza, tinha uma prosa magnífica e fiava conversa o tempo todo. Era, funcionário registrado e reconhecido da Galeria Brasil, que se chamara Galeria Ítalo-Brasileira, atacada a pedradas nos anos de guerra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Depois, passei a cortar cabelo com profissional ancorado na avenida João de &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Barros, de nome Hilário, que também fiava conversa da hora de meu sentar na cadeira à&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de levantar. Muitos anos depois, já mudado para começos da rua da Hora, me pediu: “Doutor! Preciso fazer uma consulta ao oculista. Estou ficando cego.” Consegui e orientei a criatura a ligar e dizer que era o meu barbeiro. Foi quando comunicou a mudança de sua titulação: “Não sou o seu barbeiro. Sou o seu cabeleireiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Era uma figura interessante, porque sendo mulherengo, terminou apaixonando-se pela nora, sendo retribuído por isso, pelo que se amasiou com a penitente. Não sem contar com uma encrenca do cão de seu filho.&amp;nbsp;E é ela quem cuida do homem hoje e de sua visão prejudicada. Agora, em seu lugar, ficou Edson, jovem e competente, que gosta de repetir o que me dizia Hilário sempre que terminava sua missão: “Mais jovem!”. É uma ilusão essa juventude fora de hora! Sônia, sua irmã, me corta as unhas do pé. Marcou comigo o aniversário de 50 anos de um fungo no dedão e se dispõe a preparar os acepipes da festa. Já pensou!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-enYPt8y76Gk/TqZ1at62mhI/AAAAAAAACZw/wBODtviPcmU/s400/sapateiro-gif.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-enYPt8y76Gk/TqZ1at62mhI/AAAAAAAACZw/wBODtviPcmU/s200/sapateiro-gif.jpg" width="181" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Os sapateiros se foram mesmo e não apenas trocaram o nome da profissão, como os barbeiros. Lembro em minha rua de infância de um desses, Miguel de prenome, que corria de hábito atrás de mim, quando eu saia em disparada, fugindo de casa. Até o dia que explicou a minha mãe: “Senhora! Eu sou sapateiro! Não estou aqui para correr atrás de seu filho!”. Tinha um pouco de sapateiro e um pouco de engraxate. Não vejo mais um nem outro! Só raramente e em certos lugares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_masjfTaunT0/S1J9v9uWOFI/AAAAAAAAA8E/iLCzanNVhzI/s400/A+Lavadeira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_masjfTaunT0/S1J9v9uWOFI/AAAAAAAAA8E/iLCzanNVhzI/s200/A+Lavadeira.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A lavadeira cedeu, mesmo, o lugar à máquina de lavar roupas, hoje computadorizada, a ponto de dispor de várias velocidades mais, de movimentos diferenciados. Não se tem mais em casa o quaradouro, que de madeira ou de cimento, servia também a certos encontros furtivos com as domésticas de casa. Lembranças desses amores periféricos, contados em pormenores ao cura da paróquia ou em detalhes ao jesuíta interessado nesses pecados da carne. Lembranças também de Marinete, mulher barroca, das admirações de meu avô.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.joaoantonio.net/images/tailortools.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kBjdY_n026U/Tsjh4g9mkGI/AAAAAAAAAqY/nGxioj129D4/s1600/Vassoureiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-kBjdY_n026U/Tsjh4g9mkGI/AAAAAAAAAqY/nGxioj129D4/s200/Vassoureiro.jpg" width="118" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Tinha o alfaiate: seu Guerra. Homem pacífico e satisfeito, figura da paz. Como tinha, também, amoladores e relojoeiros, cujos prenomes não lembro. Além do Vassoureiro, nome agora do quadro que recebi de presente da artista plástica Lúcia Pedrosa, pintado à inspiração de uma crônica minha: Os pregões do Recife. Exposto por um mês na Academia Pernambucana de Letras, sob o título geral de: "Pintando a Palavra". Pintores que fizeram criações artísticas baseados na obra de cada um dos acadêmcios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Bookman Old Style;"&gt;(*) - &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Comente no espaço mesmo do Blog ou o faça para os e-mails: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; ou ainda &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &amp;nbsp;Fiz tudo para ilustrar melhor, mas o computador negou-se. Quando a máquina se nega, meu camarada, não há como fazer diferente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4836608768961263625?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4836608768961263625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/11/barbeiros-sapateiros-e-amoladores.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4836608768961263625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4836608768961263625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/11/barbeiros-sapateiros-e-amoladores.html' title='Barbeiros, Sapateiros e Amoladores'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6BAFhw_RWfY/TM92CEJc6yI/AAAAAAAAD4I/fRWindNVZog/s72-c/barbeiro.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-6335839653053401942</id><published>2011-11-12T06:56:00.000-03:00</published><updated>2011-11-12T06:56:02.796-03:00</updated><title type='text'>O Baú de minhas Saudades</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.figueiradigital.com/imagens/museusal/sal5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="85" src="http://www.figueiradigital.com/imagens/museusal/sal5.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As minhas saudades habitam, agora, os longos e silentes corredores do imaginário, por onde parecem vagar os fantasmas azuis das lembranças, em molduras de fumaça, evanescências do ontem. Caminhos dos meus pretéritos. Cenas dos meus outroras aflorando em fantasias ou cenários daqueles antanhos, transformados &lt;st1:personname productid="em devaneios. Atores" style="text-align: justify;" w:st="on"&gt;em devaneios. Atores&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: justify;"&gt; cumprindo o desiderato do tempo, gente que foi gente e gente que não é mais gente. Parentes sentados no alpendre de casa, em pesadas cadeiras de maciça madeira, a fiarem conversa na boquinha da noite, depois da suculenta ceia. Da tapioca molhada e do café com bolachas americanas, quebradas e sobrenadantes. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: justify;"&gt;Rodas de manteiga a flutuarem no negro conteúdo da xícara, sem inibir vontades e sem impedir desejos de paladares assim. Ou colegas que foram companheiros da rua, no lúdico dos dias e no palavreado das noites, que partilharam das emoções primeiras, de amores nos inícios e de paixões rompidas. Ouviram segredos contados aos ouvidos, cochichados, pois!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pic.photobucket.com/1x1.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://pic.photobucket.com/1x1.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4qr248_rzCg/Tl2o3qpdkDI/AAAAAAAABJY/YKMnfSDjieA/s1600/Fatos+surpreendentes+sobre+snhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://1.bp.blogspot.com/-4qr248_rzCg/Tl2o3qpdkDI/AAAAAAAABJY/YKMnfSDjieA/s200/Fatos+surpreendentes+sobre+snhos.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há sonhos que chegam assim, como esses, do meu hoje, em noite de insônia e há outros que esperam a hora dos anjos, o angelical momento do inteiramente onírico, para o retorno nos anos. Promovem, então, os milagres todos, fazem renascer os que já se foram e não viram um futuro que virou presente e já é passado. Dão a cada qual a face que se deseja pudessem ter, se vivos estivessem e se sentados por cá ficassem olhando o écran do computador, assistindo a emergência da criação ou a metamorfose do texto, do pensamento se materializando em letras e vocábulos, tomando a forma de frases e de períodos, vírgulas e ponto final. Vestidos à moda daqueles pretéritos falam do experimentado neste maravilhoso banquete da existência terrena. Pedem ou não pedem orações e invocações, sem deixar que as evocações se percam na largueza do éter. Fisionomias reparadas, cabelos repostos e rugas vencidas! Depois se vão, encantam-se outra vez!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wFK4cDV8OqI/S1TTX_Lu9RI/AAAAAAAAABs/nnIn9wPGLXk/s200/180px-Infanta_d_Beatriz.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_wFK4cDV8OqI/S1TTX_Lu9RI/AAAAAAAAABs/nnIn9wPGLXk/s200/180px-Infanta_d_Beatriz.jpg" width="164" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A avó de longos cabelos, metade preto e metade branco, acompanhada da irmã, a tia velha para os sobrinhos-netos, reaproxima-se da vida e pede o colírio de seus hábitos. Tinha na vista as doenças de todos os velhos, a catarata e o glaucoma, faz o neto pingar-lhe as gotas e manda ver a injeção escondida sobre o guarda-roupa antigo, pesadão e preto, como se o luto da viuvez lhe fizesse assim, densa e tensa. Ampolas importadas da Suíça, de uma certa doutora Aslan, cujo milagre seria o da juventude recuperada ou a da mancha desgraçada da idade apagada para todo o sempre. De nada serviram caixas e mais caixas, aplicadas nos músculos de ambos os braços pelo farmacêutico da esquina, Belmiro de prenome.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4tNfD8BSeuA/THlWx8LM70I/AAAAAAAABwI/hsGgl8VP1hY/s1600/BAUAGOSTO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://1.bp.blogspot.com/_4tNfD8BSeuA/THlWx8LM70I/AAAAAAAABwI/hsGgl8VP1hY/s200/BAUAGOSTO.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O pai morto, inerte, no salão nobre e pomposo, se alevanta do esquife, abre os olhos do descanso derradeiro e não se diz cansado! Conta, afinal, o que teria a falar com o filho primogênito, no encontro que marcara para a tarde daquele dia dos horrores. Nada mais pôde verbalizar! Eis o verdadeiro desencontro! O que seria, então? Uma observação qualquer sobre o estilo da crônica ou do artigo? Uma ponderação a propósito de um porvir desconhecido? Indagações filosóficas a respeito do infinito das coisas ou da dimensão do eterno? Fez isso até o ultimo momento, sublinhando proposições bíblicas sobre a morte &lt;st1:personname productid="em seu Missal.  Impossível" w:st="on"&gt;em seu Missal.&amp;nbsp; Impossível&lt;/st1:personname&gt; saber! Dúvida atroz que sacode o espírito e faz da alma uma grande interrogação! Burburinho de idéias que de nada servem! Ninguém sabe, ninguém escutou, ninguém ouviu! Quem sabia se foi! E fez diferente do que fazia! Não mandou notícias!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Eis o bau de minhas saudades!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(*) Um texto saudoso; saudades dos que se foram e não deram mais notícias. Saudades do meu ontem das cenas e dos cenários; saudades dos personagens que encarnavam gente. Gente que foi gente e gente que não é mais gente. Deseejando o leitor comentar, não hesite, use o espaço do Blog ou envie pelos e-mails: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-6335839653053401942?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/6335839653053401942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/11/bau-de-minhas-saudades.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6335839653053401942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6335839653053401942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/11/bau-de-minhas-saudades.html' title='O Baú de minhas Saudades'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4qr248_rzCg/Tl2o3qpdkDI/AAAAAAAABJY/YKMnfSDjieA/s72-c/Fatos+surpreendentes+sobre+snhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4844498669064991970</id><published>2011-11-01T10:19:00.000-03:00</published><updated>2011-11-01T10:19:14.377-03:00</updated><title type='text'>A dor de barriga do elefante</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-91zY-vXrdfI/TXgy7qQr7BI/AAAAAAAAA5Q/Ib3vCpgGkDA/telefone-antigo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-91zY-vXrdfI/TXgy7qQr7BI/AAAAAAAAA5Q/Ib3vCpgGkDA/telefone-antigo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao leitor confesso de logo: gosto muito de passar trote. Trote telefônico e trote pessoal, isto é de corpo presente, como diz certo amigo meu. Passei um tempo por aqui que deixava mensagens no telefone fixo. É que descobri, sem muito esforço, que havia uma caixa postal no equipamento, sob a batuta da companhia e às expensas do assinante, no caso eu. A verdade é que nunca se usou isso e decidi alternar as mensagens. Assim, por exemplo, em certo final de semana, gravei: “Nos velhos conventos de Olinda, os monges ainda se cumprimentam assim: Lembrai-vos da morte. Deixe sua mensagem.”. As reações eram as mais diversas, desde a impressão de que se estava falando com um padre, até a certeza de se tratar de gente do outro mundo. Nessa sistemática, decidi fazer uma enquete sobre o Padre Marcelo Rossi. Assim: “Que opinião você tem sobre o Padre Marcelo Rossi?”. Um interlocutor disse: “Eu até que gosto do padre.” E por ai vai!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gHz3tCk6VUo/RuvJ7AEsBnI/AAAAAAAAADM/dBMn4YK5Xv8/s400/Militar.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_gHz3tCk6VUo/RuvJ7AEsBnI/AAAAAAAAADM/dBMn4YK5Xv8/s200/Militar.JPG" width="184" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, falando em trote pessoal, de corpo presente, como disse, tem um camarada aqui perto de casa, lavador de carro, que todas as vezes que eu passo para caminhar na Jaqueira me cumprimenta dessa forma: “Boa tarde coronel?” ou “Coronel deseja que limpe seu carro?”. Eu fiquei meio cabreiro, mas depois entendi que o cumprimento era geral e irrestrito, passou merecia o gesto. Decidi, então, chamar o rapaz e dizer a ele em certo sigilo: “Olhe, você tem me tratado por coronel e os meus subordinados viram isso. Eu não sou coronel! Sou general!”. Não prestou, pois que o tratamento mudou de imediato. Pior foi no dia que ele indagou onde eu morava, ao que respondi, sem hesitar, general não mora, acampa. “Eu estou acampado ali adiante!” Noutra oportunidade encontrei casualmente com minha mulher e expliquei que era a major e que nos conhecemos no Haiti. Veja só!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.redemultnet.com.br/imagens/farmacia-do-viajante-o-que-deve-levar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" ida="true" src="http://www.redemultnet.com.br/imagens/farmacia-do-viajante-o-que-deve-levar.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, muito&amp;nbsp;pior do que tudo isso foi a ligação que fiz para uma farmácia aqui na esquina. Quando o balconista atendeu, indaguei se sabia das mais recentes normas da Vigilância Sanitária, respondeu que não, ao que expliquei que teriam de vender doravante caixões mortuários e ele, respondendo: “Essa só com o gerente!”. E foi convocar o gestor. Em Aldeia, decorei o telefone de uma sementeira e liguei ao chegar em casa. O homem muito prestativo atendeu: “Alô!”. Ai dei uma explicação furada, disse que o Sr. Messias, morador de Araçoiaba, tinha morrido e como gostava muito de flores, estávamos transportando o defunto pra lá. O pobre do homem quase endoidece, porque era um sábado e a freguesia estava toda na sementeira. Em Aldeia, também, telefonei à clínica veterinária e me apresentei como uma pessoa que havia capturado uma raposa e que o animal estava doente e eu precisava de assistência, mesmo sabendo dos riscos em ter o bicho em casa. A atendente, de logo, advertiu: “Ai só com a doutora!”. E eu desliguei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://dorescronicas.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ELEFANTE.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ida="true" src="http://dorescronicas.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ELEFANTE.jpg" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, sobre clínica, muito mais engraçada foi a de Pau Amarelo, em tempos idos e bem vividos, liguei para a clínica veterinária e disse que era dono de um circo, que vinha da Paraíba e já estava em Goiana, mas com um problema sério, porque o elefante estava com uma diarréia grande, já tomara 34 vidros de Kaomagma e não obtivera melhora de jeito nenhum. Eu estou levando o animal pra ai, afirmei, decidido. A criatura desesperou-se, justificou que lá só tratavam de pequenos animais e o diálogo prosseguia sem que eu cedesse, até que no final disse a ele que o paquiderme podia dormir mesmo na rua. A coisa foi tão séria, mas tão séria, que ele fechou a clínica o resto do dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Com essas coisas eu trato o meu stress! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;(*) &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O texto lembra tempos idos e muito bem vividos, quando o humor presidia o espetáculo da vida. Ainda preside, pelo menos em parte. Com as minhas saídas espitituosas para espantar os&amp;nbsp;&lt;em&gt;stress&lt;/em&gt; e as contrariedades. Tantas e tantas coisas que não precisavam ser vividas e o foram. Tantos que já se encantaram no infinito das coisas! Desapareceram todos os velhos de minha juventude e continuam a desaparecer os meus parentes, novos ainda.&amp;nbsp;Um misto, pois, de alegria e dor. Comente o leitor se desejar, no espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou o faça para os &lt;em&gt;e-mails &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt; e &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4844498669064991970?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4844498669064991970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/11/dor-de-barriga-do-elefante.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4844498669064991970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4844498669064991970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/11/dor-de-barriga-do-elefante.html' title='A dor de barriga do elefante'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-91zY-vXrdfI/TXgy7qQr7BI/AAAAAAAAA5Q/Ib3vCpgGkDA/s72-c/telefone-antigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3365148817009284469</id><published>2011-10-25T09:28:00.000-03:00</published><updated>2011-10-25T09:28:57.154-03:00</updated><title type='text'>A Insônia Parental</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3E9CVMAJ4kU/TXOSNbi3u8I/AAAAAAAAFSQ/yoinkCWEw3M/s1600/earth019.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-3E9CVMAJ4kU/TXOSNbi3u8I/AAAAAAAAFSQ/yoinkCWEw3M/s200/earth019.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O motorista do táxi, depois que abri a boca, perguntou: “Está com sono?”. Perdi o sono à 2h:30 da madrugada e não o encontrei mais. Na verdade, o meu sono já se foi há muitos e muitos anos pra atrás; se foi, digo de novo, nos vestígios deixados pela insônia de minha avó paterna ou seguindo as noites e noites em claro de meu pai, que passou o todo tempo em que viveu quase sem dormir. Levantava assim, com as galinhas e sentava à máquina de escrever, datilografando um artigo de jornal, no mesmo quarto que eu próprio dormia. Isso concorreu para a insônia do meu despertar precoce, mas a marca da genética é que foi predominante, pois que não dormiam minha tia velha, minha tia mais nova e as outras todas da constelação parental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.avespantanal.com.br/imagens/241%20-%20Cocuruta/elaenia%20cristata-VIREO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133px" ida="true" src="http://www.avespantanal.com.br/imagens/241%20-%20Cocuruta/elaenia%20cristata-VIREO.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acordei e levantei&amp;nbsp;quando o relógio marcou 4:00h da manhã, ouvi o pássaro cantando continuamente, não identifiquei a espécie do bichinho, mas há muito que ouço seu trinar e julgo seja exótico, isto é, venha de outras paragens e por cá restou aprisionado em gaiola de algum vizinho. Já gostei de pássaro assim, por trás das grades formadas pelas “barbas de bode”, mas não gosto mais. À tardinha, quando fui à janela de meu quarto, havia um pássaro escuro, diferente dos que vejo por cá, com uma cocuruta na cabeça. Também não sei o seu nome e a sua origem. Por aqui estão criando passarinhos engaiolados, é o que deduzo, vez ou outra um desses foge e fica por ai zanzando sem destino. Dia desses, em minha varanda, havia um periquito australiano, verde. Não gosto da espécie e não admiro a espécime. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.luizcalixto.com.br/web/images/stories/mar%20vermelho%20moises.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168px" ida="true" src="http://www.luizcalixto.com.br/web/images/stories/mar%20vermelho%20moises.png" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tempo houve, eu já casado, pai de família, que acordado às tantas da noite, tomando conta de minha filha mais velha, da asma que tinha e da febre que a incomodava, e de súbito surgia Moisés, despedindo- se da escuridão do tempo. Parava, apenas parava. Cumpria a sua alteridade, e vinha fiar conversa com o outro, acordado e encarregado de pastorar a cria para que crescesse e tivesse viço, como tem, no hoje dos dias. Contava coisa do arco da velha, lembrando o que passou, falava das albacoras, ainda hoje presentes em seus alfarrábios secretos, lembrava da enfermeira que morava de esquina da rua do Príncipe com a Afonso Pena, mulher quarentona, versada em questões da matéria; da matéria e da carne, dizia sempre. Não esquecia de Sérgio Jiboia, conhecido como Cacique Morubixaba, Primeiro e Único, nem de Bizado, vitorioso em votação para eleger o homem mais feio da Festa da Mocidade, sequer esquecia de Ruy, o da Pipa ou o da Hóstia. Ruy da Hóstia, porque quando fizera a Primeira Comunhão gostara tanto do pão ázimo, que pedira para repetir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NOi3TeWLO38/Si1NPPYzqPI/AAAAAAAAEYg/jXgkH01SrKA/s320/purgatorio9.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_NOi3TeWLO38/Si1NPPYzqPI/AAAAAAAAEYg/jXgkH01SrKA/s200/purgatorio9.jpg" width="180px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tia minha, velha em idade e desajuizada já, andava por dentro de casa sem destino certo, feito um zumbi. Não dormia e tampouco tinha insônia, era sonâmbula na forma da lei. Podia fazer qualquer besteira naquela hora de seu vagar, sem saber das coisas. Arre, dizia pela manhã, quando alertada a esse propósito. Não acreditava no que se dizia e achava que estavam querendo pegar uma peça. Tomava conta do pão de cada dia, mas ficava indignada se alguém se atrevia a comer um daqueles&amp;nbsp;antigos e saborosos&amp;nbsp;exemplares bem cuidados da massa fermentada. Fui eu que lhe passei o trote por telefone, dizendo ser do Purgatório. E ela, na ingenuidade da hora: “Já liga do Purgatório?”. E eu, na minha sem-vergonhice: “Estamos em fase de experiência!”. Coitada, Deus me perdoe dessas coisas! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3365148817009284469?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3365148817009284469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/10/insonia-parental.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3365148817009284469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3365148817009284469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/10/insonia-parental.html' title='A Insônia Parental'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3E9CVMAJ4kU/TXOSNbi3u8I/AAAAAAAAFSQ/yoinkCWEw3M/s72-c/earth019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-249407643291416065</id><published>2011-10-17T14:45:00.001-03:00</published><updated>2011-10-17T14:45:58.324-03:00</updated><title type='text'>A Gente Simples</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/junho/imagens/migrante-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178px" oda="true" src="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/junho/imagens/migrante-2.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É interessante notar as peculiaridades da gente simples, da gente que vem ao Recife somente por um dia ou dos migrantes engajados nesse mundo cão de cimento e ódio. Presto atenção a tudo isso, desde menino, quando ouvia a conversa da criadagem - um nome de época - ou assistia aos costumes e hábitos desse povo sofrido que mora em nossa casa e não tem onde cair morto. Depois, na escola da vida, que para mim foi, também, a escola da doença e dos doentes, pude ir tomando contacto mais íntimo com o especialíssimo do matuto e do citadino migrante. Já se vão quarenta anos de médico e mais seis de faculdade - É coisa muita guardada!. A televisão vem deturpando tudo, tirando o regionalismo das expressões e roubando as tradições arraigadas há séculos na cabeça do nordestino. Fala-se em Pernambuco, na Mata ou no Sertão, do mesmo jeito que o paulista se expressa na Augusta. Fizeram desse Brasil grandalhão uma aldeia global. Norte, Sul, Leste e Oeste representam apenas os pontos cardeais aprendidos no grupo escolar, sem grandes diferenças mais. A novela varre o País inteiro, transmite a ilusão do capitalismo e acaba com o sotaque da voz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/___rcGHCzlcQ/RxOf-xJimmI/AAAAAAAAAX0/2KCwhik1FAQ/s200/utero.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/___rcGHCzlcQ/RxOf-xJimmI/AAAAAAAAAX0/2KCwhik1FAQ/s200/utero.jpg" width="150px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma vez atendi uma doente, estudante ainda, queixando-se de mal feminino. Doutor, disse pra mim, pensando já ter anel: "Sofro, faz muito tempo, da mãe do mundo!" Ora, leitor amigo, o útero é, em realidade, a mãe do mundo? A "mãe do mundo" dizem algumas, mas a "mãe do corpo", explicam outras. Em ocasião diferente, uma senhora padecendo de mal venereo, adquirido de seu marido, envergonhada com tanta desdita, cabeça baixa e mão cobrindo os olhos, disse: "Estou doente das partes mais vergonhosas!". Que vergonha há mais lá por baixo, meus senhores e respeitabilíssimas senhoras, se na praia o "fio dental" expões pra toda gente as inferiores maçarocas do quadril feminino? Acabou-se isso por aqui! É pena, penso eu, melhor em tempos atrás, quando a imaginação do menino, do rapaz e até do adulto viajava calculando a beleza escondida em peça inteira de banhar-se! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jpFjswYh0jo/TX97mqRRjcI/AAAAAAAAAJA/CML31gyEvz0/MULHER+NA+JANELA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-jpFjswYh0jo/TX97mqRRjcI/AAAAAAAAAJA/CML31gyEvz0/MULHER+NA+JANELA.jpg" width="141px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um certo rapazola da cidade, chegando para a consulta e portador de moléstia do mundo, disse: "Napoleão está doente!". Ora mais que coisa, estão nomeando agitadores de esquerda usando nomes de generais? Outro, mais interiorano, foi modesto: "O peru está doente!". E assim tratei muita gente; gente doente das partes mais vergonhosas e gente sofrendo em seu Napoleão quando burguesa ou de seu peru se do proletariado. Todos usando o instrumento de forma inadequada, sem a camisinha das recomendações do governo e sem a seleção devida de parceiros e parceiras. Agora a coisa mudou, os jovens "ficam" e se vão às vias de fato, com toda certeza é quase sempre com figurantes do mesmo nível. Dificilmente procuram prostitutas estabelecidas, como aquelas da rua da Guia ou da Rangel. Certa vez, nessa última, uma mulher na janela levantou a blusa, expondo os seios. O menino cá em baixo, menor de idade ainda, ficou com as pernas tremendo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/blog/sapato.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="95px" oda="true" src="http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/blog/sapato.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sapato emborcado, nunca jamais, em tempo algum, dava azar, atraso pra família ou morte no mesmo ano. Roupa pelo avesso, nem pensar, era dose dupla! Ainda hoje essas coisas ficaram, parece que automatizadas, em mim! Mesmo sem acreditar não as faço, por hábito! Será mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hFXb2UeNBaU/TCUgsawX8_I/AAAAAAAAIK4/KsLAki6lPKY/s1600/Imagem+129-tile.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_hFXb2UeNBaU/TCUgsawX8_I/AAAAAAAAIK4/KsLAki6lPKY/s200/Imagem+129-tile.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nas festas de São João ou de São Pedro, a faca na bananeira ou os papéis cortadinhos na bacia, com as letras todas do alfabeto, dariam, com certeza, a inicial do nome daquele que haveria de ser a esposa ou o marido. Fiz isso centenas de vezes, repetindo a operação em várias ocasiões na mesma festa. Na faca nunca pintou coisa alguma e na bacia saíram iniciais de "A" até o "Z". Fiquei com a última, porque os últimos serão os primeiros e estou por aqui satisfeito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Essa gente da cidade pega as coisas do interior e faz tudo trocado! Não entende bem o espírito, mete as mãos pelos pés e deseja imitar a pureza lá do campo. Na casa de meu sogro a fogueira se acendia no badalar das seis horas e tinha que ser, sempre, a mesma pessoa a tocar fogo, transformando em braseiro a madeira lá do mangue. Ora, não é que o cunhado se armava de jornal e álcool, contanto que acendesse o fogaréu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&amp;nbsp;(*) Um texto que mostra alguma coisa de minha experiência com a gente simples&amp;nbsp;em meus&amp;nbsp;convívios; gente que&amp;nbsp;desapareceu na esteira da globalização. Queira o leitor comentar e o faça no espaço mesmo do Blog ou para os e-mails &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt; e &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-249407643291416065?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/249407643291416065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/10/gente-simples.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/249407643291416065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/249407643291416065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/10/gente-simples.html' title='A Gente Simples'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/___rcGHCzlcQ/RxOf-xJimmI/AAAAAAAAAX0/2KCwhik1FAQ/s72-c/utero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3610461432866206090</id><published>2011-10-08T16:36:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T14:46:01.017-03:00</updated><title type='text'>Demais da Conta</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.unicap.br/assecom2/boletim/2007/fevereiro/imagens/nobrega2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="111px" kca="true" src="http://www.unicap.br/assecom2/boletim/2007/fevereiro/imagens/nobrega2.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estudei o antigo Curso Secundário no Colégio Nóbrega. Fiz o Exame de Admissão, o Ginasial e o Científico e francamente, pintei e bordei lá dentro. Só não fui expulso, porque o meu pai tinha sido professor do Colégio e era um homem de grande prestígio na cidade. Já contei aqui que cheguei alguns meses antes do verdadeiro vestibular que era o Admissão, isso para ir me habituando com a rotina, a qual era completamente diferente daquela do grupo escolar, dizia meu pai. Eu nem sei se era! No fim, no fim, era tudo a mesma coisa!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.associacaoitaliana.org.br/Imagens/jpg/ultimas/lancamento_marca/CARICATURA-DO-PADRE-ALBERTO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" kca="true" src="http://www.associacaoitaliana.org.br/Imagens/jpg/ultimas/lancamento_marca/CARICATURA-DO-PADRE-ALBERTO.jpg" width="87px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nos primeiros dias estranhei muito a voz do professor, o sotaque, pois que ele era português. O meu sobrenome, por exemplo, que é “Pereira”, o homem pronunciava como “Preira”. Foi difícil me acostumar com aquilo, mas o homem se habitua com tudo e eu me habituei com essa forma de falar. É! Terminei sendo aprovado com 9,95 e como não acreditava em mim, de forma alguma, lá não fui buscar uma medalha a que tinha direito. Um&amp;nbsp;professor que morava no museu e tinha, ao que se dizia medo de mulher, razão para que eu colecionasse fotos de mulheres de biquíni e jogasse por baixo da porta dele. E ele, coitado: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- O senhor pensa que eu tenho medo de mulher?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Claro que não, professor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- E por que está deixando fotografias de mulheres sob a minha porta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Professor! Sinceramente, considero o senhor o maior galã vivo, um fora de série, conquistador de mulheres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__qkGh8rdhLg/SInSJQiQ4EI/AAAAAAAAAYI/jNPCBtLvxcs/s320/Caricatura.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180px" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/__qkGh8rdhLg/SInSJQiQ4EI/AAAAAAAAAYI/jNPCBtLvxcs/s200/Caricatura.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De outra feita, ouvindo a chamada dos alunos, quando o mestre declinou o meu nome, respondi como certo aluno fez com meu pai, em gregoriano: Preeeeeesente. Na mesma ocasião e em ato contínuo foi expulso da sala. Pra fora canalha, foi o que disse o professor! Em outra ocasião o mestre entrou na sala de aulas e eu me levantei e disse: “Queremos cumprimentá-lo pelo aniversário!”. Mas, não é meu aniversário, respondeu. E eu: “É! O nosso calendário não é propriamente o seu!”. E as palmas comeram no centro, depois de um ”parabéns pra você” bem cantado e bem ritmado. Era um professor de desenho, que vinha dando problemas pra serem resolvidos e numa de minhas falas eu assegurei que a matéria não comportava problemas e até hoje estou certo disso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ReaCLYfdW5U/TibhHcugT6I/AAAAAAAAAqU/ZhsZFIr1YH8/s1600/vando.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198px" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-ReaCLYfdW5U/TibhHcugT6I/AAAAAAAAAqU/ZhsZFIr1YH8/s200/vando.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Houve certa oportunidade em que o nosso mestre de geografia pediu a todo mundo que trouxesse um atlas. Já se sabe que eu não trouxe o meu e à indagação de onde estaria o meu atlas, simplesmente abri no choro e disse: “O meu pai não tem dinheiro pra comprar!”. E o professor, muito compungido com a questão, me dispensou de portar o acessório para sempre. E o nosso novo professor de geografia fez uma chamada oral e claro, eu fui escolhido para começar: “Meu filho! Fale sobre a geografia da Alemanha?” Comecei tratando do Rio Grande do Sul, falando sobre Brizola e outros de seus correligionários, ao que o professor interrompia para lembrar: “Alemanha.”. E eu, calmamente. “Professor, por favor, vou chegar lá! Vou falar sobre o Rio Grande do Sul, depois sobre Hitler e finalmente sobre a geografia da Alemanha.”. Mandou que sentasse, porque era demais da conta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;(*) Um texto sobre as minhas peripécias no Colégio Nóbrega. Comente no corpo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou para os e-mails &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; ou &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt;&amp;nbsp;A crônica tem sido reproduzida no jornal virtual A Besta Fubana&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3610461432866206090?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3610461432866206090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/10/demais-da-conta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3610461432866206090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3610461432866206090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/10/demais-da-conta.html' title='Demais da Conta'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__qkGh8rdhLg/SInSJQiQ4EI/AAAAAAAAAYI/jNPCBtLvxcs/s72-c/Caricatura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-2030804164709625485</id><published>2011-10-01T09:28:00.001-03:00</published><updated>2011-10-01T09:55:56.187-03:00</updated><title type='text'>A Pecadora e Deus do Céu</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://chicoandrade.files.wordpress.com/2011/08/tv-globo-queda-audiencia-ibope.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195px" src="http://chicoandrade.files.wordpress.com/2011/08/tv-globo-queda-audiencia-ibope.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Assistindo televisão vi um comercial muito interessante, a partir do qual lembrei episódio semelhante, que tive oportunidade de conhecer há coisa de dez anos ou mais. É aquele comercial em que aparece um grupo de jovens em casa, ao que parece, em preparativos para sair, quando chega uma moça bonita e bem parecida e após tocar a campainha, faz uma pergunta que não recordo a um dos ocupantes da moradia, sob a justificativa de que era novata no prédio. Ele cuida em responder, explicando de logo que os amigos estão de saída, obviamente com olho na mulher e fantasiando futuros imediatos. Qual não foi a sua surpresa, quando a mulher lhe indaga se ele não pode tomar conta de seu cãozinho? É uma decepção que vive o rapaz, tão interessado como estava na figura feminina presente à sua porta.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.estadao.com.br/blog/media/amoedo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="147px" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/amoedo.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Pois é, no caso que eu soube, contado por gente de toda confiança, o homem estava hospedado em hotel de muitas estrelas nas ruas de Paris e sabia que a mulher de seus sonhos, em tudo barroca, bonita e bem feita, também estava na cidade das luzes e das cores. Andava num pé e noutro no quarto que ocupava, imaginando uma artimanha qualquer que lhe fizesse ligar para a penitente bem parecida de seus sonhos matinais. Para sua surpresa também toca o telefone em seus aposentos e ele sem esperar ligação alguma de ninguém, levanta o fone e atende à chamada. Era ela, a musa de todos os seus desejos, que pedia para que ele a procurasse na recepção do hotel. Com todo gosto, respondeu! E se preparou todo, tomou o banho que todo brasileiro gosta e vestiu a melhor roupa, sem falar que acionou o &lt;i&gt;spray&lt;/i&gt; de perfume que trouxera do Recife. No &lt;i&gt;hall&lt;/i&gt; do hotel recebeu aquela mulher maravilhosa, com quem gastava seus devaneios. E a pergunta, feita por ela, não tardou: “Você poderia levar para o Brasil duas malas que excederam o peso autorizado?”. "Ah! Quase diz."&amp;nbsp;Mas, ainda com água na boca, embora perplexo, disse: “Posso!”. E a nada mais respondeu, porque também ninguém lhe perguntou mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cQS1EFq3mvg/TaoOZqaJiXI/AAAAAAAAACo/a1T4XSeNbOU/s400/deus.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150px" src="http://3.bp.blogspot.com/-cQS1EFq3mvg/TaoOZqaJiXI/AAAAAAAAACo/a1T4XSeNbOU/s200/deus.gif" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Como não devo publicar uma crônica tão pequena, decido acrescentar mais uma história, em tudo muito pitoresca, só para preencher o espaço de que disponho. É que eu era Diretor do Centro de Ciências da Saúde, da Universidade Federal de Pernambuco e tinha o meu Gabinete sempre visitado por várias pessoas, com frequência era procurado por médicos. Certo dia chega um desses profissionais e se dirige à Secretária, desejoso de falar comigo. A moça, então, toma nota do nome: “Deus”. Era, certamente, João de Deus ou outra forma de grafar o nome do Criador, mas quis se apresentar somente com o segundo prenome e entrando no Gabinete ela anunciou: "Deus está ai!". Eu ainda tive tempo de me assustar e indaguei: "Deus?". E complementei já refeiro: "Sendo Deus tem prioridade e pode entrar!". E assim foi e Deus entrou e tudo se passou como imaginei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;(*) A crônica é um relato conciso de um caso do presente que resgatou outro, do pretérito das coisas. O texto tem sido sempre reproduzido no jornal virtual A Besta Fubana, de responsabilidade do Papa Berto I e de sua Papisa. O leitor pode comentar no espaço mesmo do &lt;i&gt;Blog&lt;/i&gt; ou para os &lt;i&gt;e-mails&lt;/i&gt;: pereira@elogica.com.br e pereira.gj@gmail.com&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-2030804164709625485?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/2030804164709625485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/10/pecadora-e-deus-do-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/2030804164709625485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/2030804164709625485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/10/pecadora-e-deus-do-ceu.html' title='A Pecadora e Deus do Céu'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cQS1EFq3mvg/TaoOZqaJiXI/AAAAAAAAACo/a1T4XSeNbOU/s72-c/deus.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-8653424750528918511</id><published>2011-09-25T07:26:00.000-03:00</published><updated>2011-09-25T07:26:54.195-03:00</updated><title type='text'>As lembranças, o parque e o neto.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fN8IdNZPMLs/Tn7_OKRcItI/AAAAAAAAAqU/Q8DwbHlNM_Q/s1600/DSC00069.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-fN8IdNZPMLs/Tn7_OKRcItI/AAAAAAAAAqU/Q8DwbHlNM_Q/s200/DSC00069.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei no sábado, dia 24 deste mês de setembro, do ano da graça de 2011, aniversário, aliás, de minha filha Patrícia, ao Parque 13 de maio, aonde não ia há pelo menos 40 anos, penso eu. Voltei, porque desejava que o meu neto, que é caçador de aranhas asquerosas, visse o macaco Chico, recentemente evadido de sua jaula, conforme a imprensa e novamente capturado para concluir sua pena de privação de liberdade. No Brasil, curiosamente, só os bichos recebem a pena de prisão perpétua, dessa estando livres os homens de boa vontade. Fomos eu, meu neto, Pablo de prenome, e a avó dele, que tem sido ao longo dos anos a mulher que eu curto. Não sei se ele, o neto, tem conhecimento dessa curtição, mas é a verdade, nua e crua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fP52ZjyA7ak/TDaIA1d3x5I/AAAAAAAAAIs/Yow7bngsU20/s1600/17.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="131" src="http://3.bp.blogspot.com/_fP52ZjyA7ak/TDaIA1d3x5I/AAAAAAAAAIs/Yow7bngsU20/s200/17.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Parque está desprezado, largado, qual mulher bonita separada do marido e quase sem segurança. Pouco lembra aquele recanto, que nos anos sessenta era o lugar de encontro da meninada em vias de iniciar a vida política, isto é, sensual e sexual. Foi por lá que vi certo médico do Recife, com uma jovem normalista no banco dianteiro de um &lt;em&gt;Skoda&lt;/em&gt;, fazendo um esforço enorme para tirar a aliança do dedo esquerdo e dessa forma continuar a fiar conversa com a penitente. Não hesitei, confesso, fui lá, retirei o adereço matrimonial e lhe fiz presente, muito discretamente. Afinal, a causa me parecia justa à época! Aquelas alamedas, nas noites de meu tempo, foram palco de muitos abraços e de beijos roubados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.sindicatotrescoroas.com.br/projeto/img/macaco_prego_g.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="200" src="http://www.sindicatotrescoroas.com.br/projeto/img/macaco_prego_g.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Chico, macaco de meus objetivos, de logo se apresentou como candidato à pipoca do neto, “pipoca murcha”, como costuma dizer e se postou na jaula de seu viver, pedindo mais um caroço do acepipe da hora. Pablo não gostou da concorrência e deu um muxoxo de raiva. Melhor sair correndo, com a avó lhe acompanhando os passos, que continuar naquele exercício de observação de símios enjaulados. E assim o fez! Saiu em desabalada carreira pelos caminhos do parque. Nisso, por certo, repetia o avô, que em pretérito distante, ai pelos finais dos anos 40 ou começos dos 50, fazia igual proeza no Parque, razão para ser atropelado por uma bicicleta e ver o homem sendo preso e conduzido ao “buque”, como se costumava nomear a cadeia naqueles anos das grandes valsas. Foi a voz de minha mãe, com o seu jeito carinhoso de ser, que pediu pelo detido e o&amp;nbsp;fez voltar às ruas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://mteresabr.files.wordpress.com/2010/02/barquinho_de_papel1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="132" src="http://mteresabr.files.wordpress.com/2010/02/barquinho_de_papel1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui muitas vezes ali, pelas mãos de meu pai, que embora tivesse uma vida atribuladíssima, cuidava em se dedicar aos filhos nos feriados da existência. Era de lá que saia, de mãos dadas com ele, para observar o rio das capivaras correndo em direção ao mar e soltar um barquinho de papel, o qual em meu imaginário infantil ia ganhar o oceano e aportar distante. E era de lá, da rua da Aurora,&amp;nbsp;que via o Dr. Agamenon Magalhães, como chamava meu pai, passeando de braços pra trás, às costas, na varanda do Palácio. Isso o fazia concluir que o Governador estava aperreado. Eu não entendia bem a razão, mas concordava, como fazem todos os meninos do mundo diante das afirmativas dos adultos. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.fazendavisconde.com.br/images/Sicalis_flaveola1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="136" src="http://www.fazendavisconde.com.br/images/Sicalis_flaveola1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não havia mais por lá – notei isso –, os canários abarrancados de minha juventude, não vi sequer um desses pássaros. Todos desapareceram, diante da força avassaladora das máquinas do progresso. Um ou outro bem-te-vi fazia as honras do lugar, saudando os visitantes. À distância ouvi o trinar de uma sabiá – gongá. Gente da rua deitada nos bancos findava as horas de sono a que tinha direito,&amp;nbsp;se bem que&amp;nbsp;não dispusesse de cama bem cuidada e de colchão fofinho. São as diferenças sociais de que falam os sociólogos. Mas ninguém me incomodou nessa curta permanência no ambiente. Uma quase cigana, ao final, quis ler a mão da avó de Pablo, ensaiou uma perguntas bestas e se foi, descartada pela mulher amadurecida&amp;nbsp;nos anos, mas de forma alguma velha. A avós de agora não são mais como foram as&amp;nbsp;minhas, gordas, de cocó adornando a cabeça e&amp;nbsp;avançadas nos anos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) A crônica de hoje, escrita com o domingo amanhecendo, é um ode ao neto Pablo, uma forma de lembrar dos anos que se foram e um jeito afetuoso de falar da mulher amada, sem esquecer de meus amores com os canários, as sabiás e os bem-te-vis. O texto tem sido sempre reproduzido no jornal virtual&amp;nbsp;A Besta Fubana, de sua santidade o Papa Berto I. Comente no espaço mesmo do Blog ou o faça para os e-mails &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-8653424750528918511?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/8653424750528918511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/09/as-lembrancas-o-parque-e-o-neto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8653424750528918511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8653424750528918511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/09/as-lembrancas-o-parque-e-o-neto.html' title='As lembranças, o parque e o neto.'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fN8IdNZPMLs/Tn7_OKRcItI/AAAAAAAAAqU/Q8DwbHlNM_Q/s72-c/DSC00069.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-7650519876833414483</id><published>2011-09-17T07:08:00.000-03:00</published><updated>2011-09-17T07:08:42.568-03:00</updated><title type='text'>O Vassoureiro</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XMQFPuGwROA/TnRxTn2LhjI/AAAAAAAAAp8/JYrQQoyjCHw/s1600/Vassoureiro-7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" rba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-XMQFPuGwROA/TnRxTn2LhjI/AAAAAAAAAp8/JYrQQoyjCHw/s200/Vassoureiro-7.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu caro e distinto leitor, em tudo muito paciente comigo, vivi na quinta-feira, dia 15, uma noite magnífica, quando estive na Academia Pernambucana de Letras e conferi a exposição de quadros pintados em homenagem aos acadêmicos. Um pintor para cada uma das imagens e a obra de cada um dos confrades considerada no processo de criação. Ao entrar, me deparei com um quadro que identifiquei, de logo, ter sido pintado com base em crônica que produzi e publiquei, em jornal e em livro. Publiquei também nesse espaço do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt;. Uma beleza de quadro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YK6kl1fuoeM/TnRwmeyEL9I/AAAAAAAAAp4/TX-MzG6f2Nc/s1600/O+Vassoureiro-4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-YK6kl1fuoeM/TnRwmeyEL9I/AAAAAAAAAp4/TX-MzG6f2Nc/s200/O+Vassoureiro-4.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A autora, que já tinha me enviado um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; sobre a missão a que vinha se dedicando, a de identificar uma crônica que lhe tocasse a capacidade de captar e expressar sentimentos e a permitisse dedicar-se à criação pictórica, tem de uma sensibilidade à flor da pele, foi o que notei na hora. O quadro estava tão bonito, mas tão bonito que não cheguei a passar um olho no restante da exposição, como deveria. Coisa de menino criado com vó, embasbacado com a pintura bem cuidada e o quadro bem exposto. Trata-se de Lúcia Pedrosa, figura generosa e de fino trato, a quem conheci na noite de ontem, mas se identificaram parentescos dela com minha esposa. Um contraparentesco, na verdade. Coisas do Recife, cidade na qual se apertar todos têm afinidade parental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kO587Jf1YDg/TnRwYGdo6iI/AAAAAAAAAp0/x4qm31yF2dI/s1600/O+Vassoureiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" rba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-kO587Jf1YDg/TnRwYGdo6iI/AAAAAAAAAp0/x4qm31yF2dI/s200/O+Vassoureiro.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iniciativas assim, de se produzir em função de uma criação literária, nem sempre dão certo, porque o artista, como o intelectual, sente-se inibido com a encomenda. E de mais a mais, é possível que o pintor não atenda às exigências do escolhido para a empreitada. No meu caso, fosse lúcida minha mãe, diria que caiu a sopa no mel. Eu fiquei satisfeitíssimo e confesso ao leitor, chorei de emoção. Aqui por casa minha mulher, que comanda a companhia doméstica, já identificou lugar na parede para acolher o quadro, pois que por cima de tudo a autora fez a doação da obra. Dentro de 30 dias poderão os meus amigos apreciar o traço de Lúcia Pedrosa; traço, aliás, fotografado por sua filha Luciana, que faz dessa outra arte um agradável mister. E Luciana lá estava com Gabriela, o xodó da vovó. E eu deveria ter levado Pablo, &lt;em&gt;el campeone&lt;/em&gt;, para que fosse se habituando às coisas do avô!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BHhEWgRK_DY/TnRv6hKiC4I/AAAAAAAAApw/6h2D2P-cmNk/s1600/O+Vassoureiro-5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-BHhEWgRK_DY/TnRv6hKiC4I/AAAAAAAAApw/6h2D2P-cmNk/s1600/O+Vassoureiro-5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O que ela, a autora, pintou foi um personagem dos chamados “Pregões do Recife”, aquele que passava vendendo: “Espanador/Vasculhador/Colher de pau/Esteira d’Angola/Rapa Coco/E grelha.../Eu tenho quartinha”. E na crônica, há muitos anos publicada nas páginas do Jornal do Commercio, eu me referia a um velho amigo, companheiro dos veraneios de Pau Amarelo, ele morador de inverno a verão, que me brindou com o texto&amp;nbsp;dessa forma de anunciar o que dispunha o homem em seu conjunto de vendedor ambulante, verdadeiramente ambulante. É uma pena não ter mais Silvio Costa entre nós, os que vivem ou sobrevivem, para partilhar comigo essa graça de ser assim homenageado. E nem da viúva sei mais, senão o seu prenome: Lúcia, também.&amp;nbsp;O “Vassoureiro”, foi como a artista nomeou o quadro, fazendo alusão a essa personagem do passado da cidade. E ainda disse que era nostálgica como eu! Eu vinha afastando esse rótulo, mas é a verdade, nua e crua, queiram ou não queiram os juízes, como letra de conhecida&amp;nbsp;música dos carnavais recifenses.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rekU-dcyGp0/TnRxjSDXTLI/AAAAAAAAAqA/93G1__crpmw/s1600/O+Vassoureiro-6.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-rekU-dcyGp0/TnRxjSDXTLI/AAAAAAAAAqA/93G1__crpmw/s1600/O+Vassoureiro-6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;E eu me encantei com o “Vassoureiro”, porque o vi nascido de mim, também, depois de um consórcio bem cuidado com a artista. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) - A crônica de hoje é um quase ode à imagem que foi criada pelo imaginário de Lúcia Pedrosa, diante de uma crônica que escrevi há muitos anos, que reproduzi aqui, neste espaço virtual e que me resgata&amp;nbsp;um pretérito distante,&amp;nbsp;vivido e revivido. Que me resgata também a figura de um amigo, Silvio Costa, que se antecipou na viagem de volta e que me forneceu o material para o meu sonho, a minha quimera. Essa crônica é reproduzida pelo jornal virtual A Besta Fubana. Desejando o leitor, comente, aqui mesmo no &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou o faça para os e-mails &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-7650519876833414483?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/7650519876833414483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/09/o-vassoureiro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7650519876833414483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7650519876833414483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/09/o-vassoureiro.html' title='O Vassoureiro'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XMQFPuGwROA/TnRxTn2LhjI/AAAAAAAAAp8/JYrQQoyjCHw/s72-c/Vassoureiro-7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-9108166548724225578</id><published>2011-09-05T07:59:00.000-03:00</published><updated>2011-09-05T07:59:31.270-03:00</updated><title type='text'>Caçador de Aranhas Asquerosas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div closure_uid_f3ky4t="98" style="text-align: justify;"&gt;Ao leitor eu justifico, com especial carinho e muito respeito, o fato de ter que deixar de lado os temas de minha viagem ao Rio de Janeiro. Ainda há o que tratar por aqui, seja da viagem propriamente ou dos livros que comprei por lá, mas sucede que chegou em terras tupiniquins o meu neto, Pablo de prenome, vindo das distâncias espanholas e eu fiquei dedicado à criança, dedicação exclusiva ao menino. Por isso, volto ao Blog com uma crônica especialmente voltada para ele. Depois, quando cessar esta fase aguda da netite, como chamava meu pai a doença do avô, hei de retomar a temática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que tendo o avião estacionado no pátio do aeroporto, liberada a criança e sua mãe pela fiscalização da aduana e recebidos pelas irmãs e tias no saguão, enquanto nós outros, avô e avó, preparávamos a casa em Aldeia para recebê-los, o jovem não hesitou e indagou de pronto: “Cadê a vovó?”. A vovó desde a vez passada que é o xodó dele, porque passa o tempo todo de suas folgas disponível, a ponto de na solenidade de minha posse na Academia Pernambucana de Letras, dizer, em alto e bom som, quando batiam palmas para o meu discurso: “Viva vovó!”. Um merecido viva para quem como ela tanto vibrou com a minha festejada entrada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_f3ky4t="122" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div closure_uid_rfi4gs="112"&gt;Mas por aqui a rotina tem sido braba, pois que desde as 5 da manhã já estamos a postos, para o lúdico de suas travessuras. “Vovô: vamos colocar comida para os passarinhos!”. E a foi comigo levar o mamão que os pássaros bicam o dia inteirinho, sendo do timbu o que sobra à noite. Passou a manhã quase toda deitado na grama do jardim, como se aquele capim fosse a sua floresta particular. O que chama a atenção, porém, é que ele se intitula “Caçador de Aranhas Asquerosas” e com um cipó na mão, à conta de uma espada, bate com força em cada obstáculo que encontra. O caçador, inclusive, só não destruiu uma escultura comprada em artesão importalog cnte, porque a madeira é daquela que cupim não rói, como dizia minha mãe nos tempos de lucidez.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_f3ky4t="150" style="text-align: justify;"&gt;Dia desses quando saímos à caça, diante de minha insistência para voltarmos, disse: “Senta ai vovô!”. E me apontou uma madeira que estava na via principal aqui o Condomínio. Hoje pela manhã fomos ao açude grande e ele entrou na piscina de águas frias do lugar. Ficou tremendo de tanto frio, tiritando, até ser devidamente enxuto pela mãe. &lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_f3ky4t="150" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_f3ky4t="150" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div closure_uid_rfi4gs="107"&gt;É isso! Morrem uns e nascem outros! É o grande carrossel da vida, alguns não suportam a velocidade&amp;nbsp;do&amp;nbsp;girar constante e caem&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_rfi4gs="107"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_rfi4gs="107"&gt;&lt;span closure_uid_rfi4gs="128" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) O Blog, criado aqui, no amanhecer sereno de Aldeia, vai publicado sem ilustração alguma, sequer uma&amp;nbsp;foto do&amp;nbsp;Caçador, porque a lentidão da Internet é tanta que não permitiu isso. O leitor que&amp;nbsp;desejar comente no espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou o faça para os e-mails: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;ou &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-9108166548724225578?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/9108166548724225578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/09/cacador-de-aranhas-asquerosas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/9108166548724225578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/9108166548724225578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/09/cacador-de-aranhas-asquerosas.html' title='Caçador de Aranhas Asquerosas'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-6233877339009645299</id><published>2011-08-22T16:34:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T16:34:55.201-03:00</updated><title type='text'>Trono Escatológico</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.vejaoslivrosmaisvendidos.com.br/img/capas/historias-intimas+mary-del-priore946602296.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" qaa="true" src="http://www.vejaoslivrosmaisvendidos.com.br/img/capas/historias-intimas+mary-del-priore946602296.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_g69b2l="151" style="text-align: justify;"&gt;Eu estava aqui, no recesso do lar, dizia-se outrora, refletindo sobre as grandes mudanças do século XX, para o livro que venho escrevendo há anos, mas que não consigo publicá-lo, porque toda vez que penso nessa iniciativa o texto já está desatualizado. As coisas evoluem numa velocidade extraordinária. Incrível isso! Mas, lembrava o Palácio Imperial que visitei em Petrópolis e fazia a comparação do ontem das coisas com o hoje dos dias, até porque comprei e estou lendo o livro de Mary Del Priori, intitulado: “Histórias Íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil”. Livro que se ocupa de muitos detalhes da sociedade colonial, além da sexualidade e do erotismo. Estou lendo também as cartas do Imperador Pedro I à Marquesa de Santos! Eita bichinho impulsivo danado! Puxou e aprendeu bem a lição com Carlota Joaquina, mulher de Dom João VI e a mãe dele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.primusgranitos.com.br/cozinhas/05_10_09/Cozinha%20da%20casa%20verde%202.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="112" qaa="true" src="http://www.primusgranitos.com.br/cozinhas/05_10_09/Cozinha%20da%20casa%20verde%202.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admirou-me muito o fato de encontrar, como era no pretérito, a cozinha fora do edifício principal do Palácio. Dali as refeições seguiam para a sala de jantar em depósitos especiais, para que não esfriassem. Pois é, nesse tempo e eu ainda vi, usava-se a lenha ou o carvão vegetal e a fumaça por certo que manchava a pintura da dependência e de mais a mais o calor era infernal. Só os escravos – coitados! – suportavam temperaturas assim, tão altas. Hoje os fogões são de cerâmica vitrificada, como vi em Espanha, em casa de filha minha e praticamente não oferecem risco. Eu ainda uso o gás de conzinha encanado no prédio. Não preciso mais de bujão, esse horror dos tempos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_uLpBXjeeemM/Sc_3ZKJc2YI/AAAAAAAAAII/S3w0cGvkCUE/s320/vasos-sanitarios.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170" qaa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_uLpBXjeeemM/Sc_3ZKJc2YI/AAAAAAAAAII/S3w0cGvkCUE/s200/vasos-sanitarios.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho, no entanto, que o banheiro foi o cômodo que mais evoluiu. Era fora de casa, inicialmente, trazendo enorme desconforto para quem dele se utilizasse. Imagine o leitor, acordar altas horas da noite, para se servir de um sanitário fora dos limites domésticos ou quase isso! É verdade que existiam os urinóis, os quais amanheciam cheios de urina, quando não de fezes também. Ainda peguei isso! A minha avó usava religiosamente a sua peça, grande e larga. Pela manhã eram os empregados ou os escravos antes da abolição que tinham como obrigação jogar na rua o excremento dos seus patrões ou dos seus senhores. Claro que com a minha avó já era diferente! Há por lá, em Petrópolis, assento, que talvez tenha sido a forma mais desenvolvida para a época de se usar o sanitário. Uma cadeira aberta, onde existia um vaso, que podia ser retirado e reposto, à necessidade do cliente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.freecker.com/img-a/g/3199211_7016.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qaa="true" src="http://www.freecker.com/img-a/g/3199211_7016.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_g69b2l="174" style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa que também avançou e muito foram os ferros de passar. No começo eram peças que esquentadas faziam o estirar dos tecidos, depois um material com brasa em seu interior, até os modernos, que ligados à eletricidade são capazes de passar a roupa, inclusive borrifando o pano, sem precisar jogar água como no passado, quando a empregada exercia o mister com um molambo molhado a jogar água no tecido. Por fim, a máquina de lavar, uma beleza, porque evita uma liturgia que seguida como era levava horas para o quarar e o secar. Ninguém precisa mais quarar nada, os jovens desconhecem o significado do vocábulo.&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_g69b2l="175" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.montanahidrotecnica.com.br/Technicals/ilus3.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="162" qaa="true" src="http://www.montanahidrotecnica.com.br/Technicals/ilus3.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_g69b2l="175" style="text-align: justify;"&gt;Mas, o que mais me impressionou foi o trono do Imperador; trono escatológico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) O Blog vem sendo publicado no jornal virtual A Besta Fubana. O texto de hoje dá continuidade aos que já escrevi sobre minha viagem ao Rio, uma reciclagem cultural disse quando as divulguei. O leitor que desejar comente no espaço mesmo do Blog ou o faça para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;. ou &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-6233877339009645299?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/6233877339009645299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/08/trono-escatologico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6233877339009645299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6233877339009645299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/08/trono-escatologico.html' title='Trono Escatológico'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uLpBXjeeemM/Sc_3ZKJc2YI/AAAAAAAAAII/S3w0cGvkCUE/s72-c/vasos-sanitarios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-6080288919787835863</id><published>2011-08-14T18:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-14T18:00:01.522-03:00</updated><title type='text'>A Felicidade</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yQFLuUL6MHg/S9sSY52clrI/AAAAAAAAAP4/w23OPf_rj8w/s1600/familia-reunida-simpsons-87a64.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" naa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_yQFLuUL6MHg/S9sSY52clrI/AAAAAAAAAP4/w23OPf_rj8w/s200/familia-reunida-simpsons-87a64.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_szsux8="144" style="text-align: justify;"&gt;Realmente, foi muito bom ter a família reunida em torno da mesa no dia dos pais. Eu sei que é uma data criada pelo comércio, para movimentar as lojas que já estavam com o apurado em baixa. Afinal, em agosto não há data a se comemorar e o marketing inventou essa, mas mesmo assim é bom, traz uma paz diferente à alma de cada um. Permite aos filhos se encontrarem e outra vez voltarem à condição de crianças, com as brincadeiras que são retomadas. Foi assim a data para mim, a casa cheia, o vozerio tomando conta do dia, como outrora, cada uma que lembrasse uma coisa e que desse uma risada maior que a outra e depois o almoço. A mesa posta, a comida servida, o vinho espanhol aberto e os copos abastecidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.casadoportovinhos.com.br/imagens/Internas/vinhos-espanhois/fotos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="119" naa="true" src="http://www.casadoportovinhos.com.br/imagens/Internas/vinhos-espanhois/fotos.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_szsux8="180" style="text-align: justify;"&gt;Sim, o vinho espanhol aberto, porque foi filha a mais velha quem trouxe, em março e aqui ficou esperando um momento como o de agora, para ser oferecido aos convivas, como forma de se confraternizar e de saudar a data. Ela também participou, embora distante, em terras de Espanha, aproveitando o milagre do computador e presente na telinha de um &lt;em&gt;ipad&lt;/em&gt;. Foi dela a mensagem linda que recebi: "Pai, não é preciso dizer que você é um PAI maravilhoso, isso você sempre soube... então quero que saibas mais uma vez que além de maravilhoso é um PAI: PRESENTE, CARINHOSO, ATENCIOSO. Enfim, É UM GRANDE PAI. Pois é painho, lhe desejo um Dia maravilhoso que você merece mais do que ninguém. Hoje sou uma pessoa feliz e sei que minha felicidade é resultado de tudo o que vivi e aprendi com você. "&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-O0fBOKrqOE/TO0_OsrBwWI/AAAAAAAAAM0/ZlsGGpwAOcg/s1600/familia%252520comiendo.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="174" naa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_-O0fBOKrqOE/TO0_OsrBwWI/AAAAAAAAAM0/ZlsGGpwAOcg/s200/familia%252520comiendo.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas coisas, isto é a família novamente reunida, as filhas esbanjando satisfação, os genros integrados, os presentes recebidos – a camisa de uma e o relógio de outra –, junto com essa mensagem que li ao despertar, me deixaram absolutamente certo de que valeu a pena o esforço, às vezes tão difícil, de criar e educar, que levamos a efeito, eu e minha mulher, há tantos anos minha companheira. Chego a dia como este apenas para aportar em cais dos meus afetos, como se dirigisse uma embarcação de bom porte, para comemorar uma escala a mais na trajetória que espero longa de minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lcAVGqCHWw8/SyQwwnoPSiI/AAAAAAAAX94/f21E3zNeoN0/s400/BLOG+EDVALDO+02.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" naa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_lcAVGqCHWw8/SyQwwnoPSiI/AAAAAAAAX94/f21E3zNeoN0/s200/BLOG+EDVALDO+02.JPG" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_szsux8="160" style="text-align: justify;"&gt;É claro que faz falta o pai que se foi! Recordo o último dia dos pais que passei com ele, quando indaguei que presente gostaria de receber. Um dicionário de Aurélio foi a resposta, sem imaginar, ele próprio, que o computador estava chegando e com ele a &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt;, trazendo o milagre dos textos &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt;, com diversos dicionários assim disponibilizados e com a versão do que ele desejava e eu o presenteei já digitalizada. O dicionário e tantas outras obras que tenho agora na memória de meu equipamento. E ele se foi, nunca mais dele tive notícias. Nada mais que sonhos, que representam a forma onírica da presença e da lembrança. Ficou a saudade! Um dia também me farei pó e deixarei a recordação em cada canto de meu viver. Mas espero em Deus não seja tão cedo!&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_szsux8="139" style="text-align: justify;"&gt;Valeram a pena o dia e a data, as palavras de cada uma e os abraços! Sou feliz!&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_szsux8="139" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) Interrompo um pouco as considerações em torno dos nossos imperadores, para saudar o dia dos pais, mas hei de voltar ao tema. O leitor que me prestigia, comente o texto no espaço mesmo do Blog ou o faça por e-mail para os endereços: pereira@elogica.com.br e pereira.gj@gmail.com &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-6080288919787835863?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/6080288919787835863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/08/felicidade_14.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6080288919787835863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6080288919787835863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/08/felicidade_14.html' title='A Felicidade'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yQFLuUL6MHg/S9sSY52clrI/AAAAAAAAAP4/w23OPf_rj8w/s72-c/familia-reunida-simpsons-87a64.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-6540372414248154900</id><published>2011-08-07T18:02:00.000-03:00</published><updated>2011-08-07T18:02:04.649-03:00</updated><title type='text'>Cavalo velho, capim novo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div closure_uid_r7kx2s="112" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/02/airport-security-detector1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/02/airport-security-detector1.jpg" width="159" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span closure_uid_r7kx2s="129"&gt;Se o leitor&amp;nbsp;benevolente gostou da crônica anterior – A Fala do Trono –, há também gostar do que vi de pitoresco em minha viagem ou o que passei de pitoresco durante minha estadia na Cidade Maravilhosa.&amp;nbsp; É claro que não me admirei com o detector de metal, que em meu embarque disparou e não houve jeito de parar. Essas coisas assim, diferentes, acontecem sempre comigo. O equipamento só deixou de apitar quando tirei o cinturão, manobra que habitualmente só faço no banheiro ou no quarto, trancado em ambos os casos. Mas, no avião notei que um certo casal estava muito animado, a mulher sobretudo, muito falante e carinhosa, alisando o rosto do parceiro por nada. Resolvi passear no corredor da aeronave, para cumprir desiderato médico, e constatei que a penitente era uma amante bem mais nova que o homem, começando o relacionamento e muito feliz por isso. Estavam, portanto, em lua de mel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Oaqw8KLh5J4/R6jWNMopaeI/AAAAAAAAApo/YYDoP5pN5VQ/s320/AUTO+ESTIMA+MULHER1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_Oaqw8KLh5J4/R6jWNMopaeI/AAAAAAAAApo/YYDoP5pN5VQ/s200/AUTO+ESTIMA+MULHER1.JPG" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span closure_uid_r7kx2s="211"&gt;Aliás, sobre isso, isto é sobre mulheres e homens, pude constatar um número grande de casais cujas parceiras eram bem mais novas. É que por força do dever conjugal, compareci a vários &lt;i&gt;Shoppings&lt;/i&gt; e ficava sentado nos corredores, enquanto a patroa fazia o reconhecimento das vitrines. Realizava assim o que amigo meu denominou de “Observação participante”, quer dizer uma investigação antropológica quando o observador está na cena propriamente. Não é brinquedo o número de parceiros masculinos bem mais velhos que as esposas! Menina de seus 22 anos com velhos de 60 e mais anos de idade. Difícil entender esses casamentos, senão pelo metal, que é vil sempre. Defendem, por certo, a tese do cavalo velho, capim novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://www.oragoo.net/wp-content/uploads/2008/02/exercito.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.oragoo.net/wp-content/uploads/2008/02/exercito.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;O mais engraçado, porém, é que tendo ficado em hotel de trânsito militar, a convite de coronel amigo meu, lugar no qual fui extremamente bem tratado, não sabiam bem se me consideravam civil ou se davam tratamento militar. Na dúvida, em certa manhã o recepcionista dirigiu-se ao porteiro dizendo: “Chama um taxi ai para o coronel!”. E ao chegar o veículo o aludido porteiro me convocou assim: “Coronel! Por favor!”. Muito pior foi quando disse ao motorista de um taxi em Copacabana pra onde ia e o homem desejando me dizer alguma coisa que já não lembro: “Coronel! Isto é, Brigadeiro e se justificou dizendo que é melhor errar pra mais, que chamar por patente inferior!”. É isso mesmo, quase digo! No refeitório ou no rancho um senhor muito atencioso levantou-se de seu lugar e disse: “Está lembrado de mim? Fomos contemporâneos na academia!”. Não sou militar, disse-lhe, apertando-lhe a mão em retribuição a tanta atenção. À saída já, depois de ter feito o pagamento, o rapaz da recepção precisou completar uma informação e ai trocou tudo e me chamou assim: "Comandante! Por favor!". Comandante, como aquele amigo meu, que tinha uma tropa de três soldados e eu não resistindo, disse-lhe: "Você é um comandante muito vagabundo!".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div closure_uid_r7kx2s="179"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.fitnessboutique.com.br/imagens/barraca.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167px" src="http://www.fitnessboutique.com.br/imagens/barraca.JPG" t$="true" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Com essa história lembrei de flanelinha das proximidades do Parque da Jaqueira, onde costumo caminhar. Só me tratava por coronel. Ora pau, pensei comigo mesmo, quem inventou que eu sou coronel? Um belo dia, chamei-o de parte e disse: “Olhe, você está me tratando por coronel e os meus subordinados ouviram. Como sou general eles se zangaram!”. E o homem trocou o tratamento. Ai aproveitei para completar o meu trote e à pergunta de onde morava, se perto ou longe, expliquei: “General não mora, acampa!”. E noutra ocasião, à chegada de minha mulher que vinha de uma caminhada, antes de mim, na Jaqueira também, completei a zombaria: “Essa é a major. A conheci no Haiti e estamos juntos desde então!”. Estou me preparando para informá-lo que fui promovido a marechal. Eu sei que não existe mais, porém ele não sabe disso e de outras coisas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AJuREMVdNwU/TUhMteP9jmI/AAAAAAAAAuQ/uuZnE61RMZY/s320/in+dubio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" src="http://1.bp.blogspot.com/_AJuREMVdNwU/TUhMteP9jmI/AAAAAAAAAuQ/uuZnE61RMZY/s200/in+dubio.jpg" t$="true" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_r7kx2s="128" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;É isso mesmo, na dúvida pró réu, melhor chamar pela patente maior que pela inferior!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) Esta é uma crônica que relata apenas o pitoresco em minha viagem ao Rio. Passagens minhas e passagens alheias, coisas de quem sai do Recife e vai ver, com outros olhos, a Cidade Maravilhosa. O leitor que desejar pode comentar o texto aqui mesmo, neste espaço ou escrever para pereira@elogica.com.br ou ainda para pereira.gj@gmail.com O Blog é publicado também no jornal da Besta Fubana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-6540372414248154900?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/6540372414248154900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/08/cavalo-velho-capim-novo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6540372414248154900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6540372414248154900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/08/cavalo-velho-capim-novo.html' title='Cavalo velho, capim novo'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Oaqw8KLh5J4/R6jWNMopaeI/AAAAAAAAApo/YYDoP5pN5VQ/s72-c/AUTO+ESTIMA+MULHER1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-686692422520107125</id><published>2011-07-31T07:47:00.002-03:00</published><updated>2011-08-01T11:22:34.173-03:00</updated><title type='text'>A Fala do Trono</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://globalgamejam.org/sites/default/files/locationImages/rio-de-janeiro.jpg?1286287914" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150px" src="http://globalgamejam.org/sites/default/files/locationImages/rio-de-janeiro.jpg?1286287914" t$="true" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span closure_uid_2ppd3a="307" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Voltei de minha rápida saída do Recife. Fui ao Rio de Janeiro, conforme comentei, para tomar um banho de civilização, disse amigo meu. Cheguei, como sempre, deslumbrado com o que vi e, sobretudo, com o que revi, porque o fiz com outros olhos. Com olhos agora mais maduros, capazes de enxergarem um outro lado das coisas, a face diferente daquela que mostram os museus e os memoriais da vida. Cada um dos seres humanos retratados nas peças expostas, têm um história no existir terreno. Não foram simples criaturas, mas tiveram os mesmos desejos, as mesmas vontades que o comum dos homens. Se ocuparam com os mesmos problemas que nós outros, embora tivessem outros envolvimentos mais sérios e mais graves. Foram patrulhados pela sociedade da forma mais rude, em busca dos deslizes e das posturas políticas insuficientes. Enfim, voltei satisfeito e feliz!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.bigviagem.com/wp-content/uploads/2010/03/Petropolis-Museu-Imperial.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="129px" src="http://www.bigviagem.com/wp-content/uploads/2010/03/Petropolis-Museu-Imperial.jpg" t$="true" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estive novamente – já foi a terceira vez – no Museu Imperial, na cidade serrana de Petrópolis. Revi tudo, desde os jardins, nos quais um fugitivo esquilo subia apressado o tronco de uma palmeira imperial; um esquilo do mato, preto e quase diria rabugento. As esculturas da entrada ainda por lá, como a de Pedro II, junto à qual tirei uma fotografia. As dependências da casa, onde funcionou, certamente, a cozinha e onde estavam as acomodações dos escravos e de outros empregados, guardam uma coleção significativa de carruagens e coches. Lembrei de meu pai, com quem estive por lá, mas não lembrei de forma alguma a sua reação, frente a esses veículos que tanto apreciava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/97/Brazilian_Imperial_Crown2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/97/Brazilian_Imperial_Crown2.jpg" t$="true" width="172px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span closure_uid_2ppd3a="252" closure_uid_wecvhq="127" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois, na casa, propriamente, do Imperador e de sua família, as diversas salas; salas que foram, na verdade, do Palácio São Cristovão, em grande maioria. Mas ali, no Palácio de verão, Pedro II viveu os melhores anos de sua vida. Destaca-se o quadro de Pedro Américo de Figueiredo e Melo, “A fala do trono”, isto é uma tela retratando as duas únicas vezes em que o monarca usava as vestes majestáticas, nas quais havia uma peça forjada com penas de tucano, quase uma gola, a adornar as vestimentas imperiais. A Coroa também, com cerca de 2kg, belíssima, com 639 brilhantes e 77 pérolas. Beleza de nossa ourivesaria! O cetro da mesma forma integrava a pompa do traje, obra, igualmente, de nossos artífices e ouro de nossas terras. Mas, o trono também, ornado com um forro de veludo verde e as letras P II, isto é, Pedro Segundo Imperador do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.hypeonline.com.br/wp-content/uploads/Foto-Marquesa-de-Santos-moldura-por-Lau-Torquato-do-Museu-Hist%C3%B3rico-Nacional.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" src="http://www.hypeonline.com.br/wp-content/uploads/Foto-Marquesa-de-Santos-moldura-por-Lau-Torquato-do-Museu-Hist%C3%B3rico-Nacional.jpg" t$="true" width="163px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_dyo5s0="109" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span closure_uid_2ppd3a="223" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois, o Museu Histórico Nacional, na cidade do Rio, propriamente, riquíssimo em peças do Império e até da República, um passeio pelo passado que não vimos e o aportar num pretérito do qual fomos testemunhas. Uma beleza, pode crer o leitor. Peças de um valor inestimável! Roupas da corte, por exemplo, ao tempo dos grandes bailes e vestimentas daquele pessoal da nobreza. A carta com a qual D. João VI se despede do filho e diz: “Pedro, se o Brasil se separa, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros". Só que o Imperador ficou no País ainda muito jovem e não teve como se educar. Tornou-se uma figura muito precipitada, de arroubos, sem conhecer os limites que tinha. Assim, fechou um teatro, porque sua amante, a Marquesa de Santos foi barrada. Incrível!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/rio-de-janeiro/imagens/palacio-do-catete-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="154px" src="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/rio-de-janeiro/imagens/palacio-do-catete-2.jpg" t$="true" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_2ppd3a="123" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span closure_uid_2ppd3a="171" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Finalmente o Catete e seu esplendor. Beleza de construção, dando pra rua, como desejava a Baronesa de Nova Friburgo, cujo Barão foi o responsável pela construção do prédio. Antes de entrar naquele espaço tão importante para a República, os jardins enormes e cheirosos. Um aroma de violetas no ar! Depois a suntuosidade, a grande escadaria em ferro fundido mandada vir da Inglaterra, com vitrais extraordinários e esculturas que adornavam o entorno dessa entrada triunfal. As salas, o mobiliário, a cama em que&amp;nbsp;dormiu para a eternidade o velho Getúlio, no terceiro pavimento. Um quarto simples, mas arrumado guardando esse momento derradeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_2ppd3a="332" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) - A&amp;nbsp;crônica da volta de uma viagem de reciclagem cultural. A visão de um passado que não foi, propriamente, vivido e de um pretérito visto e vivido, agora revivido. Queira o leitor comentar no espaço mesmo do Blog ou para os e-mails &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_2ppd3a="332" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-686692422520107125?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/686692422520107125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/07/fala-do-trono.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/686692422520107125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/686692422520107125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/07/fala-do-trono.html' title='A Fala do Trono'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-5147181260984602365</id><published>2011-07-03T18:44:00.002-03:00</published><updated>2011-07-04T17:26:52.336-03:00</updated><title type='text'>Os rios e as pontes.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lJ_Uj84lHtA/TDHqf0iU_SI/AAAAAAAAAJk/xp4UMtqrfzs/s320/ponte.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="74" src="http://3.bp.blogspot.com/_lJ_Uj84lHtA/TDHqf0iU_SI/AAAAAAAAAJk/xp4UMtqrfzs/s200/ponte.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu vi muitas vezes gente pescando nas pontes do Recife. Alguns de meus amigos da rua iam até à ponte Limoeiro e se muniam de um jereré, no qual arrastavam crustáceos e pequenos peixes. Mas, a ponte era a primitiva, a do trem, diziam que ali passava a composição férrea vinda de Limoeiro, a qual já não existia e no pontilhão uma sequência de tábuas justapostas garantia a passagem dos pedestres. Eu ia muito raramente, porque a minha mãe cuidava em proibir, com medo do que poderia acontecer. Um de meus amigos - lembro bem disso - costumava pular da ponte e tomar um banho de rio pra ninguém botar defeito. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/167/417935714_87a0009db8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://farm1.static.flickr.com/167/417935714_87a0009db8.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes da curva do rio, ali onde hoje estão os hospitais Hope e Esperança, Zé Pequeno, servente do velho Hospital Pedro II, pegava camorim na preamar. Usava isca viva, como é comum e recolhia diversas espécimes do peixe de primeira. Eu tinha muito vontade de ir, mas eu era médico na enfermaria que Pequeno trabalhava e não podia acompanhá-lo nesse mister de seu lazer. Muitos anos depois, em Pau Amarelo, entrei mar a dentro com o caniço e o samburá. Pescava somente coró, um bicho vagabundo, mas vez ou outra fisgava uma ciobinha e era uma festa frita com uma cerveja bem gelada. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3Hftdxo1y7o/S3w0sB5naiI/AAAAAAAABWw/2RtXPB8OnVQ/s200/Barca%C3%A7as+Recife.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_3Hftdxo1y7o/S3w0sB5naiI/AAAAAAAABWw/2RtXPB8OnVQ/s200/Barca%C3%A7as+Recife.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu não sou velho, já disse de outra vez, mas lembro muito bem das barcaças ancoradas diante do antigo Grande Hotel. Não tenho certeza do nome, mas vem a lembrança que era o Cais de Santa Rita, onde ancoravam embarcações vindas do interior do Estado trazendo açúcar para o porto. Era o tempo da hidrovia! Nesses anos a ponte do Pina era especialíssima, porque permitia a passagem de um carro, apenas, sendo de um inspetor de veículos quem modulava o tráfego. Não sei como era à noite! Era costume de minha avó materna, Laurinda de prenome, ir aos domingos passear em Boa Viagem e não perdia isso de forma alguma. Foi lá que vi pela vez primeira o mar, levado pelas mãos do meu avô materno. Coisa boa ter avô!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.biuvicente.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/recife-ii-300x225.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://www.biuvicente.com/blog/wp-content/uploads/2010/06/recife-ii-300x225.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já havia poluição, mas não era tanta, como hoje! Certa vez meu pai foi convidado para um passeio de lancha e o ponto combinado para se ter acesso ao barco era diante da Assembleia Legislativa. Lembro-me bem do embarque, embora não recorde da viagem e depois do desembarque. O diabo é que o meu pai já se encantou no infinito das coisas e a minha mãe está em estado, quase se pode dizer, vegetativo. É isso! É a vida! Era ali, naquele mesmo cais da Aurora, que eu ia aos sábados com meu pai assistir o rio ninando o Recife, para repetir Mauro Mota nesse ano de seu centenário. E o meu barquinho de papel ganhava as águas para chegar, como eu pensava, ao oceano enorme. Ali, dizia Bandeira, era onde se ia pescar escondido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) - A crônica lembra o rio e as pescarias de outrora. As pontes também. A crônica é publicada também no Jorna A Besta Fubana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-5147181260984602365?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/5147181260984602365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/07/eu-vi-muitas-vezes-gente-pescando-nas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5147181260984602365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5147181260984602365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/07/eu-vi-muitas-vezes-gente-pescando-nas.html' title='Os rios e as pontes.'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lJ_Uj84lHtA/TDHqf0iU_SI/AAAAAAAAAJk/xp4UMtqrfzs/s72-c/ponte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4673684883158492841</id><published>2011-06-26T18:29:00.001-03:00</published><updated>2011-06-26T22:47:21.733-03:00</updated><title type='text'>Uma Metamorfose do Tudo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_e6nNYcahAoQ/SmXRO9OP0ZI/AAAAAAAAAIk/jests3fkRlY/s400/DSC05041.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_e6nNYcahAoQ/SmXRO9OP0ZI/AAAAAAAAAIk/jests3fkRlY/s200/DSC05041.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem se tornou tão sedentário que precisa dispor de um parque para se exercitar. Ninguém vai mais ao colégio a pé, muito menos ao trabalho. O automóvel carrega toda gente. Às festas do Clube Português fui muitas vezes andando e voltei do mesmo jeito. Nunca imaginei que tempo chegaria no qual teria medo de repetir a façanha. Não sou velho, mas vi o Recife cortado por linhas de bonde, eram 141 km para 130 veículos, além dos 30 reboques que a companhia dispunha. Eu vi os antigos telefones de bocal, nos quais se falava de longe e se tinha o maior cuidado com o sigilo, mas era o terror dos namorados. Terreno fértil para a fofocada local.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.revistaogrito.com/jazzmetal/wp-content/uploads/2011/03/Arranha-cudaPracinhadoDirio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" i$="true" src="http://www.revistaogrito.com/jazzmetal/wp-content/uploads/2011/03/Arranha-cudaPracinhadoDirio.jpg" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vi os primeiros prédios que foram levantados na cidade, impressionando os moradores todos. O Arranha-Céu da pracinha chamou a atenção por anos a fio, até que se construiu na Aurora o edifício Capibaribe, uma novidade para a classe média da época, bonita paisagem e acomodações confortáveis. Morava por lá o Dr. Edgar Altino, médico no Recife e figura respeitadíssima. A Agamenon Magalhães foi feita sobre um mangue, rico em caranguejos, os quais ao primeiro trovão saiam das tocas. O meu avô – Bartolomeu Marques – morava na Montevideu n° 77, em casa alugada, com dois quintais separados por um muro e um portão. Lá atrás havia outra entrada e eu fui várias vezes ao mangue caçar caranguejos. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.pousadapeter.com.br/3604_Parque_13_Treze_de_Maio_Recife_Parques.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" i$="true" src="http://www.pousadapeter.com.br/3604_Parque_13_Treze_de_Maio_Recife_Parques.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No tempo o Parque 13 de Maio era o ponto de encontro das gerações. Rapazes e moças caminhavam de mãos dadas nas alamedas do lugar. A Festa da Mocidade se instalava nos últimos meses do ano, trazendo brinquedos de todo tipo e um teatro rebolado. As vedetes de então seriam de extremo pudor no agora dos dias. Eram encenadas revistas de duplo sentido e o rigor da portaria controlava a idade dos frequentadores. Os meninos se contentavam com o olho nas frestas dos camarins, o que fez certa vez um soldado de polícia puxar um desses observadores pela gola. Ouviu do garoto a explicação de que a vez era dele. Saiu detido para a Delegacia de Menores.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SRSbuLgaH6g/Spm-h_B7vII/AAAAAAAAAC0/ksI8-6nhxh4/s400/rec11.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_SRSbuLgaH6g/Spm-h_B7vII/AAAAAAAAAC0/ksI8-6nhxh4/s400/rec11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passavam na rua vendedores de todo o tipo. Um capítulo à parte na historia do Recife: os pregões. O mais longo de todos aqueles, o que vendia vassoura, espanador, vasculhador, colher de pau e outras bugigangas assemelhadas. Cantava tudo isso nas ruas da cidade. Mas, havia o mascate, um homem com o seu burrinho puxando uma carrocinha cheia de gavetas, nas quais se tinha tudo que estivesse catalogado dentre as miudezas. E o consertador de panelas, que tocava um triângulo com uma haste de ferro. O amolador também tinha um apito característico que o identificava à distância, anunciando-se com competência para amolar facas e tesouras. Tudo isso hoje está no setor de serviços dos shoppings. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ls8GNyoZQU0/R3u1pdGsCCI/AAAAAAAAAN4/jRtAxYThHZ8/s400/IMPERATRIZ5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ls8GNyoZQU0/R3u1pdGsCCI/AAAAAAAAAN4/jRtAxYThHZ8/s200/IMPERATRIZ5.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O forte do comércio estava no centro, para onde se ia de ônibus da empresa Pedrosa. A linha com o título de “Cidade” era peculiar, porque sendo circular, ia e voltava, levando e trazendo o passageiro sem demora. Usava-se do mesmo jeito “Cajueiro”, com o terminal bem definido. As compras eram feitas assim, na rua da Imperatriz e na rua Nova. Os cinemas eram de rua, como se usa dizer atualmente, e no São Luis o uso do paletó e da gravata era obrigatório. Não se entrava se não estivesse bem vestido. Jogava-se do primeiro andar as peças para contemplar um amigo!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/wp-content/uploads/2011/05/Arruda_chuva_1975_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" i$="true" src="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/wp-content/uploads/2011/05/Arruda_chuva_1975_2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo mudou e o meu entorno, também, há uma selva de pedra no Rosarinho. É pedra sobre pedra por cá! O Recife sempre alagou, as ruas viravam rios e os rios subiam e transbordavam. Passavam camarões apetitosos na correnteza e a meninada corria, os reunia em quantidade e fritava ao alho e óleo. Claro que desabrigava a gente simples, enchia as escolas e as epidemias grassavam. A mesma coisa com as formigas tanajuras, que voavam até cair de gordura e a molecada não descuidava. A panela preparava o quitute.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma metamorfose do tudo caracteriza o mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) O artigo foi publicado na revista pernambucana Algomais. O leitor que se identificar que comente e o faça no espaço mesmo do Blog ou escreva para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; ou ainda para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;O artigo também é publicado no Jornal da Besta Fubana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4673684883158492841?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4673684883158492841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/06/uma-metamorfose-do-tudo.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4673684883158492841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4673684883158492841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/06/uma-metamorfose-do-tudo.html' title='Uma Metamorfose do Tudo'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_e6nNYcahAoQ/SmXRO9OP0ZI/AAAAAAAAAIk/jests3fkRlY/s72-c/DSC05041.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3668653333270791899</id><published>2011-06-20T08:03:00.002-03:00</published><updated>2011-06-20T08:06:30.737-03:00</updated><title type='text'>O Violão de Cremilda</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KI8J2nCiVeE/SfYUgk0DmoI/AAAAAAAAAFw/VkRAXLyanrA/s320/simbolismo13.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_KI8J2nCiVeE/SfYUgk0DmoI/AAAAAAAAAFw/VkRAXLyanrA/s200/simbolismo13.jpg" width="104px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cremilda andava melancólica, achando a vida ruim, monótona. Não lhe bastavam as horas perdidas com a jardinagem, os momentos em que ajudava Biu no cultivo das hortaliças no quintal de casa, nem mesmo o bordado e o crochê davam satisfação. Era uma dona de casa com três empregadas e não tinha ocupação, quase se pode dizer. Vivia para o marido e este a tratava da pior forma, como se fosse uma cadela, dizia tantas vezes. Desocupada e triste, sequer o tinha como marido, haja vista a forma como ele se mantinha afastado dela. Matheus não tinha um afeto, um afago e muito menos a procurava. Era uma mulher só e solitariamente posta no jogo da vida. Tinha que arranjar o que fazer, um aprendizado, um instrumento musical que fosse. Na mocidade, lembrava sempre, estudara violão e poderia retomar as aulas, pensava.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://imgs.obviousmag.org/images/thumbs/2008/11/caricatura_dita_von_teese_140x105.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://imgs.obviousmag.org/images/thumbs/2008/11/caricatura_dita_von_teese_140x105.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Passava já dos 40 e precisava tomar uma decisão. Não queria ou não podia se separar, porque não tinha como viver, se sustentar e sobreviver dignamente. Era preciso duas coisas, imaginava com os seus botões, arranjar uma ocupação e ter um homem de verdade. Tudo isso sem perturbar o juízo de Matheus, homem duro consigo, mas incapaz de perceber que perdia muito do dinheiro que juntara a partir dos alugueis e dos investimentos em bancos. Isso lhe traquilizava o exercício do existir terreno. A sua amiga Clotilde tinha um professor de violão muito competente, homem dado aos sucessos da música brasileira que ela tanto admirava e que não se cansava de ouvir em suas horas mortas. Todas as suas horas eram mortas, achava! Ligou para a amiga, anotou o número do homem e fez o contato. Acertou as primeiras aulas em casa e começou um curso. Já estava no dedilhar das notas, de dó a si, todas bem aprendidas, sobretudo nas variações melodiosas. Ia vencer, disso não duvidava.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_0XjeNuj_2fM/SnEXRd1VPmI/AAAAAAAAARM/iu6yA1ozs7A/zdiversos%20viol%C3%A3o1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_0XjeNuj_2fM/SnEXRd1VPmI/AAAAAAAAARM/iu6yA1ozs7A/zdiversos%20viol%C3%A3o1.JPG" width="150px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O mestre das cordas era um homem magro, longilíneo, com as mãos talhadas para o violão, achava. Tinha uma conversa aprumada, gostava das coisas boas da vida e muito se admirava da posição de Matheus, carrancudo o tempo todo, fechado com as pessoas. Dia chegou em que verbalizou: “Você não merecia um marido assim! Você é solta e esvoaçante, como se deu com um companheiro tão diferente!”. Ela não respondeu como deveria, pois gostaria de ter dito que só casou por conta do dinheiro, da casa bem abastecida, dos vestidos comprados nas boas lojas, como aquela no centro do Recife, da Madame Anita ou na Casa Sloper de seus refinados gostos, além das viagens que vez ou outra se dava ao luxo. Sempre sozinha, sem Matheus. E conversa vai, conversa vem, Demóstenes pousou a mão levemente em sua perna. Ela ficou suspensa no ar, não esperava por isso, quase desmaia de susto e de surpresa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://images.quebarato.com.br/T440x/flats+em+sao+paulo+locacao+flats+flats+jardins+itaim+moema+sao+paulo+sp+brasil__2B9C6A_4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148px" i$="true" src="http://images.quebarato.com.br/T440x/flats+em+sao+paulo+locacao+flats+flats+jardins+itaim+moema+sao+paulo+sp+brasil__2B9C6A_4.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Há pouco passara situação parecida. É que hospedada como estava em &lt;em&gt;flat&lt;/em&gt; na capital paulista – São Paulo –, fez amizade com todos os garçons do lugar e logo ficou conhecida como a “Apetrechada”, isto é aquela que é dotada de grande beleza física. Mas, a verdade é que ficava até as tantas e quantas no bar do hotel, tomando seu Campari com gelo. Quando já estava pra lá de Bagdá, chamava um dos garçons e com ele subia, ia se acomodar em seu quarto, sob os lençóis brancos de tão alvos trocados a cada dia pala camareira. Sebastião se tornara o preferido, indo quase todas as noites aos aposentos de Cremilda, mas ele mesmo não aguentava tanto, corria o risco de “Bater fofo”, que na gíria dos meninos do bar significava deixar de cumprir os compromissos. E ela se fez nesse mês e meio que passou entre os paulistas. Mais entre nodestinos migrantes que paulistas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6qJwpd0m9XA/TbdV4RpXgbI/AAAAAAAAD_c/Wbtp_e7ghrw/s1600/violao_estudante_acustico_nylon_preto_ac39_memphis_by_tagima.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6qJwpd0m9XA/TbdV4RpXgbI/AAAAAAAAD_c/Wbtp_e7ghrw/s200/violao_estudante_acustico_nylon_preto_ac39_memphis_by_tagima.jpeg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;E o susto com o professor de violão só passou quando o mestre se foi, saiu de casa e voltou para o seus cômodos. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(**) &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O texto acima é um arremedo de conto, que poderá ter seguimento ou não, a depender dos leitores e de suas respectivas opiniões. A ficção não é uma invenção do escritor, ninguém escreve o que não viu, ouviu ou teve notícias, essa é que é a grande verdade. Assim, Cremilda, não é uma única mulher, representa, em realidade, muitas das mulheres que vi, que ouvi falar ou que tive notícias. Escreva o leitor dando sua opinião, se o texto tem ou não continuidade. O faça no espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou para pereira@elogica.com.br&amp;nbsp;ou ainda para &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt; Os&amp;nbsp;textos têm sido reproduzidos no Jornal da Besta Fubana.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3668653333270791899?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3668653333270791899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/06/o-violao-de-cremilda.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3668653333270791899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3668653333270791899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/06/o-violao-de-cremilda.html' title='O Violão de Cremilda'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KI8J2nCiVeE/SfYUgk0DmoI/AAAAAAAAAFw/VkRAXLyanrA/s72-c/simbolismo13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4613998187663883882</id><published>2011-06-12T08:55:00.003-03:00</published><updated>2011-06-13T06:05:11.105-03:00</updated><title type='text'>O diário de uma mulher</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imgus.trovit.com/img1br/42037943.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://imgus.trovit.com/img1br/42037943.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morava no Recife, em sobrado bem afeiçoado e bem cuidado. Era casada e filho nunca tivera. Ninguém sabe se por conta dela ou se por causa do marido; a verdade é que corria à boca pequena que o homem não era muito de mulher, também não era de homem. Pra ele tanto fazia. Não se interessava por sexo, isso sim! Era um avarento, cheio de dinheiro de suas heranças, mas mão de vaca, contido com as despesas. A mulher fazia-lhe uns pintos, como se dizia outrora da retirada feminina dos recursos destinados às despesas de casa. A feira ou o mercado e um pinto a mais na conta da verdadeira ninhada de suas cobiças. E por ai as coisas iam se compondo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1WVAKoIpMZ0/SMrMZqTyorI/AAAAAAAAAHQ/dNi5MAiNQJg/s320/motoko.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_1WVAKoIpMZ0/SMrMZqTyorI/AAAAAAAAAHQ/dNi5MAiNQJg/s200/motoko.jpg" t8="true" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era incapaz de deixar o ambiente doméstico, porque não fazia parte do costume daquele tempo. Abandono do lar era a figura jurídica logo invocada e ao que se dizia a mulher perdia todos os direitos. Não tinha profissão, senão a de prendas domésticas, por isso também não deixaria as suas mordomias. Ia vivendo dessa forma, sustentada à base do habitual surrupio nas reservas maritais. Dessa forma, embora suportando as grosserias todas a que era submetida, não arredava o pé: dia e noite naquele teitei. De toda forma tinha certo poder na constelação conjugal, em função de sua responsabilidade com o carro. Dirigia o veículo e dele cuidava, conduzindo o homem acima e abaixo. Pra frente e pra trás. É claro que trabalhar, Matheus,&amp;nbsp;propriamente, não trabalhava, mas visitava os inquilinos e acompanhava seus investimentos no banco. Vivia de renda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.acessa.com/mulher/arquivo/beleza/2006/02/09-maquiagem/short.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://www.acessa.com/mulher/arquivo/beleza/2006/02/09-maquiagem/short.jpg" t8="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre foi uma mulher bonita e bem feita. Morena da cor, morena jambo, diziam os amigos do marido durante as noitadas em sua casa, quando se jogava o pôquer até a madrugada, em fins de semana ou até às quartas ou às quintas. Afinal, não trabalhava o dono da casa. Assim, onde passava chamava sempre muita atenção. Em casa e na rua. O cachorro de quintal, Severino Ramos da Silva, Biu por apelido, ficava deslumbrado quando Cremilda surgia no terreiro de short curtinho, como se fora aquelas meninas de seu Romeu, novas na idade e assanhadas no modo de vestir. Mas ela não, mulher de seus 40 anos, não tinha modos, pensava, expondo-se, como fazia, mostrando as pernas; as pernas e as coxas. Ele ficava embasbacado! Pior quando inventava de se queimar ao sol de verão, diante do galinheiro, até o galo espiava. Severino se perdia em seus afazeres, deixava de ciscar o terreiro, de retirar o lixo e de cuidar das galinhas com aquela visão surrealista de mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O-GMik2jIb4/TARGgQ66GyI/AAAAAAAAAD8/SC_X2GPwPtM/s1600/AquarelaTopless_br.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_O-GMik2jIb4/TARGgQ66GyI/AAAAAAAAAD8/SC_X2GPwPtM/s200/AquarelaTopless_br.jpg" t8="true" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu um dia que a respeitável Cremilda, não contando com nenhuma de suas auxiliares, despedidas em função de seus caprichos, assumiu todo o serviço de casa, lavando a louça e cozinhando, fazendo naquele dia um guisado de frango. Ficou enjoada com o calor e os salpicos d’água em sua blusa e decidiu-se por ficar nua da cintura pra cima. Os homens ficavam dessa forma com a maior facilidade, por que ela não? E tirou a roupa. Já não usava sutien de hábito, tal a firmeza de seu busto e ficou com tudo de fora. Seios firmes, duros, hirtos era o adjetivo que melhor lhe caia, dizia e repetia com palavras decisivas e definitivas. Biu ficou estupefato com a cena; a cena e a atriz daquele espetáculo, perplexo pode-se dizer, mas baixou a vista em sinal de respeito, ao que Cremilda, verbalizou, em alto e bom som:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seu Biu, não precisa ficar assim não. O senhor pode olhar, só não pode é&amp;nbsp;encarar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_gvJMdjsSyhk/TC5aHIl5JDI/AAAAAAAAA90/ggb1XQirs2g/s1600/Escola.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://2.bp.blogspot.com/_gvJMdjsSyhk/TC5aHIl5JDI/AAAAAAAAA90/ggb1XQirs2g/s200/Escola.gif" t8="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim o homem, em sua humildade&amp;nbsp;ou em sua simplicidade, olhou uma única vez, como quem deseja fixar as ideias e não viu mais nada. Na escola, onde fazia o Curso Supletivo, não teve coragem de falar nada, sequer a Monteiro, seu colega mais próximo, amigo do peito, como gostava de falar. Tampouco a Terezinha, sua colega e namorada, que chegava a estrebuchar de ciúmes. Ah, se ela soubesse disso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(**) &lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;O texto acima é um arremedo de conto, que poderá ter seguimento ou não, a depender dos leitores e de suas respectivas opiniões. A ficção não é uma invenção do escritor, ninguém escreve o que não viu, ouviu ou teve notícias, essa é que é a grande verdade. Assim, Cremilda, não é uma única mulher, representa, em realidade, muitas das mulheres que vi, que ouvi falar ou que tive notícias. Escreva o leitor dando sua opinião, se o texto tem ou não continuidade. O faça no espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou para pereira@elogica.com.br&amp;nbsp;ou ainda para pereira.gj@gmail.com &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4613998187663883882?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4613998187663883882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/06/morava-no-recife-em-sobrado-bem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4613998187663883882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4613998187663883882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/06/morava-no-recife-em-sobrado-bem.html' title='O diário de uma mulher'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1WVAKoIpMZ0/SMrMZqTyorI/AAAAAAAAAHQ/dNi5MAiNQJg/s72-c/motoko.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-1085017703301347204</id><published>2011-06-05T08:40:00.001-03:00</published><updated>2011-06-05T08:50:20.156-03:00</updated><title type='text'>Recordações da escola</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZQt7-HZNG9A/S_yI8sy0TOI/AAAAAAAAABU/KFr1ZZJqWhY/s1600/CarteiraEscolar%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZQt7-HZNG9A/S_yI8sy0TOI/AAAAAAAAABU/KFr1ZZJqWhY/s200/CarteiraEscolar%5B1%5D.jpg" t8="true" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Recebi um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; interessante, com &lt;em&gt;slides&lt;/em&gt; lembrando os anos que se foram nas escolas da vida. São várias lâminas que recordam tinteiros e cadernos, canetas e livros. Uma beleza! Guardei a correspondência para consultar uma vez ou outra e aproveito o mote para tratar do mesmo tema. Eu estudei no Grupo Escolar “João Barbalho” e depois no Colégio Nóbrega. Para entrar no Grupo Escolar – já disse isso outras vezes – precisei de um pedido de meu pai, que sendo deputado ao tempo, influenciou decisivamente, o que mostra que a escola pública não era tão fácil assim. Fiquei no turno da manhã, mas outros amigos, com igual pistolão, foram para a tarde. A seguir, já no Colégio, minha mãe comeu da banda podre para me sustentar estudando, foi socorrida por uma bolsa de estudos parcial, mas deu conta do recado. Hoje – coitadinha! –, na imobilidade do leito, pode ter a certeza do dever cumprido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2QbmGRhWcqM/SylOixnwMMI/AAAAAAAACKk/1plYaWKlCOw/s400/Parker-51-Propaganda.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_2QbmGRhWcqM/SylOixnwMMI/AAAAAAAACKk/1plYaWKlCOw/s200/Parker-51-Propaganda.jpg" t8="true" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nos primeiros anos do Curso Primário não usávamos caneta, mas lápis o tempo todo, deixando-se a caneta-tinteiro para quando se debutava no Ginásio, em cujas aulas as anotações eram feitas com o auxilio, no meu caso, de uma bem cuidada &lt;em&gt;Compactor&lt;/em&gt;, hoje considerada antiguidade nas feiras especializadas: fiquei velho. Era necessário comparecer às aulas com um tinteiro, com a finalidade de abastecer a peça com a qual se escrevia. O comum era o uso do tinteiro da &lt;em&gt;Parker&lt;/em&gt;, de cor azul, real, lavável. Os leitores de minha idade, com mais de 65 anos, com toda certeza hão de lembrar desses detalhes. Somente no Científico ganhei de presente uma &lt;em&gt;Parker&lt;/em&gt; 51, uma beleza de &lt;em&gt;desing&lt;/em&gt;, dir-se-ia no hoje das coisas. Acho que essa velha preciosidade ainda está&amp;nbsp;no guarda-roupa de minha mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://odesenhista.sites.uol.com.br/extensor1w.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="125" src="http://odesenhista.sites.uol.com.br/extensor1w.jpg" t8="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas, em termos de detalhes, há por lá, no material que recebi, mandado, aliás, por jovem bonita, alta e loura, um&amp;nbsp;extensor para se usar o lápis até o fim. Fiz uso daquilo vezes e vezes, ficando com os meus cotocos até terminarem o que agora se chama de vida útil. E os cadernos? Alguns que são exatamente iguais aos que usei, seguidamente. Tinham na frente alunos fardados, devidamente uniformizados, em direção à escola e atrás a letra do Hino Nacional, que não se conhece habitualmente. E não esqueceu o autor da série de &lt;em&gt;slides&lt;/em&gt; do caderno de caligrafia, no qual o aluno treinava a sua letra. A minha não teve jeito e ainda hoje carece de um caderninho daquele para melhorar. Valha-me!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images02.olx.com.br/ui/9/82/68/1290032736_138927468_1-Fotos-de--Livro-Historia-Do-Brasil-Primeira-Serie-Ginasial-Antonio-Jose-Borges-Hermida-1290032736.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://images02.olx.com.br/ui/9/82/68/1290032736_138927468_1-Fotos-de--Livro-Historia-Do-Brasil-Primeira-Serie-Ginasial-Antonio-Jose-Borges-Hermida-1290032736.jpg" t8="true" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os livros também estão presentes e o meu volume de geografia, com suas diversas subdivisões está contemplado. Aroldo de Azevedo era seu autor e se podia aprender ali os meandros da ciência que estuda a terra, os mares e os rios, mas também o homem (Geografia Humana). Aquele aluno hoje na casa dos 60, deixou de inscrever o meu livro preferido: História, de Borges Hermida. Natural entender que havia as particularidades todas da memorialística da humanidade, desde a brasileira, propriamente, à universal. Também não está no documentário o celebre livro Crestomatia, de Radagasio Tabosa, adotado no Colégio Nóbrega porque veicula “excertos escolhidos em prosa e verso”. Beleza! Comprei outra vez agora, no sebo eletrônico, para recordar os bons tempos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blogalize.net/wp-content/uploads/2010/01/tabuada.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://blogalize.net/wp-content/uploads/2010/01/tabuada.gif" t8="true" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O Décio Dias, autor do documentário a que venho me referindo, não esqueceu da tabuada e lá está o caderno próprio para esse uso. É quando lembro de minhas dificuldades com as contas de multiplicar e dividir. Quanto aperreio teve minha mãe, precisando até da ajuda de um vizinho – Maurício Diniz -, muito paciente comigo, ensinando a fazer conta com dois algarismos no divisor, sob os meus protestos de que para mim bastava um algarismo, nada mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Terei prazer em enviar o material a quem desejar e se dirigir a mim por e-mail, ao pereira@elogica.com.br ou ao pereira.gj@gmail.com De igual forma, deixando os dados no espaço do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-1085017703301347204?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/1085017703301347204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/06/recordacoes-da-escola.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/1085017703301347204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/1085017703301347204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/06/recordacoes-da-escola.html' title='Recordações da escola'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZQt7-HZNG9A/S_yI8sy0TOI/AAAAAAAAABU/KFr1ZZJqWhY/s72-c/CarteiraEscolar%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-2789425959777169356</id><published>2011-05-29T08:54:00.001-03:00</published><updated>2011-05-29T16:50:50.711-03:00</updated><title type='text'>Chove lá fora</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/uploads/banco/multiplas/1208644631_echovia_tanto_la_fora_i.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://www.overmundo.com.br/uploads/banco/multiplas/1208644631_echovia_tanto_la_fora_i.jpg" t8="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O&amp;nbsp;dia amanheceu úmido, friorento e chuvoso. As temperaturas baixaram, mais ou menos, a depender do lugar, se em casa, sob o terraço ou na rua de barro batido onde faço a minha caminhada matinal. Repito aqui a iniciativa do Recife, no Parque da Jaqueira, onde costumo ir em meu cotidiano nunca rotineiro e cansativo. Assim, neste inverno antecipado, como disse João Bosco, advogado e profundo conhecedor das determinações canônicas, meu vizinho por cá, neste Bosque que é o das Águas de Aldeia, vivemos as derradeiras manifestações da mata. Já tinha me dito Nilson, o Curió, caseiro e observador atento dos ares do céu: “Dr.! Tem chovido muito por aqui!”. Há até quem tenha medo do açude lá em baixo; medo que se rompa e faça como já fez, um estrago grande aqui por cima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm5.static.flickr.com/4129/5171380001_1aca89e3a8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://farm5.static.flickr.com/4129/5171380001_1aca89e3a8.jpg" t8="true" width="156" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os pássaros desse rincão estão recolhidos – parece –; basta começar o inverno para que se acomodem em seus ninhos, cumprindo o desiderato da natureza e o que determinou do Criador: “Crescei e multiplicai!”. Antes, as saíras que Harrop tanto fotografa, frequentavam o pedaço de mamão que trago sempre. Compro ali, no quiosque de seu Cícero Belarmino, homem rústico, mas de uma seriedade a toda prova. É uma festa no verão, sabiás de todas as matizes, mais aquelas consideradas do mato, do que as de denominação taxonômica enquadrada dentre as gongás. Umas e outras pinicam o naco da fruta com sofreguidão, comendo quase que com os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://luis.impa.br/foto/1009_pantanal/raposinha-do-campo_Lycalopex-vetulus_PANTANAL-100921-O_55035-rawa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="166" src="http://luis.impa.br/foto/1009_pantanal/raposinha-do-campo_Lycalopex-vetulus_PANTANAL-100921-O_55035-rawa.jpg" t8="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, já vi por cá outros bichos mais. Certa vez, passava à noite por uma das alamedas, quando descortinei uma raposa, ali pras bandas da casa de Roustaing, uma raposa fazendo a travessia da alameda. Ao iluminá-la com o farol do carro, fez o que é seu feitio, desapareceu no meio do mato. De outra feita, um esquilo do mato roia um caroço não sei de que na frente da casa de Joaquinzão, advogado dos funcionários do Bosque mordidos pelo cachorro doido. Timbu aqui é comum e na minha casa havia um que nos olhava à noite pela fresta do telhado. Depois de se forrar a casa com madeira de lei, fez do forro a sua toca e rara é a noite que não assusta os que dormem, correndo e fazendo barulho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm6.static.flickr.com/5243/5377852867_652e00f8f0.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://farm6.static.flickr.com/5243/5377852867_652e00f8f0.jpg" t8="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No Parque da Jaqueira, há outros animais para o deleite dos passantes, caminhantes da primeira hora&amp;nbsp;ou transeuntes da boca da noite. São lindos os canários de lá, amarelos como o ouro que reluz e mansos. Pensei que fossem abarrancados! Mas, dia desses havia um deles ao meu lado, beliscando os grãos da relva encharcada com tanta água dos céus. Quando vejo um canário-da-terra, seja lá ou seja cá, lembro de logo dos meus anos de infância e dos meus tempos de adolescência. Os tinha em quantidade, presos sempre, como era costume à época. Tinha duas canárias, brancas ainda, que brigavam como se fossem dois machos no viveiro do terreiro. E tinha aves adultas que cantavam sinfonias que nunca esqueci.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_aA_l31WctKw/SX9dUu26uKI/AAAAAAAAEB4/Veg0l2F5LpE/s320/casa+de+praia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://2.bp.blogspot.com/_aA_l31WctKw/SX9dUu26uKI/AAAAAAAAEB4/Veg0l2F5LpE/s200/casa+de+praia.jpg" t8="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vi&amp;nbsp;a casa nova da avenida, toda envidraçada, e lembrei&amp;nbsp;da americana que acompanhava em Candeias. Era menino, adolescente na flor dos 15 anos, 16 se muito, passando todos os dias diante da moradia dela, quando a via, acima e abaixo, apenas de sutiã e calcinha. Mas, senhora, disse uma pessoa muito próxima&amp;nbsp;a mim, vista-se direito que os meninos passam por aqui e lhe observam assim, em trajes menores, como se costumava dizer. Ora, respondia, esses meninos estão interessados nas&amp;nbsp;meninas da idade deles e vão olhar uma velha como eu? Não tinha 40 anos ainda! Um pedaço de mulher!&amp;nbsp;Fazia a festa da galera, dir-se-ia hoje em dia ou no hoje dos dias nada representaria diante da nudez de tanta gente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Chove lá fora! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Courier New;"&gt;Terei muito prazer em acolher comentários dos meus leitores. Para tanto, escreva no espaço mesmo do Blog ou o faça para os e-mails &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; ou ainda para &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-2789425959777169356?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/2789425959777169356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/05/chove-la-fora.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/2789425959777169356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/2789425959777169356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/05/chove-la-fora.html' title='Chove lá fora'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm5.static.flickr.com/4129/5171380001_1aca89e3a8_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-5842796980156747240</id><published>2011-05-14T11:22:00.000-03:00</published><updated>2011-05-14T11:22:24.344-03:00</updated><title type='text'>Dor de cotovelo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img.imoveis.posot.com.br/pics/br/2011/03/24/Campo-Comprido-Curitiba-Paran-Venda-Terreno-Loteamento-20110324160128.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" j8="true" src="http://img.imoveis.posot.com.br/pics/br/2011/03/24/Campo-Comprido-Curitiba-Paran-Venda-Terreno-Loteamento-20110324160128.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma venda de subúrbio no Recife, de esquina como tantas. Tinha o balcão ensebado de tanto se cortar a carne de charque, o bacalhau e o fígado de alemão. E ele, que se chamava Vitoriano, era um empregado habilidoso no negócio, dizia-se que em breve, em breve mesmo, estaria como interessado nas vendas, uma forma de se cotar para a condição de sócio, mesmo que informal, no vaivém da bodega. Saia um e entrava outro, vinha gente apenas para telefonar e pagava pela ligação ou vinha quem tinha a velha caderneta, ensebada, também, para anotar os pedidos e pagar no final do mês. Ele, Vitoriano, estava ali, atendia os clientes junto com o Sr. Praxedes, dono do estabelecimento, quando viu chegar Felisberto, a quem costumava confiar seus segredos. Não resistiu e disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Felisberto: preciso falar com você e logo! Não vá embora! Aguarde um pouco e já termino aqui. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.simoneautoajuda.com/Imag_amizade.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="184" j8="true" src="http://www.simoneautoajuda.com/Imag_amizade.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram amigos de muito tempo e colegas na Faculdade de Direito. Daí a pouco entrou com o companheiro e foram quase para as dependências domésticas da venda. Era assim, o estabelecimento comercial na frente e lá pra trás a moradia da família. No pequeno corredor que separava as duas partes – a doméstica e a comercial – sentaram-se e Vitoriano abriu num pranto convulso. Chorava e batia com a mão espalmada numa mesa de refeição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://gallery.photo.net/photo/5576187-lg.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j8="true" src="http://gallery.photo.net/photo/5576187-lg.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pelo amor de Deus me socorra, Felisberto, eu levei chifre e estou desesperado. Anita não me quer mais, me trocou pelo primo bem mais novo que eu, menino de seus 17 ou 18 anos, um cabritinho no meio do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ora, meu caro Vitoriano, você é novo ainda, não tem 40 anos de idade, é capaz de refazer a sua vida, como já refez da primeira vez, quando tinha filho, imagine agora, sem filhos e sem outros compromissos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, não aguento, vou meter uma bala na cabeça. Não posso viver sem ela, não posso dispensá-la em meu cotidiano já mexido com tanta coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas, conte-me lá como foi isso? Como aconteceu? Como começou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.cabecadecuia.com/imagem/materias/casal20cama202_849fdefc66bdd16de421c41933f6a647.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" j8="true" src="http://www.cabecadecuia.com/imagem/materias/casal20cama202_849fdefc66bdd16de421c41933f6a647.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, Felisberto, coisa mesmo do demônio, do cão dos infernos! É que ela costumava ir à casa dos parentes, em Pombos, no Agreste esturricado de Pernambuco, e não tinha quarto para dormir, senão com o&amp;nbsp;Justino, o primo mais novo, o que restava solteiro em casa. E conversa vai, conversa vem, o menino trocou de cama, foi dormir com ela, que tem quase o dobro da idade dele. Inventou que tinha medo de fantasma e que não conseguia conciliar o sono. Nisso foi se agarrando com ela, se agarrando cada vez mais, acariciando o corpo dela mais e mais, bolinando os seios e finalmente alcançando o lugar de todos os desejos. Foi um fim de semana, dois, quatro, seis e desistiu do casamento. Eu não aguento, juro que não, vou me suicidar, não há jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Calma amigo! Você não é o primeiro caso, nem será o último. Vamos em frente retomar a vida, recomeçar a existência. Arranja outra e recompõe tudo. Pode até, se quiser, ir a uma psicóloga e acabar com isso. Não dê asas à depressão, não atice o fogo da dor de corno. Assim, nem paca nem tatu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://amadeo.blog.com/repository/00/01/19/43/1194333/3979537.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" j8="true" src="http://amadeo.blog.com/repository/00/01/19/43/1194333/3979537.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anita era mulher de seus 38 anos, de corpo bem feito e bem parecido, mais pra gorda que pra magra, cheinha, diziam as pessoas. Os quadris é que eram interessantes, moviam-se de forma sincopada e quase espontânea.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Costumava sair com Vitoriano pra onde podia ir, sem atrapalhar suas coisas. Diziam que era uma mulher e tanto na cama, dando trabalho pra ser domada, como se fora uma fera ensandecida, diante de um macho que lhe cortejava o sexo. Todas as noites faziam amor, era o que se dizia à boca pequena. Com o menino, diziam abertamente, passava a noite inteira aos beijos e abraços. Não havia trégua, que fosse. Pela manhã estavam largados, cansados e moles, indispostos. Não tinham dormido nada, praticamente e caiam na cama. Ela viajava só pra isso, não queria outro compromisso. A propriedade era grande, preenchida por hortas e pomares. Havia uma pastagem verde para o gado, que pastava pachorrento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xcdXl5zhJn4/STp1ax1An9I/AAAAAAAAA-c/_U4Da0Lw5Ls/s320/travel-graphics-200_429737a.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_xcdXl5zhJn4/STp1ax1An9I/AAAAAAAAA-c/_U4Da0Lw5Ls/s200/travel-graphics-200_429737a.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Anita juntou os seus pertences, coisas suas e coisas que tinha ganho de Vitoriano em seus dias de carinho e amor, fez a mala e tomou uma sopa. Desapareceu na estrada e nunca mais se dela se teve notícias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) Este é um conto escrito com base em fatos reais, com os nomes dos circunstantes trocados, naturalmente, bem como as circunstâncias para que não sejam identificados os protagonistas nem os cenários. Desejando o leitor comentar, não hesite, use o espaço mesmo do Blog ou escreva para pereira.gj@gmail.com ou ainda para pereira@elogica.com.br &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-5842796980156747240?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/5842796980156747240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/05/dor-de-cotovelo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5842796980156747240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5842796980156747240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/05/dor-de-cotovelo.html' title='Dor de cotovelo'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xcdXl5zhJn4/STp1ax1An9I/AAAAAAAAA-c/_U4Da0Lw5Ls/s72-c/travel-graphics-200_429737a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-8075510493337166916</id><published>2011-05-09T10:21:00.003-03:00</published><updated>2011-05-09T20:14:01.277-03:00</updated><title type='text'>As historias do motorista.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_178ou7FtKy8/RvMs2KQD7dI/AAAAAAAAAGE/e3SBl1eGbZ8/s400/o+fosforo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="123px" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_178ou7FtKy8/RvMs2KQD7dI/AAAAAAAAAGE/e3SBl1eGbZ8/s200/o+fosforo.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Era um homem primitivo, tosco, pelo que deixou muita coisa interessante de suas tiradas, verdadeiros chistes da existência. Homem tão diferente, que sendo um fumante inveterado, certa vez, deixou cair um fósforo no chão e acendeu outro para procurar o palito perdido. Havia uma moça na rua de seios grandes, volumosos, razão para jogar na vaca quando a via. Tirou mais de uma vez e disso se vangloriava. Gostava de conversar com ela, admirando-a nas qualidades femininas. Mas o que melhor fazia, quando a via, era apostar na vaca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_isjfT6kLMn8/R16N2fautxI/AAAAAAAAAt4/AJ8j6I7saJ0/s400/180px-Pumice_santorini.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="181px" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_isjfT6kLMn8/R16N2fautxI/AAAAAAAAAt4/AJ8j6I7saJ0/s200/180px-Pumice_santorini.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando o meu pai foi nomeado Diretor da então Faculdade de Filosofia, ele veio para ser o motorista oficial e logo fez amizade comigo, que era o mais velho, o mais dado às amizades e o que tinha o papo na ponta da língua o tempo todo. Ora, sentados&amp;nbsp;fiávamos longas conversas sobre os mais diversos assuntos. Temas, quase sempre, sensuais, a sua especialidade em jeitos e trejeitos que tinha. Foi ele quem me contou que quando era motorista em outra casa, diante do casamento iminente da moça mais velha, não sendo ela mais uma virgem consubstanciada, característica que perdera com ele, a ensinou utilizar-se da ação de uma pedra UME, para simular a condição perdida. Não sei como e nem por que? E assim foi! O noivo de nada desconfiou! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.radiocaicara.com/novoportal/images/stories/noticias/ultimas/janeiro/grdinh.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150px" j8="true" src="http://www.radiocaicara.com/novoportal/images/stories/noticias/ultimas/janeiro/grdinh.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os meus amigos consideravam Seu Severino um mentiroso de carteirinha, mas as suas histórias eram fantásticas. Costumava ficar na ponte Duarte Coelho, para a observação cuidadosa das saias ao sabor dos ventos de agosto. É uma beleza, costumava dizer, fazendo alusão ao festival de pernas que via de seu local preferido. Uma figura que passava por lá, com frequência, era também professora da faculdade e a descrição das pernas dela merece um capítulo à parte, se um dia esses relatos forem divulgados. Eram coxas tão grossas, dizia, que davam quase o diâmetro do oitizeiro que havia em frente de casa. Não era, não podia ser!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Do6abRyz2no/Sp6fQ0MyndI/AAAAAAAABMA/SP996CdrTcM/s400/formiga.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="159px" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Do6abRyz2no/Sp6fQ0MyndI/AAAAAAAABMA/SP996CdrTcM/s200/formiga.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Descobriu que era diabético, quando notou as formigas de sua casa fazendo fila nos pingos de urina que caiam do sanitário. Experimentava a urina e dizia se estava ou não pior. Danado foi quando pediu à esposa que também experimentasse, para oferecer uma opinião mais abalizada. Não se tratava com médicos, antes consultava os curandeiros lá de Camocim, terra da segunda mulher que desposara. O chá da entrecasca do caju, no seu entendimento, era um santo remédio. Andava com aquilo para onde ia, fosse a casa ou o trabalho. Tomou litros do chá e de nada serviu. Morreu cedo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images.quebarato.com.br/T440x/alquiler+automovil+carro+ford+1953+para+matrimonios+bogota+cundinamarca+colombia__3FB163_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150px" j8="true" src="http://images.quebarato.com.br/T440x/alquiler+automovil+carro+ford+1953+para+matrimonios+bogota+cundinamarca+colombia__3FB163_1.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi com ele também que aprendi a dirigir, sob a sua orientação, mas às escondidas de meu pai. Se o seu pai souber disso, argumentava, eu perco o meu lugar, mas nunca fez nada de mais objetivo para desistir da empreitada. Foi assim que em certo congresso, em Mossoró, eu dirigi o Ford 53 acima e abaixo. Quando o velho me viu passar ao volante, fazendo charme para as meninas do lugar, abriu o verbo e me proibiu de pegar no carro para sempre. Mas, eu peguei! Porque para sempre, como diz o meu colega Perseu Lemos, é muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9VrXwU7Hym0/TX0ufIa-suI/AAAAAAAAA2k/2X_t4xSML6I/mulher%20informatica.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180px" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_9VrXwU7Hym0/TX0ufIa-suI/AAAAAAAAA2k/2X_t4xSML6I/mulher%20informatica.png" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As empregadas de casa eram classificadas por ele. Maria era sincera e franca, podia ser cortejada sem maiores problemas, já Rita, sua irmã, era uma sonsa, fingida, se dizia moça virgem, mas não era confiável, segundo ele. Confiável eram todas que tinham seios bonitos!&amp;nbsp;E Cícera, a gorda que andava o quintal inteiro estendendo roupa e que ainda cozinhava o pirão do almoço. Era mulher muito fácil, bastava olhar pra ela ou levar uma conversa qualquer. Era para qualquer conversa. E era mesmo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-8075510493337166916?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/8075510493337166916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/05/as-historias-do-motorista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8075510493337166916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8075510493337166916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/05/as-historias-do-motorista.html' title='As historias do motorista.'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_178ou7FtKy8/RvMs2KQD7dI/AAAAAAAAAGE/e3SBl1eGbZ8/s72-c/o+fosforo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-255023084648978766</id><published>2011-04-30T20:17:00.002-03:00</published><updated>2011-05-01T08:20:26.484-03:00</updated><title type='text'>O olhar de minha mãe.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/121207/imagens/especial46.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" j8="true" src="http://veja.abril.com.br/121207/imagens/especial46.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Há dois anos minha mãe vem doente, num vai e vem de casa para o hospital, do hospital para casa. Parece o que vi no Japão, os velhos bem velhos e os filhos também velhos, sem&amp;nbsp;condições de&amp;nbsp;assumir os encargos. Isso mobiliza toda família, gente que vai e fica, gente que vai e volta. Foi aos poucos perdendo a lucidez, deixando de conhecer os seus, retomando os parentes que já se foram encantados no infinito das coisas. Chama pela mãe que se foi há muitos anos, há cinquenta anos pra trás, se pouco. Ou chama pela irmã que ainda tem viva, que como ela enfrenta dificuldades mil, em cima de uma cama, sem saber bem das coisas. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://fabionasci.files.wordpress.com/2010/08/menino-correndo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j8="true" src="http://fabionasci.files.wordpress.com/2010/08/menino-correndo.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Eu me lembro dos anos de menino, correndo acima e abaixo, enquanto ela preocupada pedia que descesse da árvore ou que não subisse no muro dos fundos de casa. Muito raramente um castigo, sentado na sala em cadeira da mesa de jantar. Nem me recordo mais como eram essas cadeiras, só sei que sentava aguardando que ela se arrependesse e me mandasse sair dali. Uma vez me prendeu na dispensa, tal a peraltice que fiz e depois se arrependeu tanto que me pediu desculpas, era adulto e barbado. Fiquei com claustrofobia, mas depois venci isso. Tudo se pode vencer na vida, com calma e resignação, dizia meu pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.olhardireto.com.br/imgsite/noticias/000722011153919.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" j8="true" src="http://www.olhardireto.com.br/imgsite/noticias/000722011153919.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;A visitei no dia de ontem. Ela estava como sempre deitada na cama, imóvel, sem comunicação alguma com o ambiente. Quando cheguei, falei de logo, dizendo: “Mãe! Como vão as coisas? Está tudo bem?”. Foi quando abriu os olhos e me viu. Fitou-me da forma mais fixa possível, demorando-se com seu olhar. Parecia que se despedia. Quase choro! Fez um esforço grande para falar. Não conseguiu, porque com a traqueotomia que lhe fizeram não consegue mais uma comunicação que seja. Mas, deu para perceber que articulou com os lábios: “Tudo bem!”. É mesmo de seu feitio dizer assim. Nunca foi de se queixar de nada, de absolutamente nada. Pra ela tudo estava bem! Mesmo assim, sem estar.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_X16e0GzXcXc/SES1ntboAOI/AAAAAAAAACE/Q0uJaxuUttQ/S660/devaneios-olhos.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="58" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_X16e0GzXcXc/SES1ntboAOI/AAAAAAAAACE/Q0uJaxuUttQ/S660/devaneios-olhos.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Lembrei que os meus irmãos expressavam, com frequência, que eu era o queridinho da mamãe. Ora, queridinho, agora, aos 66 anos, quase sete décadas na contabilidade do tempo? De que serve mais? Serve e muito, pensei, com os meus botões, mesmo assim, sem voz mais e de uma forma tão diferente do antes das coisas. De uma maneira, talvez, que só nós dois compreendemos! Só nós dois entendemos o que ficou daquele olhar! Eu jamais esquecerei o olhar de minha mãe ontem à tarde. Não sei se ela realmente me viu por inteiro. Não posso confirmar que tivesse me fitando com a sua vista já tão comprometida, mas não esquecerei a forma como me olhou. Isso nunca!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SLW-swkl3_I/AAAAAAAAAOQ/Yb6Bljn19so/s200/Eu+e+Minha+M%C3%A3e.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SLW-swkl3_I/AAAAAAAAAOQ/Yb6Bljn19so/s200/Eu+e+Minha+M%C3%A3e.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Vem por ai o dia das mães! Não telefonarei mais para ouvir o que deseja de presente e não terei a mesma&amp;nbsp;resposta de todos os anos: "Um corte de fazenda azul, de puro&amp;nbsp;algodão!". Pra mim essa coisa acabou-se! Hei de comemorar, mas em casa, com a mãe de minhas filhas. A minha mãe já não compreende as coisas. Coitada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-255023084648978766?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/255023084648978766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/o-olhar-de-minha-mae.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/255023084648978766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/255023084648978766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/o-olhar-de-minha-mae.html' title='O olhar de minha mãe.'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_X16e0GzXcXc/SES1ntboAOI/AAAAAAAAACE/Q0uJaxuUttQ/s72-c/devaneios-olhos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-8427049852019239689</id><published>2011-04-22T17:00:00.001-03:00</published><updated>2011-04-22T18:08:06.500-03:00</updated><title type='text'>O Peixe Sagrado</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hPQddKhIbVo/Sd_d90qPyQI/AAAAAAAAAhI/CVFFws-TFV8/s320/arc-lavatorio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" i8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_hPQddKhIbVo/Sd_d90qPyQI/AAAAAAAAAhI/CVFFws-TFV8/s200/arc-lavatorio.jpg" width="198px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Semana santa, na quinta-feira os meninos prontos para o lava-pés, ávidos, na verdade, pela entrada gratuita no cinema do padre. Depois, o dia da morte, da crucificação e morte do Senhor, todos no mais completo silêncio dentro de casa. Proibido assoviar e cantar. Músicas, somente as clássicas, orquestradas, em todas as emissoras de rádio. Quando não os acordes fúnebres na sonoridade do autofalante. Televisão não havia. A avó, que se acordava muito cedo, vestia preto fechado, como se tivesse perdido um filho; um filho ou o marido. Mais tarde, quando o sol ia se recolhendo e a noite chegando, hora de visitar o morto célebre, os mais importante de todos os defuntos da existência terrena. A fila indiana para o beijo derradeiro. Um beijo anti-higiênico na imagem deitada e recoberta por um pano de linho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.luizberto.com/wp-content/leda-and-the-swan.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" i8="true" src="http://www.luizberto.com/wp-content/leda-and-the-swan.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Lá atrás o banho da lavadeira, Miranete de prenome, os ruídos da água caindo; dos pingos lavando o corpo barroco da mulher, que de propósito se ensaboava de porta aberta, escancarada diante de todos. De todos que não podiam ver o quadro, porque era preciso não pecar naquele dia. Ela nuazinha embaixo do chuveiro, a água molhando o corpo de todos os desejos, as coxas enormes dando sequência a um quadril de proporções avantajadas. Ela sabia das proibições todas em casa. No gabinete do pai, o Cristo numa estampa muito grande, tinha o detalhe de passar os olhos em quem se aproximasse Dele. O olhar de reprovação diante do pecado por pensamento. A vontade de complementar, com palavras e obras, a falta do momento. Tudo explicitado aos ouvidos do cura, que para espanto do interlocutor indagava: “Outra vez?”. “Não há solução para você!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-u--VxQjqcuk/TZ4DdyMwN8I/AAAAAAAACqs/fvT1FxV5GoA/s320/Passos+b%25C3%25A1sicos+para+aprender+a+dan%25C3%25A7ar+samba+de+gafieira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" i8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-u--VxQjqcuk/TZ4DdyMwN8I/AAAAAAAACqs/fvT1FxV5GoA/s200/Passos+b%25C3%25A1sicos+para+aprender+a+dan%25C3%25A7ar+samba+de+gafieira.jpg" width="166px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De nada serviu pedir para ir a um grito de Carnaval, no Sábado de Aleluia. A argumentação fenecia diante da justificativa do pai. O Senhor estava morto, devidamente posto no sepulcro sagrado. Foi debalde dizer que a ressurreição tinha se dado. Só às 3 horas da tarde do domingo, a grande pedra que oblitera o lugar da sepultura se abre, num trovão que atinge o mundo inteiro, explicava ele. Ai sim será possível fazer as coisas mundanas, participar de festas e convescotes. Mesmo assim, com a cumplicidade da mãe, o frevo e o samba tomaram conta do menino, de cuja consciência nasciam brados intimistas de reprovação. Açoites do superego frente às tentações da matéria. E na hora das danças não houve jeito da quase criança tirar aquela dama de ocasião, que fitava o adolescente com um olhar pidão de quem quer e deseja o fogo da carne.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AoeuB_dwIEk/S1HObeu2rqI/AAAAAAAAAOA/a4ooGBvnySg/s320/vinhopeq.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" i8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_AoeuB_dwIEk/S1HObeu2rqI/AAAAAAAAAOA/a4ooGBvnySg/s200/vinhopeq.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Às dez da manhã, sob chuva intensa, parou na frente da casa o amigo da rua, Bilizado por apelido, vinha, somente, para saber se era pecado beber em dia assim, de tanto recato e tanta retidão. Indagava isso porque o protagonista dessas palavras era católico praticante, de Missa a cada domingo, confissão e comunhão, segundo os preceitos. À resposta de que não sabia, realmente, se era ou se não era uma falta grave o ato de beber, teve uma afirmativa na ponta da língua: “Vinho é permitido.”. E foi ao boteco da esquina, encher a cara com um produto barato, ácido e com uma saburra de meter medo. Embriagou-se até a medula e saiu falando de toda gente na rua. Da mulher que varria a frente da casa e que se engraçou do vizinho, de Zé Colmeia e suas artimanhas, do motorista de caminhão da fábrica que se corroia em remorsos pela morte de um menino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://eduluz.files.wordpress.com/2009/11/dsc03689-21.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145px" i8="true" src="http://eduluz.files.wordpress.com/2009/11/dsc03689-21.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E lá se foram os anos, somados em décadas, sem que o protagonista misterioso dessas linhas encontrasse as sete igrejas nas quais venerar o Cristo morto, aguardando a sepultura. Sem pecados mais nas costas, seguiu em frente, no repetir da liturgia e do ritual, reuniu a família, que não chegou por inteira, para comer o peixe – um linguado espanhol – da quinta-feira santa. Eis o peixe sagrado! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(*) - Comente o leitor o texto escrito numa sexta-feira santa à tarde, na boquinha da noite, sob os influxos todos do tempo. O faça no espaço mesmo do Blog ou se utilize dos e-mails &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt; ou &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-8427049852019239689?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/8427049852019239689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/o-peixe-sagrado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8427049852019239689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8427049852019239689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/o-peixe-sagrado.html' title='O Peixe Sagrado'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_hPQddKhIbVo/Sd_d90qPyQI/AAAAAAAAAhI/CVFFws-TFV8/s72-c/arc-lavatorio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3660662963447312485</id><published>2011-04-17T10:12:00.000-03:00</published><updated>2011-04-17T10:12:33.080-03:00</updated><title type='text'>A Ressurreição</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.cantodapaz.com.br/images/domingo_ramos_palma.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://www.cantodapaz.com.br/images/domingo_ramos_palma.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O mundo mudou e o meu entorno também! Tudo é bem diferente no hoje dos dias! Mas as datas e as festas vão se repetindo, confirmando que o calendário é imutável na largueza séculos. Hoje é o Domingo de Ramos e por coincidência a lua aparece cheia no alto dos céus. Nas igrejas do mundo inteiro repete-se o ritual próprio: são entregues ramos aos fieis. Na realidade, se está repetindo também o que se passou em Jerusalém, há dois milênios atrás, quando Jesus entrou triunfante na cidade, recebendo do povo essa recepção carinhosa, de mantos e ramos expostos em sua homenagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.fatheralexander.org/graphics/resurection.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://www.fatheralexander.org/graphics/resurection.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É tempo para reflexão e tempo de paz, de simbolismo explicito, no jejum e na abstinência. Mas é de Nilzardo Carneiro Leão, advogado ilustre, criminalista de porte, a lembrança de que é preciso fomentar a ressurreição da amizade. É verdade! Quantos foram os amigos que desapareceram dos convívios nos últimos tempos? Os irmãos que se afastaram? Por que o amigo doente ou o irmão agonizante não foi visitado? A desculpa de querer guardar a imagem de antes, não faz menor o egoísmo humano! Antes atenta contra a caridade e a fraternidade! O semblante de sofrimento e dor que nos inibe a hora, é o mesmo que carregou Jesus na Paixão. Façamos o nosso exame de consciência, sem contemplar a pequenez da carne, mas calcando as culpas na grandeza do bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jzjyhNHu1W0/S7TA1SArcxI/AAAAAAAAAZE/qdyD4pVSTjM/s1600/ELE_NO~1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_jzjyhNHu1W0/S7TA1SArcxI/AAAAAAAAAZE/qdyD4pVSTjM/s200/ELE_NO~1.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A fisionomia daquele primo no derradeiro momento dava bem a dimensão do ponto a que chega a paixão do homem. Depois a crucificação humana, num gesto derradeiro do sofrer quase infinito. Era tanto o padecer, que ele próprio pediu para ser posto na UTI e decidiu pela entubação, mesmo sabendo que seria sedado e que corria o risco de não despertar, como aconteceu. E minha mãe, que vive uma prolongada via cucis, praticamente vegetando num hospital, sem esperanças mais de nada? Não vale a pena tamanho sacrifício. Dizia o Papa Pio XII que prolongar a vida do agonizante, em nada contribui para sua salvação. Deus do céu: que coisa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S6JaePVWVxA/TKn1w2oUrGI/AAAAAAAAASc/OKy5zg7W37c/s400/Logomarca+A+Vida+%C3%A9+Curta_thumb%5B4%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_S6JaePVWVxA/TKn1w2oUrGI/AAAAAAAAASc/OKy5zg7W37c/s200/Logomarca+A+Vida+%C3%A9+Curta_thumb%5B4%5D.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A vida é muito curta pra tanto sofrer! O aqui e agora de Carl Rogers talvez justifique o viver intensamente a existência, aproveitando de todos os lados o convívio e as convivências. O almoço que pretendo na quinta-feira santa, dia da criação do sacramento da comunhão, servirá para que possa juntar, em torno da mesa, a minha família, a esposa e as filhas; as filhas e o genro. O peixe da tradição, o bredo e o coco das receitas regionais hão de oferecer o tempero de que se precisa no cotidiano parental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que venha a paixão e chegue a morte, mas ninguém esqueça da ressurreição. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(*) Um texto criado numa manhã, quase diria, chuvosa, no alpendre de casa, em Aldeia, síntese de todo o resto das origens brasileiras e do que sobrou da natureza pernambucana das coisas, do vegetal e do animal, do falar e do contar, das lendas também. Boa páscoa a todos! Se desejarem comentar, não hesitem, usem o espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou o façam para &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; ou ainda &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3660662963447312485?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3660662963447312485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/ressurreicao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3660662963447312485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3660662963447312485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/ressurreicao.html' title='A Ressurreição'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jzjyhNHu1W0/S7TA1SArcxI/AAAAAAAAAZE/qdyD4pVSTjM/s72-c/ELE_NO~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-6419374444314854239</id><published>2011-04-10T05:24:00.002-03:00</published><updated>2011-04-10T10:46:48.086-03:00</updated><title type='text'>Biu dos olhos verdes</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_WelNjim3E0Y/S3FdRxh3NJI/AAAAAAAAAro/aZxILhQWHEY/Mulheres%20O%20C%20Raul%20Seixas%20(37).JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_WelNjim3E0Y/S3FdRxh3NJI/AAAAAAAAAro/aZxILhQWHEY/Mulheres%20O%20C%20Raul%20Seixas%20(37).JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eu estava assistindo o ensaio da peça “Tem bububu no bobobó”, de Walter Pinto, o mesmo autor de “Tem xique-xique no pixoxó”, quando o meu vizinho da esquerda interrompeu minha atenção. Queixava-se ele de um tarado que passou a mão – mão boba – na região glútea de sua irmã. Não respeitou sequer a irmã do tarado, de seu parceiro nessas perversões do sexo. Eu ouvi aquilo sem muito gosto, porque o que me interessava eram as vedetes dançando no palco do teatro, cujo acesso para mim só podia ser por ali. Era menor de idade! Hoje&amp;nbsp;assisto na Internet um vídeo da época, as meninas rebolando e vejo a inocência da apresentação, com censura estabelecida até os 18 anos de idade. Mas, afinal, indaguei de meu interlocutor de ocasião, a aludida região valia a pena ou não valia? E resposta não tive!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2i5MR_g8a0A/Ss0D74o93LI/AAAAAAAAAY8/0nQdCSAGnE8/s400/buraco+da+fechadura.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 238px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 134px;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_2i5MR_g8a0A/Ss0D74o93LI/AAAAAAAAAY8/0nQdCSAGnE8/s200/buraco+da+fechadura.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas, há diferentes tipos de tarados. O primeiro, aquele que apenas se exibe e se a mulher demonstrar qualquer interesse, o penitente apaga na hora. Isto é, faz de conta que é macho, virado no cão, sem ter capacidade para nada. É um fraco, penso eu! Faz uns cinco anos, seis ou sete no máximo, apareceu na esquina aqui de casa um maluco assim. Ele parava o carro e fazia xixi na calota do veículo. Ninguém olhava! Era uma decepção! Mas,&amp;nbsp;camarada pra ter uma reserva urinária invejável a qualquer mortal maior de sessenta anos! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O segundo, aquele que observa de longe, apenas, olha e não ameaça. Vi,certa vez, um camarada, de paletó e gravata, parar na rua para assistir as meninas se trocando na casa de esquina. Ainda notei que uma delas estava de calcinha e sutiã, o que levou o aristocrático senhor aos píncaros da glória. Ora, imagine só o leitor, quem se entusiasma mais com essas duas peças? Hoje em dia se tem disponível a um clique qualquer na Internet, centenas de cenas muito mais picantes que o comportado &lt;em&gt;lingerie&lt;/em&gt; daquela suplicante de ocasião. &amp;nbsp;Alguns acidentes, com perda do olho direito, são relatados nos habituais observadores do buraco da fechadura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C6xWTfjyqlw/SP0cNABPVhI/AAAAAAAAAhM/O4nXZO6l-C8/s400/Baleal+-+Maria+-+reflexo+na+%C3%A1gua+-+18+Out+2008d.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="142" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_C6xWTfjyqlw/SP0cNABPVhI/AAAAAAAAAhM/O4nXZO6l-C8/s200/Baleal+-+Maria+-+reflexo+na+%C3%A1gua+-+18+Out+2008d.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Em minha rua havia uma poça d’água histórica. Houve tempo em que mesmo no verão estava ali, alimentada pela molecada,&amp;nbsp;nas imediações do portão de acesso do velho caminhão &lt;em&gt;Ford&lt;/em&gt;. À tarde, quando iam para o colégio as interessantes vizinhas, era impossível não acompanhar a passagem pelo local. No máximo eram as pernas que se refletiam na água; pernas considere-se em seu terço inferior. Besteira besta, teria dito meu pai, se disso soubesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AFgSkcgKQe0/TSI_yZ7mFJI/AAAAAAAACis/6dRRgh69-PQ/S150/Cego_de_Jerico.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_AFgSkcgKQe0/TSI_yZ7mFJI/AAAAAAAACis/6dRRgh69-PQ/S150/Cego_de_Jerico.JPG" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os meus amigos do trabalho – o trabalho hoje é melhor que ontem! – lembraram, de uma hora pra outra, de “Biu dos Olhos Verdes”, o mais importante tarado de Olinda. O personagem das ladeiras da Cidade Alta foi figurante presente nas portas dos colégios mais importantes do lugar, sobretudo diante das janelas da Academia Santa Gertrudes. Meninas, quase impúberes, hoje matronas avós, o viram na década de sessenta e mães cuidadosas diziam: “Cuidado, minha filha, com o tarado da Sé!”. E houve quem rezasse assim: “Senhor! Fazei que o tarado me veja!”. E não há relatos se o Senhor atendeu alguém em suas preces! Dizem os entendidos no assunto que ele pontificava no Monte, exibindo-se para casais enamorados e há quem conte que uma das monjas o comparava ao cão, jogando água&amp;nbsp;fervente nos documentos expostos do rapaz. Ai que dor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-6419374444314854239?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/6419374444314854239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/biu-dos-olhos-verdes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6419374444314854239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6419374444314854239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/biu-dos-olhos-verdes.html' title='Biu dos olhos verdes'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WelNjim3E0Y/S3FdRxh3NJI/AAAAAAAAAro/aZxILhQWHEY/s72-c/Mulheres%20O%20C%20Raul%20Seixas%20(37).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3032486595394518862</id><published>2011-04-03T08:08:00.002-03:00</published><updated>2011-04-03T12:10:50.456-03:00</updated><title type='text'>Banho de Lua</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n9eHeOXyFzg/S_bbb_s-67I/AAAAAAAADOY/ulBNJFDLzZ0/s1600/rio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_n9eHeOXyFzg/S_bbb_s-67I/AAAAAAAADOY/ulBNJFDLzZ0/s200/rio.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://intranet.redesul.am.br/userfiles/image/GARIBALDI/DSC01551.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="127" r6="true" src="http://intranet.redesul.am.br/userfiles/image/GARIBALDI/DSC01551.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pDWmKK95ZpA/TZiNoK9_6WI/AAAAAAAAAoo/ORBajK2OqWo/s1600/Lua.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-pDWmKK95ZpA/TZiNoK9_6WI/AAAAAAAAAoo/ORBajK2OqWo/s200/Lua.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;A verdade é que terminado o jantar, um dos amigos olhou o relógio e de logo sentenciou: estamos perdendo a lua! É o perigeu, complementou o outro, mais versado em questões celestiais, mesmo não sendo bom nos detalhes sacros propriamente ditos. Chame-se o Harrop, para que as fotografias fiquem a contento e o telefone celular convocou o condômino dotado desses predicados. O nosso artista maior, craque na arte de fixar a cena e divulgar depois na Internet, estava com os olhos ardendo de tanto sono. Preferiu deixar para outra oportunidade a aproximação lunar. Esperaria anos a fio para descortinar o luar à beira do açude. O Pereira, que estava também às voltas com Morfeu, espertou e levantou-se espantado. Vamos ao açude, foi o que disse. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Dividiram-se em dois carros os três casais da noite e desceram a ribanceira em direção ao que chamam espelho d’água. A negritude do tempo fez o Amaral levar uma lanterna de alta potência e mais um cajado, cuja finalidade, explicou, era provocar vibrações na terra e assustar os possíveis ofídios preparados para o bote. Uma beleza a paisagem, sobretudo porque um velho jacaré do papo amarelo, com a lentidão dos répteis, acendeu os olhos, quando viu o grupo andando à beira do grande volume hídrico. O Batista até um poema declamou, eximindo-se em declinar o nome do autor, tal o nível de sua flexão. Uma beleza aquilo lá!&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SfZVX6fNV_8/S3HNodmY30I/AAAAAAAAAFw/3tC1Y0Aw1WY/s320/Luar+no+Rio+Amazonas,+foto+Aureni+Ribeiro.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_SfZVX6fNV_8/S3HNodmY30I/AAAAAAAAAFw/3tC1Y0Aw1WY/s200/Luar+no+Rio+Amazonas,+foto+Aureni+Ribeiro.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Um luar imenso no horizonte das coisas parecia alumiar o mundo por inteiro, clareando o caminho; o caminho e os bancos do lugar. Gente sentada nas mesinhas de pedra posaram para fotografias que perpetuaram a cena. E ao longe, numa estrada de barro batido um carro passou solitário, rompendo o canavial. Houve quem enxergasse um casal em aproximação também. De qualquer forma, pelo sim e pelo não, deu-se um: “Viva ao amor!”. Ainda se viu a jovem enamorada&amp;nbsp;tomando um banho de lua! Como se tratava de uma visão distante, longínqua, deu-se o nome de apogeu, ao contrário da lua, em pleno perigeu.&lt;a href="http://www.temperarte.blogger.com.br/mcv.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" r6="true" src="http://www.temperarte.blogger.com.br/mcv.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Depois, diante do medo que uma cobra qualquer, entocada no meio do mato, saltasse e desse a picada definitiva em um dos penitentes de ocasião, optou-se pelo “Dominó Mexicano”, espécie de jogo de pedras no qual há pelo menos 92 peças e um interminável serpentear de outras cobras e outros bichos. Assim foi, regado a bom vinho chileno, o que fez o Pereira arriar de vez. Jogou-se pra lá e pra cá, pontos ganhos e pontos perdidos. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final, encerrou-se a temporada com a salada à base de grão de bico, feijão verde e bacalhau. E outro fim de semana há de chegar, para tudo começar.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3032486595394518862?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3032486595394518862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/banho-de-lua.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3032486595394518862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3032486595394518862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/04/banho-de-lua.html' title='Banho de Lua'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n9eHeOXyFzg/S_bbb_s-67I/AAAAAAAADOY/ulBNJFDLzZ0/s72-c/rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-8467612312430472414</id><published>2011-03-28T05:45:00.001-03:00</published><updated>2011-03-28T11:28:12.454-03:00</updated><title type='text'>E o Primo Encantou-se</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://bahiaempauta.com.br/wp-content/uploads/2009/07/uti.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="0" r6="true" src="http://bahiaempauta.com.br/wp-content/uploads/2009/07/uti.jpg" width="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois de ter visitado minha mãe, internada há alguns dias na UTI, tomei o carro e fui direto ao outro hospital, ia ver meu primo; primo/irmão disse a esposa quando me viu. Chegando lá soube que ele já estava a caminho do cemitério. Embarguei a voz e me deixei tomar pelo pranto da perda. Liguei do celular para a minha mulher e por mais que explicasse, com a voz de choro, ela não entendia nada e eu desisti. Vim pra casa, me abriguei no quarto e apenas chorei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.lucianopires.com.br/editor/images/136%20barbeiro01.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="0" r6="true" src="http://www.lucianopires.com.br/editor/images/136%20barbeiro01.JPG" width="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Era uma figura de fino trato, com o biótipo semelhante ao de Tio Grácio, o galã, com muito gosto, da família. Não apenas o biótipo, mas o gingado era o mesmo, além do bigode bem cuidado e aparado a cada semana. Parece que o DNA do tio fora transmitido a ele; a ele e ao irmão. Talvez um pouco a mim também, já que vou criando um bigode bem cortado duas vezes por mês, pela tesoura ou pela máquina de Edson, dos começos da rua da Hora. Por lá também faço as unhas do pé, mas há três semanas, contadas nos dedos, Sonia não vai. Os dedos do pé vão virar casco de tartaruga, é o que acho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Wtx4-yFL-Hc/TY-Vfi_nLAI/AAAAAAAAAok/TJmWdFfEcC4/s1600/Rogerio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Wtx4-yFL-Hc/TY-Vfi_nLAI/AAAAAAAAAok/TJmWdFfEcC4/s200/Rogerio.jpg" width="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vez ou outra visitava um outro primo, Vadeco por apelido, sendo eu convocado sempre como adjunto de anfitrião. Era eu quem insistia com mais uma cerveja, quando a mulher só queria que ele tomasse uma. “Deixa ele tomar mais uma! É só essa!”. E ela deixava e ele tomava. Era nessas ocasiões que se contavam os casos pitorescos da constelação parental; pitorescos e picarescos. Um dia contaram que sendo Grácio ainda muito novo, se fez de aleijado, dependente de duas muletas. Assim deu sinal para o bonde que esperou um tempão para que ele subisse e depois mais um tempo para que descesse. Ao sair do bonde saiu correndo a toda velocidade, rindo às bandeiras despregadas. Ele, Jamerson – o Pilon – e outros mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na Semana Santa, em Duarte Coelho, antes que a avenida cortasse as duas cidades, Recife e Olinda, havia em casa de outros primos a despesca do viveiro e Rogério tinha autorização para entrar na lama, coisa que nunca tive – minha mãe não permitia –, razão para sair do lamaçal vitorioso, com duas botas de lama. Beleza pura! Dali saia o peixe da Sexta-Feira, invariavelmente. Hoje o cimento armado tomou de assalto a água do viveiro e não há mais como reunir tanto exemplares cevados por meses a fio. Eu me lembro dele muitos anos atrás, na praia de Boa Viagem, quando se veraneava por lá, numa pescaria histórica, na qual ele voltou trazendo um polvo como troféu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E certa vez, precisando falar com ele (Rogério), atendido pela mulher fui protagonista do seguinte diálogo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Rogério está?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Quem fala?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Diga a ele que é o primo de Vadeco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- O senhor não tem nome não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SeeNP0VIsFI/AAAAAAAAAYk/Ck9EpZ8w5LM/s200/Apenas+Vadeco.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SeeNP0VIsFI/AAAAAAAAAYk/Ck9EpZ8w5LM/s200/Apenas+Vadeco.JPG" width="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Tenho senhora! Mas a satisfação de ser primo de Vadeco é tão grande, que eu prefiro me apresentar assim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E a mulher dele bateu o telefone.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Rogério se foi, encantou-se no infinito das coisas, desapareceu. Nunca mais se terá o riso frouxo e o diálogo franco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mais um primo integrando a galeria parental dos que partiram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;(**) O Blog também é publicado pelo Jornal da Besta Fubana. Leia&amp;nbsp;e comente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-8467612312430472414?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/8467612312430472414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/03/e-o-primo-encantou-se.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8467612312430472414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8467612312430472414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/03/e-o-primo-encantou-se.html' title='E o Primo Encantou-se'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Wtx4-yFL-Hc/TY-Vfi_nLAI/AAAAAAAAAok/TJmWdFfEcC4/s72-c/Rogerio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-7047554611469894540</id><published>2011-03-18T12:04:00.032-03:00</published><updated>2011-03-19T08:10:26.984-03:00</updated><title type='text'>A Saudade</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-i834ypMQEi4/TYOz0irU6uI/AAAAAAAAAoU/0nMmlNtex50/s1600/100_4149.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-i834ypMQEi4/TYOz0irU6uI/AAAAAAAAAoU/0nMmlNtex50/s200/100_4149.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O&amp;nbsp;dia hoje é de despedida! O netinho volta para o frio de Madri! Deixa o calor dos trópicos pra trás e vai se agasalhar até não poder mais nas distâncias de Espanha, onde, pelo que soube, fez 3°C nos últimos dias. Um horror, para quem como eu vive em terras de sol a pino. Segue em boa hora, porque vem por ai o equinócio, é o que se diz, com temperaturas altas, acima de 36°C e sensação térmica de 40°C, é a febre do universo. Mas, deu muita graça por aqui, desarrumou a casa toda, recolheu, ninguém sabe pra onde, as canetas de minha cabeceira. E soube arranhar os CDs de uma coleção feita ao longo de muitos anos. E muita coisa mais! Repetiu as minhas filhas nos começos da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-oUVaTf-5Ezo/TYOzGWe7hVI/AAAAAAAAAoM/_GV5coy5T-I/s1600/100_4151.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-oUVaTf-5Ezo/TYOzGWe7hVI/AAAAAAAAAoM/_GV5coy5T-I/s200/100_4151.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fez com a avó uma ligação especial. Deitou e rolou! Lá por Aldeia armou acampamento e foi ver de perto a coleção de “Branca de Neve e os Sete Anões”, que o vizinho mantém em seu jardim. Beijou a todos, na santa inocência dos infantes. Chama bonecas de “Queca”, dando o masculino para os bonecos. Os viu em quantidade, mas encantou-se mesmo com a decoração do Carnaval, chegando a expressar, no seu português espanholado: “Queca, Queca, que lindo vovó”. Dançou o frevo e ensaiou o Maracatu, fez da rua uma passarela de seus mimos. Sai daqui falando mais em português que em espanhol, mas quando chegar por lá, na Península Ibérica, volta ao palavreado próprio do castelhano bem falado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-ISDdlGgaqUI/TYOwbMk8dvI/AAAAAAAAAoE/4n6sk6Ib9xE/s1600/100_3978.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-ISDdlGgaqUI/TYOwbMk8dvI/AAAAAAAAAoE/4n6sk6Ib9xE/s200/100_3978.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Descobriu por cá a pipoca das barracas e quando descortina uma dessas armações improvisadas, diz de logo: “Coca, mamãe!”. E a genitora, primogênita da casa, já não sabe mais o que fazer com esse pedido desajeitado. Toma seu leite regularmente, numa mamadeira bem cuidada, sabendo pedir o produto de forma peculiar: “Leite com tatai!”. Descobriu, porém, um achocolatado de multinacional do leite e dele não se desgrudou mais. Quando deseja o produto pronuncia na sua linguagem peculiar: “Uco de cocoa”. Isto é, como vem no rótulo a imagem de uma tartaruga, ele verbaliza que deseja suco de tartaruga. Só aqui por casa se toma suco assim, tão diferente e tão especial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-MQVw33pZ8qU/TYOvqqcJ1_I/AAAAAAAAAoA/ONi4r5zj0pg/s1600/100_4071.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-MQVw33pZ8qU/TYOvqqcJ1_I/AAAAAAAAAoA/ONi4r5zj0pg/s200/100_4071.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="goog_961762811"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_961762812"&gt;&lt;/span&gt;As outras filhas, tias do bebê, receberam um trato especial de Pablo: “Tia Dinda”, a madrinha e “Tia Aol”, também madrinha, mesmo com a reação do Padre Caetano, que batizou o menino na Igreja da Piedade e não queria repetir a tradição do Monsenhor Francisco Sales, Camareiro Papal. E o neném é visto, vez ou outra, cantarolando sozinho, inventando cantoria com as tias, a avó, de seus afetos, e o “vôvô”, com o bico de quem deseja dar ênfase à palavra. Veja só o leitor. Por aqui se diz que minha mulher – a avó –, costuma andar com as fotos do neto e por onde chega o povo já sabe: “Lá vem a mulher do álbum!”. Numa festa que fomos, dizem minhas filhas, em tom de blague, a qualquer cumprimento, ouve-se na hora a resposta: “Já viu meu neto?”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-vZydZir2jo4/TYOuZojkexI/AAAAAAAAAn8/dTjWQWGC3to/s1600/100_4075.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-vZydZir2jo4/TYOuZojkexI/AAAAAAAAAn8/dTjWQWGC3to/s200/100_4075.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mas, é ela, a avó, quem vai sentir mais falta! Rebolou com ele o tempo todo. Fez uma ligação que toda criança gostaria ter com a mãe de sua genitora. Os avós são mais soltos, não ralham com a criança, permitem que os retratos todos da sala sejam espalhados pelo chão e acompanham o garoto no pula-pula, um dos brinquedos favoritos, acho que descoberto por aqui, em terras esturricadas do Nordeste. Especializou-se, no entanto, em comer pipoca caída no chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-asxkCWGhlCs/TYOrUkWDttI/AAAAAAAAAn0/-ooLHYyapGk/s1600/100_3883.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-asxkCWGhlCs/TYOrUkWDttI/AAAAAAAAAn0/-ooLHYyapGk/s200/100_3883.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por ai vai! Levando nos ares do Atlântico as saudades de nós todos: avós e tias. Mas volta! Vem pra cá – quem sabe? – armar sua barraca de acampamento e fincar os laços de família, os quais vêm de longe, do Barão do Ceará-Mirim e do Visconde de Goiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o quarto que abrigava a mãe - minha filha - e o filho - meu neto - amanheceu vaizo, nem um, nem outra. A avó chorou do aeroporto ao restaurante e lembrou dele, que aprendeu a pedir ao garçon: "Moço: água coco, gelo!". Só ele sabia pedir o conteúdo hídrico da fruta tropical de forma&amp;nbsp;tão peculiar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-7047554611469894540?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/7047554611469894540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/03/saudade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7047554611469894540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7047554611469894540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/03/saudade.html' title='A Saudade'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-i834ypMQEi4/TYOz0irU6uI/AAAAAAAAAoU/0nMmlNtex50/s72-c/100_4149.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-5656954913700095374</id><published>2011-03-07T08:44:00.000-03:00</published><updated>2011-03-07T08:44:02.713-03:00</updated><title type='text'>Cornélio: o pacato cidadão.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_a3KAs6uZyEM/SZ2PWgYbdpI/AAAAAAAAA7U/ZQ9usMUCqZo/s320/Caricatura_Estilo_CARTOON.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 124px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 119px;"&gt;&lt;img border="0" height="200" q6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_a3KAs6uZyEM/SZ2PWgYbdpI/AAAAAAAAA7U/ZQ9usMUCqZo/s200/Caricatura_Estilo_CARTOON.JPG" width="172" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca se soube o nome daquele homem, senão o seu apelido, em função do abalo moral que se imaginava viver, tal o seu dia a dia, o seu conturbado cotidiano, com Dona Mirandolina saindo todas as tardes, enfeitada e cheirosa. Seu Cornélio era figura conformada, amava a mulher de qualquer jeito e de mais a mais os boatos não tinham confirmação, nunca tiveram. Mas, dizem isso, que o marido é o último a saber. E assim ia levando a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_0IOS5PczAMA/S55qkl7feWI/AAAAAAAABjk/7H6elPBoH3U/s320/r%C3%A1dio+patrulha-camburao+1962-brasilia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" q6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_0IOS5PczAMA/S55qkl7feWI/AAAAAAAABjk/7H6elPBoH3U/s200/r%C3%A1dio+patrulha-camburao+1962-brasilia.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diabo é que ultimamente um doido, seu vizinho e cunhado de Zé Índio, conhecido pelo apelido de Dedé, vivia se metendo pro lado de Dona Mirandolina, conversando potoca logo cedo, depois que o dia amanhecia. Um danado como aquele não podia fiar uma conversa diferente, era um abestalhado na forma da lei, embora metido a brabo. Metido não, era brabo de verdade. Contava-se que na velha zona do baixo meretrício, deu porrada em duas guarnições da Rádio Patrulha e ainda mandou que chamassem outra, a terceira, quando foi dominado afinal.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK79807_rio-de-janeiro-093800.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" q6="true" src="http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK79807_rio-de-janeiro-093800.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha estado no Rio de Janeiro e dali viera com um gingado todo especial. Falava diferente, usando à semelhança dos cariocas, o artigo antes dos nomes. Isso encantou à Dona Mirandolina! A fez ficar cativa do papo furado de Dedé. As histórias dele eram mirabolantes realmente! Ninguém tivera a ideia de coletar as fichas usadas nas lotações do Rio, recolhendo-as de volta para o próprio bolso. Fazia isso com borracha de chiclete envolvida na ponta de um graveto. O chicle arrastava o que podia de volta e o cobrador, no caso o próprio Dedé, tirava em dinheiro o apurado em sua manobra. Dona Mirandolina, mulher nos seus 45 anos, ia à satisfação inusitada. Repetia-se a mesma narrativa duas, três vezes, até quatro.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SaAZxqPIapI/AAAAAAAACHc/WOdjOT8O5Ew/s400/acetato_animamundi_2005_beryl_logo_03%5B1%5D.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="110" q6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SaAZxqPIapI/AAAAAAAACHc/WOdjOT8O5Ew/s200/acetato_animamundi_2005_beryl_logo_03%5B1%5D.jpeg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa certa noite, o homem desapareceu. Procura aqui e procura ali, ninguém o encontrava. Bateram tudo, hospital e necrotério, policia e prisão, locais de sua habitual frequência, becos e vielas e nada. Botaram no programa de rádio e com isso localizaram o fugitivo. Estava acantonado na casa de uma mulher, Dona Confeito, cafetina antiga, dona de lupanar, amigada com um tal de Zé do Gato, que era o seu gigolô, figura de muitas passagens nas dependências do já se chamou “Sorbone da Rua da Aurora”, o buque da cidade, o recolhimento noturno dos desordeiros do Recife.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.itamaiatu.com.br/images/nt03_010.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" q6="true" src="http://www.itamaiatu.com.br/images/nt03_010.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu Cornélio continuava a sua vida pacata, acordando cedo, antes que o sol raiasse no horizonte das coisas, para a varredura da frente de casa. Depois, ficava encostado na mureta da vila em que morava, matutando na vida, refletindo sobre os seus dias e as suas noites. As noites, porque o seu vizinho Dedé decidira dormir em sua casa e mais do que isso, em sua cama. Era demais para ele! Não podia suportar tanta desonra! Uma forma de vingança, porém, passara em sua cabeça. Dormiria sim, mas com ele também, os três na cama. E assim foi! Conta-se que à noite, quando começaram os chamegos, Seu Cornélio não podia perdoar e entre os dois se meteu, impedindo a consumação do ato. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://fotos.sapo.pt/CoBJHtfsZeazmzwlQgHd/" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" q6="true" src="http://fotos.sapo.pt/CoBJHtfsZeazmzwlQgHd/" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras noites se passaram com esse frenesi a três, sem que o Dedé nada conseguisse – é o que se diz –, preservando-se a honra já tão abalada de Cornélio, o pacato cidadão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-5656954913700095374?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/5656954913700095374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/03/cornelio-o-pacato-cidadao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5656954913700095374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5656954913700095374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/03/cornelio-o-pacato-cidadao.html' title='Cornélio: o pacato cidadão.'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_a3KAs6uZyEM/SZ2PWgYbdpI/AAAAAAAAA7U/ZQ9usMUCqZo/s72-c/Caricatura_Estilo_CARTOON.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-7818365107607660986</id><published>2011-03-01T19:25:00.000-03:00</published><updated>2011-03-01T19:25:11.572-03:00</updated><title type='text'>Direita Volver</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://revistatrip.uol.com.br/_imagens/blogs/soemny/files/image/sesame.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" l6="true" src="http://revistatrip.uol.com.br/_imagens/blogs/soemny/files/image/sesame.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não servi ao Exército, porque era magérrimo, tinha 1m76cm e pesava 49 quilos. O médico me pesou e disse sem pudor: “Pesa o rapaz de costas. Ele tem físico para servir na PE!”. Vi que era piada de mau gosto, mas cumpri a ordem do homem e fiquei de costas. Deu a mesma coisa, completou o enfermeiro. Claro, quase digo! Não disse! Mas quando fiquei na fila de espera aguardando o documento, um companheiro achou de gozar com o recruta que fazia a varredura: “Varre! Galinha verde!” Resultado, todos presos, imagino que por desrespeito à autoridade. Eu tive uma idéia e por mim mesmo abri no choro. O sargento indagou a razão do pranto e eu justifiquei que a minha mãe me esperava e já passava do meio-dia. Todos foram liberados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VvIfDfPWhLw/S8HT-jbQhTI/AAAAAAAAABY/dauHNDO2fIs/s1600/snellen.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" l6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_VvIfDfPWhLw/S8HT-jbQhTI/AAAAAAAAABY/dauHNDO2fIs/s200/snellen.jpg" width="101" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, no último ano do curso médico fomos nos apresentar outra vez. A mesma coisa, a fila e um exame de vista feito pela autoridade de plantão: um sargento enfermeiro. Chamaram meu colega de estudos e eu, que levava essas coisas na galhofa, disse: “Tás atolado!”. E o homem de bata branca e calça verde oliva, indagou quem tinha falado. Fui eu, disse de logo. E ele: “Vou lhe dar o certificado porque o senhor não serve para o Exército!”. Eu, calado feito um coco, não disse nem sim nem não. Fui embora com o documento pra casa. Um outro colega, levado a ler umas letras numa tabuleta, indagou: “Que tabuleta?”. Ali, naquela parede! E o concluinte: “Nem a parede eu vejo!”. Saiu dispensado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://arquivo.modelismo-na.net/files/attach/thumbs/t_imagem_002_151.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" l6="true" src="http://arquivo.modelismo-na.net/files/attach/thumbs/t_imagem_002_151.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior quando estava formado já há muitos anos e fui convidado para falar sobre Dengue. Ninguém sabia da virose por aqui, muito menos eu, senão de minhas leituras e do exemplo epidêmico recente em Cuba. Entrei no então quartel general sem sequer me apresentar, de propósito, para fazer uma pegadinha. O sargentão saiu com uma metralhadora correndo atrás de mim: “Ei! Vai pra onde?”. Eu disse que ia, mas tinha desistido, tal os gritos e tal a voracidade do gesto. Metralhadora em punho. Justifiquei que tinha sido convidado para uma palestra, mas que ele, sargento, dissesse ao general que eu tinha desistido. O homem quase cai no chão de tanta angústia. E eu segui meu caminho e falei para um auditório repleto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2005/050920_militares_carandache.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="138" l6="true" src="http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2005/050920_militares_carandache.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diabo é que a reunião era para oficiais superiores, explicaram, e uma tenente da Marinha tinha comparecido. O major responsável chegou junto de mim e pediu que a retirasse do recinto. Meu senhor, o meu papel aqui é apresentar a doença, cujos detalhes eu sei de leituras, o resto é com o senhor. E ele ficou entufado pra lá sem falar com a moça. Depois fui chamado a um hospital militar para ver um doente vindo da África. Entrei do mesmo jeito, sem me apresentar. O dentista de plantão como oficial de dia, veio gritando atrás de mim: “Vai pra onde? Vai pra onde?”. Não vou, foi o que disse, eu ia, mas o senhor grita tanto que desisti. Foi a mesma coisa, o homem quase se ajoelha para me pedir desculpas. E por ai vai!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só faltou alguém dizer: “Direita volver!”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-7818365107607660986?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/7818365107607660986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/03/direita-volver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7818365107607660986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7818365107607660986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/03/direita-volver.html' title='Direita Volver'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VvIfDfPWhLw/S8HT-jbQhTI/AAAAAAAAABY/dauHNDO2fIs/s72-c/snellen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4575660338194140571</id><published>2011-02-16T16:20:00.000-03:00</published><updated>2011-02-16T16:20:33.053-03:00</updated><title type='text'>Velhos Tempos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k9ZEnXa2lxI/SXN86x3A0GI/AAAAAAAAAcE/tX3dFCRHzRU/s1600/caricatura.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" j6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_k9ZEnXa2lxI/SXN86x3A0GI/AAAAAAAAAcE/tX3dFCRHzRU/s200/caricatura.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje me surpreendi pensando nos amigos que deixei pra trás. Não sei as razões disso? Talvez porque tenha lido uma crônica de uma irmã que falava de amigas; de amigas e de bonecas. Eu fui vivendo e trocando de amigos, é sempre assim. As amizades vão sendo substituídas à medida que se prossegue com o exercício da existência humana. Muda-se de casa e de trabalho, troca-se a moradia de fim de semana e vai se assistindo a um grande desfile de mortes. Morrem os mais velhos, que são os mestres do dia a dia e depois morrem os contemporâneos. Morrem todos ou quase todos antes de nós. Vez ou outra um atropelo qualquer assusta o penitente de ocasião, mas a vitória quando chega é bem recebida. Já experimentei isso: vi a indesejada das gentes de perto. Mas, há amigos que persistem vida a fora.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.planetaeducacao.com.br/portal/imagens/artigos/diario/aula_aberta_biologia_01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" j6="true" src="http://www.planetaeducacao.com.br/portal/imagens/artigos/diario/aula_aberta_biologia_01.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pequeno, muito pequeno mesmo, fui matriculado no Grupo Escolar João Barbalho, para fazer o Curso Primário. Ah como eram diferentes as aulas de então! A professora cuidava, ela mesma, em anotar no velho quadro-negro o Ponto a ser estudado e nós apenas copiávamos. No dia seguinte, já deveríamos ter estudado tudo e trazer na ponta da língua a lição. E os meus colegas? Éramos tantos! Uma sala inteirinha de meninos e meninas. Um ou outro ainda vejo hoje, dois em meu dia a dia de trabalho. Das moças, uma somente, e com a raridade dos acontecimentos bissextos. Não sei da grande maioria! Uma das colegas era filha do cônsul da Inglaterra e deve residir por aquelas friorentas bandas. Uma vez – faz algum tempo isso – vi o nome de outra como bibliotecária. Será? Já deve estar aposentada!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O2y1WZugmGo/S_zdHNK3e6I/AAAAAAAAG0A/Y889sXw4n8k/s1600/capela.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_O2y1WZugmGo/S_zdHNK3e6I/AAAAAAAAG0A/Y889sXw4n8k/s200/capela.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Depois, o Colégio Nóbrega, onde fiz o Curso Secundário e tive quase uma centena de colegas. Perdi muitos de vista. Há gente por toda parte! Dia desses até encontrei com um desses. Não sei mais se o conheço das salas do Colégio ou se o sei de minhas andanças pelas ruas de Santo Amaro, onde morava. E aquele do interior, que vinha todos os dias de ônibus; de ônibus ou de sopa? Amigos do peito alguns e menos próximos outros. Gente que seguiu diversas das vertentes da vida, várias profissões e hoje estão de cabelos brancos, vergando o corpo à força dos anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/uploads/agenda/img/1173973983_logfmusp.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" j6="true" src="http://www.overmundo.com.br/uploads/agenda/img/1173973983_logfmusp.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Os colegas da faculdade tenho mais facilidade em encontrar, conto com uma lista de todos ou de quase todos, com endereço e até com alguns e-mails. E aqueles do curso de pós-graduação em São Paulo, no correr dos anos 70? Nunca mais os vi! Sequer nos congressos a que compareci! E os amigos de Tóquio, um ou outro me aparece, muito raramente, na tela do computador.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://i.s8.com.br/images/electronic/cover/img5/21809725_4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j6="true" src="http://i.s8.com.br/images/electronic/cover/img5/21809725_4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Pode ser – quem sabe? – que um desses ou uma&amp;nbsp;dessas leia o &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; e se comunique comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Escrever ou comentar: use o espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou envie um e-mail para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; ou ainda para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4575660338194140571?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4575660338194140571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/02/velhos-tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4575660338194140571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4575660338194140571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/02/velhos-tempos.html' title='Velhos Tempos'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k9ZEnXa2lxI/SXN86x3A0GI/AAAAAAAAAcE/tX3dFCRHzRU/s72-c/caricatura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-1673244458868758021</id><published>2011-02-07T17:19:00.000-03:00</published><updated>2011-02-07T17:19:57.029-03:00</updated><title type='text'>A Porta do Avião</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vyef9NpJKmc/S83kt6IZ5mI/AAAAAAAAAFw/okw2hf8hpJQ/s1600/imgs_10.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="131" src="http://4.bp.blogspot.com/_vyef9NpJKmc/S83kt6IZ5mI/AAAAAAAAAFw/okw2hf8hpJQ/s200/imgs_10.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eu jamais poderia contar àquela moça, comissária de bordo do pequeno avião em que estava, as minhas experiências pregressas em aeronaves assim, com tão reduzida capacidade. Ela não compreenderia os meus traumas e as minhas tensões, diante de suas recomendações: “Senhor, por favor! Assuma a responsabilidade desta porta de emergência! Em caso de necessidade, puxe a alavanca, movimente para fora e abra!” Quase tomei um susto, confesso, arrependido de ter sentado junto à saída mais do que diferenciada daquele pássaro de aço. Mesmo assim indaguei, em tom de blague: “É preciso abrir esta porta a cada vôo?” E ela: “Não senhor, pelo amor de Deus! Somente em caso de necessidade!” Dessa maneira, então, assumi o encargo, daqui, do Recife, até a paradisíaca ilha de Fernando de Noronha. Não tinha outra alternativa. Enfim, precisava assistir à solenidade e voltar mais tarde, como fiz, neste exercício, às vezes complicado, dos meus encargos do agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://tracosetrocos.files.wordpress.com/2007/02/menino.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="136" src="http://tracosetrocos.files.wordpress.com/2007/02/menino.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ora, que certa vez, sendo eu menino bem novo, com 5 ou 6 anos de idade, 7, se muito, acompanhei pai e mãe numa viagem ao interior de Pernambuco, a Pesqueira, imagino, ou a Nazaré da Mata, não sei mais. A verdade é que meu pai atendia a um convite do bispo local e foi disposto a fazer uma conferência, como aliás fez, para o clero e para os fiéis da cidade. Não compreendo a razão de sua opção pelo meio de transporte, sendo como era, realmente, uma pessoa que não suportava avião e chegava mesmo a ter medo das viagens aéreas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3423/3736508768_84a3de628b.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="150" src="http://farm4.static.flickr.com/3423/3736508768_84a3de628b.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na ida, as coisas correram às mil maravilhas no teco-teco emprestado, de quatro lugares, somente, o piloto e o meu pai à frente, eu e a minha mãe atrás. No auditório, enquanto falava Nilo Pereira, eu descobri, sob o palco, os instrumentos da banda e não dispensei a sonoridade do bombo, causando o maior dos impasses para se ouvir a palestra. Na volta, todavia, sentia-me incomodado com o cinto de segurança a me apertar, fortemente. E como era levado da breca, tomei a decisão de me soltar sem dizer a ninguém. Mexi pra lá e mexi pra cá, até que dei com o trinco da porta, de cujo movimento esperava a almejada liberdade. Foi pior, abriu-se a porta nos céus e a aeronave quase volta à terra, fazendo cumprir a lei da gravidade. O piloto, entretanto, foi um herói e conseguiu fechar a abertura de saída, virando-se para trás. Não precisa dizer que levei um carão a duas vozes e que somente o comandante ficou calado como um coco, perplexo com a ocorrência, única, penso eu, em tantas horas de vôo. Fiquei inteiramente molhado, porque chovia muito e o aguaceiro dos ares entrou no teco-teco, lavando o avião e dando banho nos ocupantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.uniaero.net/novo/images/stories/img_0003.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="150" src="http://www.uniaero.net/novo/images/stories/img_0003.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quando, afinal, chegamos ao antigo aeroporto do Encanta-Moça, a minha mãe rasgou a meia na descida, na asa da aeronave. Reclamou, de pronto, contabilizando a perda do adereço feminino, queixando-se do fio arrancado, que inutilizava, pois, a peça, de cujo preço igualmente se queixava. O meu pai retrucou, de logo: “Depois do que se passou, você vem reclamar da meia?” E eu, ator e autor da façanha, terminei perturbado com tudo, com a proximidade do acidente e até da morte – nem sabia direito o que era a morte! – e a meia. Acho que a inquietação de minha mãe me deixou mais preocupado que a porta do avião. Assim, no interior do Brasília em que viajei e onde recebi da comissária a missão de atender à emergência, lembrei-me de tudo isso e contei ao companheiro de poltrona, rindo do meu encargo naquela hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E o tempo passou. Essas coisas ficaram apenas na lembrança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) Uma crônica antiga - será que eu não sei mais escrever -, do tempo em que estava na administração da Universidade e precisei viajar a Fernando de Noronha. Leia o texto o amigo leitor e comente o fato no espaço mesmo do Blog ou o faça para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; ou ainda para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-1673244458868758021?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/1673244458868758021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/02/porta-do-aviao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/1673244458868758021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/1673244458868758021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/02/porta-do-aviao.html' title='A Porta do Avião'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vyef9NpJKmc/S83kt6IZ5mI/AAAAAAAAAFw/okw2hf8hpJQ/s72-c/imgs_10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4906870704310373352</id><published>2011-01-31T09:28:00.001-03:00</published><updated>2011-02-01T08:21:39.409-03:00</updated><title type='text'>O Pranto da Caatinga</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_s-xHqEMfZWQ/TAGEY_hBL1I/AAAAAAAAAnA/e9AMNX6QwAE/s1600/Porteira+II.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_s-xHqEMfZWQ/TAGEY_hBL1I/AAAAAAAAAnA/e9AMNX6QwAE/s200/Porteira+II.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O homem de estático semblante, sem a dinâmica que os traços da&amp;nbsp; face oferecem, recostado à porteira, como se fosse possível ao inteiramente inerte suportar o peso dos vivos, mesmo que os vivos sejam quase mortos, assistia ao drama que a terra passava. As plantas e os bichos em prolongada agonia da fome e da sede, a tombarem nos sertões sob os acordes mais do que fúnebres da seca desoladora. Do lado de fora da cerca uma grande árvore de galhos desfolhados parecia abrir os braços em súplicas dos horrores, clamando por água que pudesse sanar a secura das raízes ou sarar as feridas do calor abrasante. Sob o vegetal, morreu a vaca malhada, de couro branco e manchas negras que desenhavam o mapa de todas as desditas. E o predador dos céus, de um preto muito preto, um desses com a marca da realeza no encarnado da cabeça, desceu para cumprir o desiderato da hora: limpar o mundo das podridões e das carniças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/1619_seca/3164245_060315somaliariver.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="143" s5="true" src="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/1619_seca/3164245_060315somaliariver.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Rios que secaram e inúteis barreiros, leitos expostos aos ares do nada, infeliz momento da natureza chorando o pranto seco da caatinga, sem lágrimas! A mulher morena, de pele curtida, segurava nas mãos os filhos que tinha! Crianças tristonhas, de semblantes parados, olhando o infinito das coisas em busca de um sinal que fosse, de nuvens chegando. Nada para ver e nada para olhar! O caçador que armou a espingarda com a pólvora e o chumbo não encontrou a caça do dia e de volta pra casa, com o vazio no bornal, fez a mãe de sua prole cozer a palma endurecida e amarelada de antigo plantio. O mandacaru na panela deixou-se virar em baba, imitando a quiabada bem cuidada, alimentou a família e sufocou o grito enorme dos estômagos em contrações do oco. Há muito não se tem por cá, nessas bandas do Sertão, Canidé acima e Canidé abaixo, comida de gente que mate a fome. E na mesa do almoço, o menino de olhar pidão fitava o prato, absorto! O homem, então, sofre a metamorfose de sua natureza e em bicho se transforma!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kCjzbKA6NnM/SLaG9nz3-MI/AAAAAAAAAC8/qL7u4nklYkY/s400/portoalegremelhor1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_kCjzbKA6NnM/SLaG9nz3-MI/AAAAAAAAAC8/qL7u4nklYkY/s200/portoalegremelhor1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O cavalo mais que esquálido, de costelas à mostra e de pernas cambaleantes, passou à frente do carro, atravessando lentamente a rodovia, buscando, na verdade, um lugar no qual pudesse expirar definitivamente. Entregar-se ao destino cruel do tempo e da hora! Ao longe, a égua e o seu filhote procuram na terra um resto de relva, do verde viçoso de um antes de esperanças nascentes, mas é a palha do chão que engana o herbívoro animal, adulto e velho, de cujas tetas não goteja mais o branco do leite. Resistem os carneiros, o bode e a cabra, mesmo que magros, sem a lã das friorentas paragens e de pêlos quebradiços, indeléveis marcas das secas vividas, da água faltando e do capim rareando. Se agrupam e o rebanho segue, investindo aqui e ali na amarelada penugem que ainda resta no solo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GMPPj7N39ug/SyZpWOxtWjI/AAAAAAAAAcg/XMV4gRl9amg/s400/pedra_rolada+calibre3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="159" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_GMPPj7N39ug/SyZpWOxtWjI/AAAAAAAAAcg/XMV4gRl9amg/s200/pedra_rolada+calibre3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Comem até pedra, explica o moço, justificando o pouco de vida na paisagem desgraçada dos sertões esturricados. O Velho Chico, porém, nas proximidades daquela secura, corre caudaloso e fértil, traz nas águas o húmus que faz a terra parir comida para alimentar a gente e o gado, para nutrir o homem trabalhador e o bicho pachorrento, a vaca e o boi, mas também a galinha poedeira e o peru de roda. Se à força da bomba a água sai e vai regar o roçado, cresce o quiabo e&amp;nbsp;o milho brota, o feijão desabrocha e a mandioca mergulha nas intimidades do telúrico, a cebola ganha peso, cheiro e cor para temperar na cozinha a costela ou a cabidela, a buchada ou a dobradinha, o sarapatel de sangue pisado ou o fígado reluzente do criatório de casa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.opovo.com.br/concursos/files/2009/10/CHESF.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" s5="true" src="http://blog.opovo.com.br/concursos/files/2009/10/CHESF.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não é à toa que as experiências da CHESF mostram a valia da irrigação, complementando a geração de energia, dando à criatura a completude do humano. Engenheiros humanizados, inquietos com a natureza, insatisfeitos com a dignidade do homem das desprezadas margens do grande rio. Gerentes dos convívios, das vivências e das convivências tupiniquins!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5MEiSR4pGxM/RzcwiBBqw_I/AAAAAAAAAIo/LCLqIQkAAUc/s400/4895.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MEiSR4pGxM/RzcwiBBqw_I/AAAAAAAAAIo/LCLqIQkAAUc/s200/4895.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eis o pranto da caatinga, que é o choro dos sertões, que vi e que ouvi em minha viagem a Xingó! E ainda há quem fale desse Nordeste sofrido, de tantas mazelas e de tantos horrores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Crônica de uma viagem a Xingó. Um diário da paisagem e da gente simples nos caminhos de Canidé. Visões que tive de uma seca enorme, contrastando com a fartura das margens do rio São Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comente o leitor aqui mesmo no espaço do Blog ou o faça para &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; ou ainda para &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt; A crônica é também publicada sempre pelo Jornal da Besta Fubana, em cujo espaço pode o leitor igualmente comentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crônica vai oferecida ao meu ilustre colega Juracy Nunes, autor de Sangria de Risco, uma visão do sertanejo e&amp;nbsp;ambientalista, habitante dos sertões esturricados.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4906870704310373352?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4906870704310373352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/o-pranto-da-caatinga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4906870704310373352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4906870704310373352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/o-pranto-da-caatinga.html' title='O Pranto da Caatinga'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_s-xHqEMfZWQ/TAGEY_hBL1I/AAAAAAAAAnA/e9AMNX6QwAE/s72-c/Porteira+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4109711540199519216</id><published>2011-01-24T16:29:00.000-03:00</published><updated>2011-01-24T16:29:44.020-03:00</updated><title type='text'>A Parição da Tarde</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_irpoWuETRdQ/TLuez9B89QI/AAAAAAAAAtU/nVOYkLqEla0/s1600/janela.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_irpoWuETRdQ/TLuez9B89QI/AAAAAAAAAtU/nVOYkLqEla0/s200/janela.jpg" width="146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bucólica manhã esta, a de um domingo qualquer, em tudo tropical. Ruas desertas de gente, sossegadas e silentes, como se o descanso se estendesse, também, ao inanimado urbano ou como se a brutalidade do concreto vergasse diante do bem maior: o dia consagrado ao Senhor. Sentado em cadeira branca, de plástico, sobre a laje de entrada da construção, o operário olha a avenida, preenche o tempo do ócio da prática que exercita, a de vigiar a massa de pedra e cal que ajudou a erguer, reunindo apartamentos nos quais hão de morar os remediados da sorte e os burgueses empedernidos. Durante a semana, vai sentando tijolo sobre tijolo, depois, reveste, com a massa fina e bem cuidada, parede por parede, sabendo que jamais poderá ser acolhido ali, naqueles cômodos. Estará condenado, sempre, às periferias insalubres ou aos distantes e sofridos rincões rurais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.eb1-n1-sines.rcts.pt/eb1/comenius/imagens/iill.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" s5="true" src="http://www.eb1-n1-sines.rcts.pt/eb1/comenius/imagens/iill.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O casal de idosos que chegou foi visitar uma das unidades, o chamado apartamento decorado, nunca inteiramente pronto. O operário levantou-se de sua tediosa pousada e acompanhou a dupla, passo por passo, com a lentidão da velhice. A boa idade, dizem alguns, escondendo as perdas, a falência do viço e a morte da beleza. O homem usava uma bengala para se apoiar, resgatando histórias ou estórias da infância, adivinhações da tia velha: O que é? O que é? De manhã anda de quatro! À tarde anda de dois! E à noite anda de três! A meninada já sabia, de cor e salteado, que era forma metafórica que a tia Deolinda aprendera para representar a criatura e as suas fases de vida, o engatinhar e a maturidade, em seguida a débâcle. Mulher sofrida, nunca casara e vitalina assim, como ficara, guardava nas lembranças a imagem do noivo morto na guerra. Na guerra? Sim, sempre guerra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3486/3951655611_4dbe168167.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="153" s5="true" src="http://farm4.static.flickr.com/3486/3951655611_4dbe168167.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sanhaçus voaram de uma árvore à outra, a fêmea à frente, como cabe ser e o macho atrás, na protetora atitude. Pareciam bólidos da paz, tal a velocidade que alcançaram e tal o formato de corpo que assumiram. Duas flechas, quase, que sob os acordes matinais singraram os ares da rua. Do outro lado, pousaram e à sonoridade aguda de uma musicalidade sem par, ensaiavam o corruchiar das proximidades, formas carinhosas de seduzir que os homens perderam, por certo. Ninguém passa mais anos e anos andando de mãos dadas, roubando um beijo aqui e outro acolá, alhures também! Agora, é diferente: “fica-se”. E ninguém sabe direito o que é isso, sendo natural imaginar que não se trata de amor e que não pode ser paixão desesperada, que inquieta por algum tempo! Dantes, esses contactos demoravam anos para a completude. Era melhor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/R97vAKcLDfI/AAAAAAAAB_8/P-_2LDE4A1c/S1600-R/Editado+-+Radio+Mitschubisch+1963.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/R97vAKcLDfI/AAAAAAAAB_8/P-_2LDE4A1c/S1600-R/Editado+-+Radio+Mitschubisch+1963.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o operário voltou a seu canto, trouxe um papel branco e abriu com todo o cuidado, leu e releu, entendeu, certamente. Ligou o radinho de pilha e sintonizou na emissora que transmitia uma toada das saudades. Seria uma carta de quem ficou pra trás? Largada nos caminhos? Talvez! Essas manifestações do espírito, que no passado preenchiam os claros das aproximações, estão fadadas a desaparecerem, o computador e a rede vão condenando a forma epistolar de se expressar à simplicidade dos e-mails. Não se gasta mais tinta com declarações, pior com as rupturas. Fica-se e deixa-se, nada mais! Os namoros são virtuais, permitem às fantasias enfeitarem a imaginação alheia com adornos ou contornos que não existem, quando a realidade chega, tudo muda e a vida cai no cotidiano repetitivo de todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.elo7.com/spt/colete-rustico-mostarda-DEB11.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://www.elo7.com/spt/colete-rustico-mostarda-DEB11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na moradia ao lado, a senhora está só. Mesmo assim, vestiu-se com uma blusa da cor da mostarda e uma saia preta, bem preta. Ficou bonita! Arrumada, como estava, desceu os andares e tomou o carro, saiu a passeio. Onde estará o companheiro? Difícil responder! Brigaram? Desentenderam-se? Viajou? Ninguém sabe! Ninguém viu! Mas, voltou logo. Já saiu contando as horas, ao que parece, diria Gonzaga, se vivo estivesse e se por cá viesse. Está um pouco mais gorda que o habitual, nos braços, sobretudo. Há vinte anos se poderia dizer que vive a felicidade a dois, mas hoje, infelizmente, os enlevos d’alma estão reservados às magras, caquéticas e mal nutridas figuras. O diabo é quem gosta! Trocou de roupa e sumiu, foi dormir. Agora, só vai aparecer à janela quando a noite chegar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a manhã se esvaiu, pariu a tarde!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4109711540199519216?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4109711540199519216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/paricao-da-tarde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4109711540199519216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4109711540199519216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/paricao-da-tarde.html' title='A Parição da Tarde'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_irpoWuETRdQ/TLuez9B89QI/AAAAAAAAAtU/nVOYkLqEla0/s72-c/janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4827967070094847366</id><published>2011-01-17T07:40:00.001-03:00</published><updated>2011-01-18T11:05:05.191-03:00</updated><title type='text'>O Mata-Borrão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://fernandomachado.blog.br/wp-content/uploads/2010/06/josefina-aguiar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://fernandomachado.blog.br/wp-content/uploads/2010/06/josefina-aguiar.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses meus sábados ou nesses meus domingos, imperceptíveis, quase, tal a atribulação do meu cotidiano, faço questão de aproveitar a emergência da inspiração e vou transbordando o coração assim, escrevendo. Há tempo para tudo, está escrito, também, para que a alma seja tomada pelas saudades ou pelas lembranças nostálgicas e tempo para que o espírito se encha de satisfação e plenitude. Como há momentos de quedas do humor e outros, de elevação desses sentimentos! Agora, com um computador novo, ganho de presente, da consorte – Com sorte, sempre! Graças a Deus! –, tenho condições diferenciadas para o meu processo, mais do que simples, de criar o texto, pois que ouvindo Josefina Aguiar e Henrique Annes, antecipando os grandes da música universal, Mozart e Tchaikovsky ou Beethoven e Chopin, vou sendo invadido por essa sensação de paz interior, com a sonoridade dos meus conterrâneos ou com os acordes do inteiramente clássico.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/248597post_foto.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" n4="true" src="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/248597post_foto.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, quem como eu fez uso da velha pena, que molhada no tinteiro a intervalos regulares permitia transferir para o papel o pensamento, é muito diferente sentar diante do monitor e observar as letras se juntando em abraços fraternais, formando palavras, as quais se reúnem nas frases e vão dando gosto ao período. Dantes, quando era menino e usava calças curtas, saía de casa para a escola com a minha caneta &lt;em&gt;Compactor&lt;/em&gt; e o meu frasco de tinta, da marca &lt;em&gt;Parker&lt;/em&gt; e de qualidade Azul Real Lavável! Mas, fiquei maior e na idade de rapaz cheguei, como todos os meus companheiros e não esqueceram os meus pais da lembrança que fazia crescer, também, no reconhecimento dos colegas, por isso me deram uma &lt;em&gt;Parker&lt;/em&gt; &lt;em&gt;51&lt;/em&gt;, de cor azul, com a tampa dourada. Usei por anos a fio e tinha a satisfação de dizer a toda a gente que nunca escarrapichou. Há quem saiba mais que verbo é esse? Nem o computador aceita de bom grado a grafia. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://colunistas.ig.com.br/curioso/files/2009/05/maquina-de-escrever.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" n4="true" src="http://colunistas.ig.com.br/curioso/files/2009/05/maquina-de-escrever.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se tudo está mudado, mesmo, na pós-modernidade do tempo, a máquina de escrever desapareceu do habitual das coisas e só as delegacias de polícia resistem à antigüidade do velho equipamento. Era um sacrifício datilografar, diretamente, as minhas crônicas, nem, sempre agradáveis ao leitor, para quem transmito as minhas dores e os meus ardores, os meus amores, igualmente, muitas vezes de maneira tão enrustida, que só os de casa ou aqueles de meus convívios compreendem! Sempre usei os dedos todos das duas mãos em meus trabalhos, pois que na década de 1960, nos inícios desses doces anos, quase tirei o diploma de datilógrafo, para me garantir, dizia meu pai, e trabalhar no comércio, se preciso fosse! Se errasse, todavia, era um problema e a borracha de duas cores – azul e vermelha – entrava em cena, apagando o vocábulo e permitindo a nova escrita, mas ficava tudo borrado, sujo, verdadeiramente.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://virtualempreendedor.com/loja/images/CANETA_BIC_CRISTAL__73967_zoom%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="183" n4="true" src="http://virtualempreendedor.com/loja/images/CANETA_BIC_CRISTAL__73967_zoom%5B1%5D.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um belo dia – já contei isso por aqui –, a minha mãe comunicou a todos, na hora do jantar, que tinha visto uma caneta nova, diferente, sobretudo, e trocando o nome, chamou de “Caneta Estereográfica”, cuja característica mais importante, explicou, em alto e bom tom, era a de não exigir o tinteiro e a de não esvaziar nunca, senão de uma vez só. Uma beleza! E de pronto, todo mundo no Recife adotou a invenção, com o efeito colateral de ter o bolso, quase sempre, completamente molhado pela tinta da novidade emergente. Eram rodas azuis na camisa de muitos pelas ruas, apontando o defeito dos começos, o vazamento comum desses apetrechos que chegavam. As marcas populares ganharam fama e ainda hoje a &lt;em&gt;Bic&lt;/em&gt; anda por aí, mostrando a cor azul-escuro da tampa e o transparente do corpo. Rabisca o bom e o ruim, risca os discursos da elite e faz o jogo do bicho, aposta no carneiro e termina dando touro, converte ente e promove a descrença. É paradoxal, então! &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://spa.fotolog.com.br/photo/42/7/56/luiz_o/1263627036760_f.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="110" n4="true" src="http://spa.fotolog.com.br/photo/42/7/56/luiz_o/1263627036760_f.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mata-borrão? Há quem se lembre disso? Só os mais velhos. É que depois da frase escrita, havia a necessidade de secar a tinta, de enxugar os excessos e para tanto funcionava o então conhecido papel de natureza porosa, com o poder de sugar os excedentes da mancha gráfica daqueles antanhos. Eram promocionais, inclusive, porque veiculavam propagandas, de remédios, por exemplo. Estas, distribuídas aos médicos, como ao meu tio Hênio, de Campina Grande, faziam a mídia da época. E ele trazia em boa quantidade para nós outros, para o meu pai e para mim, para os meus irmãos e para a minha tia velha, que fazia de suas cartas a forma de resgate dos pretéritos perdidos em terras potiguares. Em casa havia uma peça de madeira bem cuidada, na qualse colocava o mata-borrão, propriamente, fixando-se fortemente e assim era possível usar de maneira mais ampla, no texto por inteiro, quase!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ivhXiBEYTRU/TNILWAs_E-I/AAAAAAAAAQ8/9u9RoD1sXjQ/s1600/virus-de-computador%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ivhXiBEYTRU/TNILWAs_E-I/AAAAAAAAAQ8/9u9RoD1sXjQ/s200/virus-de-computador%5B1%5D.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso passou! O tempo mudou ou mudaram os homens? E agora, a máquina substitui a criatura, despreza a pena e aposenta a caneta, vai dispensando o papel e diminuindo as distâncias, dando ao penitente do hoje condições de acessar o mundo inteirinho, da baixaria à nobreza, da pornografia descuidada aos textos da ciência. E viva a pátria, o computador e os avanços! Mas, viva, sobretudo, o mata-borrão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(*) - Um texto escrito há muitos anos atrás, lembrando peças de meu tempo de rapaz,&amp;nbsp;relíquias hoje nas feiras de antiguidades. Este Blog é retransmitido pelo jornal virtual A Besta Fubana. O leitor comente essas linhas no espaço mesmo do Blog ou para &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; ou ainda &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4827967070094847366?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4827967070094847366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/o-mata-borrao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4827967070094847366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4827967070094847366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/o-mata-borrao.html' title='O Mata-Borrão'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ivhXiBEYTRU/TNILWAs_E-I/AAAAAAAAAQ8/9u9RoD1sXjQ/s72-c/virus-de-computador%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-8961074291125455558</id><published>2011-01-10T08:39:00.002-03:00</published><updated>2011-01-10T10:40:52.089-03:00</updated><title type='text'>A Mulher Barroca</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZkAsWfdkICY/R1E2mBhgnYI/AAAAAAAAA0w/SVWfgKLZavg/s400/Leda-And-The-Swan.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ZkAsWfdkICY/R1E2mBhgnYI/AAAAAAAAA0w/SVWfgKLZavg/s200/Leda-And-The-Swan.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu ando amedrontado com a onda de mulheres magras no mundo. Não que goste de gordura. Não que simpatize com as mulheres enormes que vejo nas ruas; sem cintura e sem contorno. Figuras horrendas, com seios enormes e quadris que podem conduzir o penitente sentado, facilmente. Sou nascido e criado nos anos das grandes valsas, por isso adoro figuras femininas com algumas gramas a mais, se bem que com o desenho de mulher presente no corpo. Mesmo que haja celulite e mesmo que existam estrias adornando a pele. São figurantes que bem poderiam estar nos grandes museus da Europa, perpetuadas pela pintura. Aliás, sou de opinião que toda e qualquer criatura com traços barrocos deve ser eternizada, para que possa ser admirada pelos anos a fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LWo2D-kWKHg/TMxkRBkRogI/AAAAAAAAW4I/1RPcjbGktck/s1600/estrias-receita-caseira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_LWo2D-kWKHg/TMxkRBkRogI/AAAAAAAAW4I/1RPcjbGktck/s200/estrias-receita-caseira.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Costumo guardar com todo respeito o mandamento: “Não desejar a mulher do próximo.”. Faço isso com a ressalva compreensível de não se tratar de traço barroco na silueta. Certa vez, estando a convite numa residência, fiquei estupefato quando a dona da casa vestiu a roupa de banho e aproximou-se da piscina com um enorme culote à mostra. Amigo meu, sentado a meu lado, reclamou: “Rapaz! Tira olho! Pelo menos olha discretamente!”. Expliquei que não era possível, tinham batido no meu ponto fraco: o culote feminino. E contei a ele que tinha esse trauma infantil, porque tivera uma babá, nascida nos agrestes esturricados, com grandes volumes na raiz das coxas. Disse-lhe, inclusive, que a palavra coxa era um vocábulo pronunciado com muito respeito, pois a suplicante as tinha em grande volume. E o trauma persiste!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No meu tempo – justiça se faça – as mulheres eram gordas, mas tinham o desenho de violão à vista de toda gente. Assim eram as albacoras! Mas, ninguém esquece de Marinete, figura enorme, de grande e volumoso quadril, com coxas de deixar qualquer um embasbacado. Tinha um defeito, era coberta de pelos, das pernas às coxas, um pretume que só vendo. Mas era uma figurante séria, de cara fechada – sabia seu valor –, dando bola, apenas, a quem tivesse lambreta. Não queria conversa com homem sem a motocicleta da moda e muito menos a gente com chave de carro importado, difícil à época. Conhecia seu lugar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://amadeo.blog.com/repository/00/01/19/43/1194333/3979537.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" n4="true" src="http://amadeo.blog.com/repository/00/01/19/43/1194333/3979537.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A mesma coisa de diga de Maria de Camocim, mulher arabizada, como aquelas dos encantos de Gilberto Freyre. Criatura em tudo protundente; portadora dos seios mais bonitos que a natureza já viu e de quadril espetacular. Foi ela que se perdeu – ou se achou – com um primo, em viagem que fizeram juntos a Caruaru, trazendo a tiracolo um menor, que cuidava em segurar a vela. Perdida, não foi mais aceita em casa e veio para o Recife, empregando-se em minha casa, para deleite da rapaziada e aperreio de minha mãe. Depois trouxe a irmã, Rita, séria e calada, fechada e inflexível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Difícil é esquecer Virgínia dos Palmares, negra da cor e de glúteos que homenageavam a mãe África, tal o volume sob o vestido de chita amarrotado. Tinha se perdido na bagaceira com homem branco e traiçoeiro, desses que não assume o que faz e não cumpre a palavra. Nem filho tivera, mas o pai, na severidade do tempo, a mandou de casa pra fora. Fosse fazer a vida por ai e ela foi bater – era o mesmo destino sempre – no portão de minha casa, pedindo emprego. Entre, minha filha, se acomode, disse minha avó, habituada com as coisas do mato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.quelquechose.blogger.com.br/three_graces.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://www.quelquechose.blogger.com.br/three_graces.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fui rapaz de ter muitas namoradas para a época. Mas, de uma coisa fique certo o leitor: só arranjei mulher de traço barroco. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A crônica é de hábito publicada também no Jornal Besta Fubana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-8961074291125455558?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/8961074291125455558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/mulher-barroca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8961074291125455558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/8961074291125455558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/mulher-barroca.html' title='A Mulher Barroca'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ZkAsWfdkICY/R1E2mBhgnYI/AAAAAAAAA0w/SVWfgKLZavg/s72-c/Leda-And-The-Swan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3101982103870129018</id><published>2011-01-02T16:29:00.002-03:00</published><updated>2011-01-02T16:38:00.810-03:00</updated><title type='text'>Ano Novo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.voluntariosemacao.org.br/files/vacina%20idosos" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="175" n4="true" src="http://www.voluntariosemacao.org.br/files/vacina%20idosos" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os que estão na minha faixa de idade têm muitas histórias para contar e muita conversa para fiar, neste ano que chega, vencida a primeira década do milênio. E ninguém imaginava chegar tão&amp;nbsp;longe na vida.&amp;nbsp;É que sou nascido na efervescência da Segunda Guerra Mundial e criado no pós-guerra. Assim, pude assistir de camarote ao desenvolvimento todo da ciência e pude participar das grandes mudanças que sofreram os hábitos e os costumes. Sou do tempo da rádio AM, dos telefones funcionando com quatro números, das ligações para Boa Viagem intermediadas pela telefonista e das radiolas enormes tocando os velhos&amp;nbsp;discos &lt;em&gt;long-play, &lt;/em&gt;os quais voltam a cair no gosto dos mais velhos. Ou sou do tempo das cadeiras na calçada, das avós gordas e de longos cabelos, cegas ou quase cegas, com catarata e glaucoma. Ou ainda, dos colégios masculinos isolados dos femininos, da farda caqui e da gravata azul, dos alunos do Nóbrega brigando com os do Marista ou aqueles do Salesiano.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.portallos.com.br/wp-content/uploads/2009/07/zc02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://www.portallos.com.br/wp-content/uploads/2009/07/zc02.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o fim de ano chegava e as férias começavam – três meses de desespero para os pais –, pela manhã havia uma pelada jogada na rua, com bola de borracha ou de meia e à tarde outro futebol, no chão de terra batida da rua Padre Miguelinho ou se armavam os alçapões, um desses de rede, para aprisionar canários abarrancados do Parque 13 de Maio. À noite, a roupa bem passada, calça de mescla e camisa de &lt;em&gt;buclê&lt;/em&gt;, tempos depois o &lt;em&gt;nycron&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;helanca&lt;/em&gt;. E os intermináveis passeios na Festa da Mocidade, sem respeitar as severas determinações paternas: “Tudo! Menos o teatro de rebolado! Tenho escrito no jornal artigos de condenação a essa prática, que atenta os costumes!” Assistíamos a tudo, aos ensaios e às apresentações da&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mulherada de Walter Pinto, todas bem compostas, se comparadas às de hoje. Às vezes, uma fé no jogo de azar, às escondidas do Marcha–Lenta, o cabo responsável pela segurança do lugar. Muito raramente, uma dose de &lt;em&gt;Cinzano&lt;/em&gt; para animar.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_M3wXgAQm9Mc/TRVNN61JSRI/AAAAAAAAADc/4HU19eCvomU/s1600/Galo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_M3wXgAQm9Mc/TRVNN61JSRI/AAAAAAAAADc/4HU19eCvomU/s200/Galo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na noite do Natal, a Missa do Galo era parada obrigatória no mundano das coisas. Prestava-se mais atenção às meninas, de véu à cabeça na pureza do branco, que ao cura celebrante. Alguns dos penitentes, mais precoces que os outros, enlaçavam as namoradas e sussurravam juras deixadas nos ares. À hora do ritual, a confissão antecedia o ato de comungar e ao padre se dizia, aos cochichos, os pecados todos do ano, firmando-se o compromisso de nunca mais falhar. Passava-se uma semana, sempre, evitando os pensamentos, as palavras e as obras, mais os pensamentos que as palavras e mais as palavras que as obras. Vencida essa carência, repetia-se tudo, da mesma forma. E de culpa em culpa a rapaziada juntava remorsos e aguardava a próxima vez, para revelar aos santos ouvidos as malícias de todos os dias. Certo sacerdote dormia a sono solto no momento da escuta e se contava tudo e um pouco mais. Haviaquem confessasse os próprios pecados e os dos outros, dos amigos ou dos colegas! Houve quem aproveitando a oportunidade já sussurrasse as faltas futuras, merecendo o perdão antecipado.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.galocego.com.br/wp-content/uploads/2010/06/peru.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="154" n4="true" src="http://www.galocego.com.br/wp-content/uploads/2010/06/peru.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando chegava o dia de Ano Bom, era uma festa na casa de toda gente. O peru, cevado às custas de um pirão bem cuidado, empurrado de goela abaixo aos bolões, morto às vésperas, depois de ter sido anestesiado com aguardente da venda da esquina, sofria o necessário cozimento em panela apropriada, sob tempero das avós, especialistas naqueles tempos em aves e noutros acepipes. Preparava-se a mesa e autorizava-se a champanhe, mesmo aos meninos, impedidos pela idade de acesso a qualquer líquido alcoólico. Nas proximidades da meia-noite as luzes eram acesas, pois que se uma única restasse desligada seria de mal agouro, para o dono da casa, sobretudo. O Dr. F. Pessoa de Queiroz pronunciava seu discurso e o relógio tocava as doze badaladas, anunciando a mudança do calendário. Nos postes da iluminação pública, de ferro fundido naquele sanos, a molecada batia forte e o barulho do metal contra o metal estimulava os abraços. Feliz Ano Novo, diziam todos! Não se imaginava que assistir o passar do século! E ninguém deu atenção às histórias das avós, sobre igual passagem noutros pretéritos! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.qflautas.com.br/images/passaros/p_pintassilgo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://www.qflautas.com.br/images/passaros/p_pintassilgo.jpg" width="171" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E saleta - havia esse cômodo outrora&amp;nbsp;- o pintassilgo despertava, com o movimento da casa e a claridade da luz. Daqueles acordes maviosos nunca esqueci. Ainda ouço o cantar belíssimo da ave.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) - Uma crônica adaptada de outra escrita ao tempo da passagem do século e do milênio. Comente o leitor se desejar, no espaço mesmo do Blog ou escreva para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; Ou ainda acesse o Jorna da Besta Fubana que faz o grande obséquio de publicar a crônica. Bons anos a todos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3101982103870129018?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3101982103870129018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/ano-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3101982103870129018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3101982103870129018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2011/01/ano-novo.html' title='Ano Novo'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M3wXgAQm9Mc/TRVNN61JSRI/AAAAAAAAADc/4HU19eCvomU/s72-c/Galo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-2494410836390064063</id><published>2010-12-29T09:56:00.000-03:00</published><updated>2010-12-29T09:56:55.208-03:00</updated><title type='text'>O Velho Faceta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/RxCwDrkzqxI/AAAAAAAAABM/yByc5JVdN7c/s200/Festa-da-Mocidade---Revista-de-Rebolados.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/RxCwDrkzqxI/AAAAAAAAABM/yByc5JVdN7c/s200/Festa-da-Mocidade---Revista-de-Rebolados.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava daquele fuzuê, daquele passeio acima e abaixo nesse período do ano, isto é, no intervalo entre o Natal e a noite de Ano Bom. Era a fase melhor da Festa, dizia Fernando, sempre acompanhado por um número grande de amigos. Saíra naquela noite vestido a caráter, usava a calça azul de mescla, cozida pelas mãos de D. Deda, presente de sua mãe e a camisa de linho branca, que não coubera em seu tio de São Paulo e o pai também não quisera usar. O sapato, já se sabe, era um calçado de pano, da marca “Rainha”, de cor bege, precocemente herdado do Dr. Novelino. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images.nitrosell.com/product_images/1/79/cinzano%20rosso.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://images.nitrosell.com/product_images/1/79/cinzano%20rosso.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passava de barraca em barraca, olhava uma aqui e outra ali, fez uma fé no burro e perdeu, outra na borboleta e também perdeu. Parou no quiosque das bebidas e pediu um vermute. Nem sabia direito da marca, sequer da bebida, mas bancando o desenrolado, o sabichão, verbalizou: “Qualquer marca!”. Deram-lhe um copo com uma porção de Cinzano. Bebeu de uma vez, quase. Saiu e foi bater perna, encontrou nas veredas do velho parque onde funcionava a festa, a negra Gelda. Como vai Fernando? -disse a mulher. Nada respondeu! Não valia à pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v9n23/v9n23a04f1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" n4="true" src="http://www.scielo.br/img/revistas/ea/v9n23/v9n23a04f1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na tarde daquele dia encontrara com Silvana, mocinha vinda dos sertões esturricados que estava no Recife para o mês de férias, andando pela avenida Visconde de Suassuna, pra cima e pra baixo, matando o tempo do ócio. Encontrou com ela e passou a fiar conversa. Falou e escutou, ouviu o rapaz contar que ia fazer medicina e tomou coragem para perguntar: “Que moça é aquela que você anda de mãos dadas na Festa da Mocidade?”. Ora, minha querida, disse o moço, trata-se de uma prima do interior muito tímida, mas muito tímida, que eu preciso passear com ela assim, de mãos dadas! &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.onordeste.com/administrador/personalidades/imagemPersonalidade/687cb1c1b69ad77ab4ab0b34a7ea61b1791.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://www.onordeste.com/administrador/personalidades/imagemPersonalidade/687cb1c1b69ad77ab4ab0b34a7ea61b1791.jpg" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ficou nisso, nem foi pra frente nem pra trás, e da moça não se tem noticias; notícia não se tem também de “boca de caçapa”, de quem se sabe, apenas, que viajou para os Estados Unidos, onde já estava seu irmão mais velho, Ednaldo de prenome. Mas, nessas idas e vindas pelas alamedas da Festa, Fernando deu por conta da hora. Eram 23:30h, exatamente o momento em que deveria regressar e passar o Ano com a família. Assim o fez, tomou o caminho da volta, mas com a promessa firme de voltar para assistir ao Pastoril do velho Faceta.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://osabordaspalavras2.blogs.sapo.pt/arquivo/galinhas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" n4="true" src="http://osabordaspalavras2.blogs.sapo.pt/arquivo/galinhas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim foi, depois do romper de mais um ano, com direito a foguetório e às pancadas no velho poste de ferro, Fernando voltou no mesmo pé à Festa da Mocidade e tomou lugar diante das meninas do velho Faceta. E no meio da dança o desbocado senhor abria a boca a cantar: “Eu passeei com minha amada/Peguei na boquinha dela...”. E o refrão vinha de logo: “É mais em baixo, meu velho, é mais em baixo...”. A turba vibrava e logo começavam os pagamentos para que dançasse a Diana, a Mestra, a Contramestra e as outras pastoras. Tinha menino que vibrava com o rebolado da Diana. Mulher de coxas grossas, de ancas largas e de seios fartos. Era tudo que a rapaziada queria na cama de casa. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_d3EW59RNZW0/Rp-OlTHpUnI/AAAAAAAAAX8/Xp9gvfk0D4U/s320/Confissao.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_d3EW59RNZW0/Rp-OlTHpUnI/AAAAAAAAAX8/Xp9gvfk0D4U/s200/Confissao.gif" width="188" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois cabia ao cura da paróquia o perdão dos pecados. E haja pecado pra contar e ser ouvido! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-2494410836390064063?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/2494410836390064063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/12/o-velho-faceta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/2494410836390064063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/2494410836390064063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/12/o-velho-faceta.html' title='O Velho Faceta'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/RxCwDrkzqxI/AAAAAAAAABM/yByc5JVdN7c/s72-c/Festa-da-Mocidade---Revista-de-Rebolados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4254915319834095247</id><published>2010-12-24T08:05:00.001-03:00</published><updated>2010-12-24T10:54:24.324-03:00</updated><title type='text'>O Natal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://commondatastorage.googleapis.com/static.panoramio.com/photos/original/14321006.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" n4="true" src="http://commondatastorage.googleapis.com/static.panoramio.com/photos/original/14321006.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;cordei hoje ouvindo o trinar distante de um pássaro qualquer. Prestei bem atenção aos acordes e não identifiquei a espécie. Será um passarinho preso na gaiola, evocando a fêmea que ficou pra trás? Por certo que sim! Ou será um exemplar exótico trazido pra cá pelas mãos quase sempre cuidadosas de um exilado dos anos, como eu, que de minha cadeira ouço a melodia com os ouvidos da saudade? As duas opções talvez. Não conheço o trinar porque o exemplar é exótico, estranho aos meus ouvidos e aos ouvidos de todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tlzRN2Bwnvs/SPozmlzBzpI/AAAAAAAAAXM/wBTpyfwyxiY/s400/Bem-Te-Vi.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_tlzRN2Bwnvs/SPozmlzBzpI/AAAAAAAAAXM/wBTpyfwyxiY/s200/Bem-Te-Vi.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;as, logo depois, antes que o sol nascesse de todo, um bem-te-vi cantava a melodia que tão bem conheço: “bem-te-vi; bem-te-vi; bem-te-vi”. Eu estava sentado no meu canto e para mim a sonoridade tinha uma interpretação diferente: “é Natal!; é Natal!; é Natal!”. Ao fundo cantava um sabiá, dando o fundo musical ao anúncio do bem-te-vi. Era um sabiá-gonga, penso eu, desses que aparecem ainda no parque da Jaqueira, saudando os passantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8xh5odSm-5M/S9JA51tmdyI/AAAAAAAAA0k/w6bGtHSoRdI/s1600/computador.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_8xh5odSm-5M/S9JA51tmdyI/AAAAAAAAA0k/w6bGtHSoRdI/s200/computador.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; ao chegar na mesa dos meus escritos lá estava um e-mail de Harumi Royama, essa japonesa pernambucanizada, capaz de escrever em português fluente e suficientemente competente para dançar o frevo em plena Pracinha do Diário. Feliz Natal, é o que diz e eu me lembro de meus dias em Tóquio, assistindo de minha janela o verdadeiro revoar das pétalas da sakura, a cerejeira dos japoneses. Quando voltei, depois de 28 dias na Terra do Sol Nascente, as flores&amp;nbsp;já tin ham&amp;nbsp;surgido nas pequenas árvores das ruas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8KfCuhfklpw/SrfUpYtp0HI/AAAAAAAAAWM/v76k4EKrru8/s320/NILO+PEREIRA4.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_8KfCuhfklpw/SrfUpYtp0HI/AAAAAAAAAWM/v76k4EKrru8/s200/NILO+PEREIRA4.gif" width="182" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;L&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;embrei também de outros natais. Sempre lembro dessas antigas festas. De meu pai muito novo, as mãos dadas comigo, a passeio até o rio Capibaribe – o rio das Capivaras. De minha mãe, tão velhinha agora, condenada ao leito, nova e bonita, abrindo o queijo do reino e servindo a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dtW2VKFDQwg/TOkEN2sCZ_I/AAAAAAAAAcM/9G-9CMVCJ_o/s1600/caim.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_dtW2VKFDQwg/TOkEN2sCZ_I/AAAAAAAAAcM/9G-9CMVCJ_o/s200/caim.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; eu pensava naquele tempo que todos eram bons! Não sabia que Caim se repetia a cada passo nesse mundo! De lança à mão, o velho algoz mata mais um Abel todos os dias. Eu era besta! Ria, quando Maria Baixinha cantava: "Quem faz o bem recebe sempre o mal...". Não fora isso que aprendera com os jesuitas. E muito menos em casa. Valem os amigos, aquele da cesta de Natal, que me abraçou pelo telefone, dizendo que não esquece do que fiz por ele. Mandou, em seu nome e em nome da irmã, uma bela cesta de final de ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4254915319834095247?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4254915319834095247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/12/o-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4254915319834095247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4254915319834095247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/12/o-natal.html' title='O Natal'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tlzRN2Bwnvs/SPozmlzBzpI/AAAAAAAAAXM/wBTpyfwyxiY/s72-c/Bem-Te-Vi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-7755563216958057627</id><published>2010-12-19T15:52:00.000-03:00</published><updated>2010-12-19T15:52:53.487-03:00</updated><title type='text'>O nariz, o braço e a UTI</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://educasitios.educ.ar/grupo1221/files/Hospital.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" n4="true" src="http://educasitios.educ.ar/grupo1221/files/Hospital.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Voltei há pouco do hospital, onde passei quase 7 dias internado – seis dias e meio –, depois de ter atravessado a fase aguda de um AVC. No fim, no fim, saio contando a historia e fazendo a contabilidade dos ganhos e das perdas. Não que venha aqui para dizer que foi bom, que valeu. Que o saldo foi positivo! Não! Seria hipócrita se dissesse isso! Mas, especialmente para comentar o que vi e o que ouvi nos dias de meu exílio. Antes de tudo informo que estou andando normal e mexendo do jeito que já mexia. Colega meu, em visita à UTI, dizia assim: “Você está melhor do que antes!”. Exagero! O que me falta são os movimentos finos dos dedos da mão direita, razão para escrever com certa dificuldade agora e motivo para não me arvorar em assinar qualquer documento. E, fiquei fanho! Dizem os entendidos que tudo isso passa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vwjyfAYZH98/SbiN4bHQZVI/AAAAAAAAA_Y/Ft0dA1gBbUs/s800/amizade01.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_vwjyfAYZH98/SbiN4bHQZVI/AAAAAAAAA_Y/Ft0dA1gBbUs/s200/amizade01.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, a grande lição é a da amizade. Em meu telefone havia uma sobrecarga de 10 recados e logo em seguida a gravação informava que era preciso apagar alguma das mensagens. O telefone de casa tocava de minuto a minuto, disseram as filhas. E o afluxo de pessoas à UTI ultrapassou a expectativa. Como grande parte de meus amigos é médico, eles entravam em qualquer horário, o que fez uma das auxiliares dizer o seguinte: “Esse ai é uma celebridade!”. Em seguida, o rapaz que entrou no lugar da moça, completando-lhe a noite, indagou: “Como o senhor deseja ser tratado: por ‘seu’ ou por ‘doutor’?”. Ora, amigo velho, trate como quiser, respondi. E nessa conversa mole eu fui extremamente bem tratado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sadato.hypermart.net/weblog/images/magnet.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" n4="true" src="http://sadato.hypermart.net/weblog/images/magnet.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na hora de fazer uma ressonância a vaca foi pro brejo. Imagine o leitor que não conseguiam colocar uma peça do equipamento sobre a minha cabeça; peça, aliás, a que chamavam de “antena”, não sei por que cargas d’água. Era o meu nariz que ficava, sempre, fora do alinhamento desejável. Ai, tive ímpetos de explicar que desde o meu avô, a proeminência nasal dos descendentes vinha aumentando. Não expliquei! Mas justifiquei que nenhum dos “Marques” entraria naquela máquina, malgrado o fato de que alguns são loucos por ambientes assim, claustofóbicos. Afinal, arranjou-se uma máquina capaz de comportar o meu nariz e o exame foi feito. Para o exame, como a outras dependências da instituição, eu ia sentado numa cadeira e a moça da enfermagem me levando. As pessoas ficavam olhando e numa das vezes, não tive duvidas: “Eu sou da Tamarineira e pego criancinhas pra fazer mingau.”. A senhora que passava parou, olhou pra mim e disse como minha tia velha: “Vote!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3588/3328090537_def1dfe51c.jpg?v=0" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" n4="true" src="http://farm4.static.flickr.com/3588/3328090537_def1dfe51c.jpg?v=0" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E quando fui pela vez primeira tomar um banho de chuveiro, a auxiliar de enfermagem me falou: “Vou fazer um embrulho de seu braço!”. E dessa forma, devidamente, embrulhado, fui ao chuveiro tomei o meu primeiro banhinho. Do mesma forma&amp;nbsp;pueril vou por aqui recomeçando a vida, aprendendo a assinar os documentos e voltar a falar sem o jeito fanhoso de ser. Sem esquecer nunca de que no internamento levantei a vista aos céus e disse a Deus: “Senhor deixa-me viver! Ainda tenho dois trabalhos para publicar. Um desses com 100 páginas.”. E o Pai, senhor da vida e da morte, me mandou contar isso aqui, dizendo que não adianta correr, como eu fiz, pois a vida exige reflexão e calma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;VIVA A VIDA!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;Um texto escrito depois de ter chegado do hospital, onde estive por sete dias ou quase isso, me recuperando daquilo que os meus ilustres colegas chamam de "insulto neurológico". Comente o leitor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-7755563216958057627?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/7755563216958057627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/12/o-nariz-o-braco-e-uti.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7755563216958057627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7755563216958057627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/12/o-nariz-o-braco-e-uti.html' title='O nariz, o braço e a UTI'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vwjyfAYZH98/SbiN4bHQZVI/AAAAAAAAA_Y/Ft0dA1gBbUs/s72-c/amizade01.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3994557882642130473</id><published>2010-12-06T12:46:00.003-03:00</published><updated>2010-12-06T12:53:29.614-03:00</updated><title type='text'>João da Minhoca, Zé Lezin e Bico de Ouro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/01/0d/ed/15/fotos-del-hotel-salinas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" ox="true" src="http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/01/0d/ed/15/fotos-del-hotel-salinas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltei agora (domingo à noite) de uma comemoração dos 42 anos de formado. A minha turma de medicina, considerando que o tempo já vai longo e que vez ou outra fenece um colega nesse carrossel da vida, decidiu assinalar a data magna a cada dois anos, fazendo uma festa maior nas chamadas datas fechadas. Assim tem sido! O grande “Biu Preto”, no encerramento da temporada, não descuidou e se pronunciou dizendo que os mortos já estão fazendo o mesmo no reino dos céus, isto é reunindo os colegas a cada ano, degustando a mariscada dos costumes e tomando a cerveja bem gelada dos hábitos corriqueiros. Depois precisou de lenço para exugar as lágrimas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8x8THt280l8/R-WFl0EktUI/AAAAAAAAACQ/zLQZTNjWIl4/S264/UFPE.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_8x8THt280l8/R-WFl0EktUI/AAAAAAAAACQ/zLQZTNjWIl4/S264/UFPE.jpg" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estiveram presentes 40 colegas, gente como o grande “Baré” e o nosso inquieto “João da Minhoca”, o “Jia” e o “Catarro”, sem falar na presença, também, de “Pluto” e do grande “Quase-Lindo”, ambos dados ao difícil mister da escrita. Impossível esquecer o “Fofa”, que nesse largo período de almoços, jantares e estadias em hotéis de luxo, nunca hesitou em comparecer. Faltaram alguns que há muito não chegam perto das comemorações. O “Chupa-Osso” lá não foi, o “Mongrô”, do mesmo jeito, mas o conhecido “Sulamita”, com suas digressões sobre o SUS, estava por&amp;nbsp;lá e ilustrou o convescote. O nosso constante “Toinho da Cachorra”, também, prestigiou o momento. Fez falta o colega com cognome diferente: "Iracema". Homem hoje mais das finanças e das aplicações, que das incursões na seara da imunologia.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CcoVrXKWO3M/SmmakgR1vdI/AAAAAAAACSM/FNyv4EC_irY/s400/Z%C3%A9+Lezin+s%C3%B3.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_CcoVrXKWO3M/SmmakgR1vdI/AAAAAAAACSM/FNyv4EC_irY/s200/Z%C3%A9+Lezin+s%C3%B3.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na hora do chorinho, a menina encarregada dessa velharia toda reuniu os antigos concluintes e prometeu que um passarinho sairia da máquina fotográfica, contanto que todos se juntassem e posassem para um retrato. Depois, venderam mais de 20 cópias. O ponto alto do encontro foi Getúlio Cavalcanti fazendo uma serenata de frevo, cantando sucessos pernambucanos desde a década de 20 até o hoje dos dias. Mas, antes dele, o “Zé Lezim” da Paraíba, fez um show que arrancou ruidosas gargalhadas da plateia. Ficaram algumas das piadas, mas uma dessas selecionei para o leitor atento:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://perolasdophinder.files.wordpress.com/2010/02/33598.jpg?w=250" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://perolasdophinder.files.wordpress.com/2010/02/33598.jpg?w=250" width="187" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;"Na venda de seu Miro o empregado Vicente quase engole um rato. Ficou com o bicho na garganta, segurando pelo rabo. Nisso levaram o penitente ao médico, que tinha saído e o seu lugar estava ocupado pelo doido da cidade. O maluco viu o caso, estudou a situação e passou a receita. Não conseguiram despachar em cinco farmácias a que compareceram. Estava escrito: Passar queijo ralado na beira do cu. Comprar uma ratoeira e armar na junção das bundas. Comprar um gato e deixar de plantão no rabo do paciente."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_x8mumgaBU-A/R4tNe7WikKI/AAAAAAAAEA8/TpVtWPZe-js/s400/relogio.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_x8mumgaBU-A/R4tNe7WikKI/AAAAAAAAEA8/TpVtWPZe-js/s200/relogio.bmp" width="199" /&gt;&lt;/a&gt;E quando os ponteiros do relógio se juntaram, decretando o meio-dia do domingo, o restaurante abriu. Diante de Brivaldo, não hesitei: “Tudo passa, meu caro amigo!”. E ele, sem entender bem a que me referia, balançou a cabeça afirmativamente. Antes nos reunimos para conferir os retratos e&amp;nbsp;assistir a derradeira mensagem, a da despedida, “Biu Preto”, filho de “Chico da Manola”, levantou-se e invocou os encantados no infinito das coisas. Chamou nome por nome, ajuntando o apelido de alguns: “Bico de Ouro” e “Cachorrão” estavam no comando da turma dos encantados, dançando e frevando, comemorando também as mais de quatro décadas de convívio. As meninas da Bravo, a empresa de eventos, lideradas por Mônica, quase nos fizeram chorar outra vez, com palavras nascidas do coração para nos homenagear.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_POxrXImpSjk/SHzEeHXWrZI/AAAAAAAABXo/B8hQT2ebu4M/s400/cachorro_bebado02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_POxrXImpSjk/SHzEeHXWrZI/AAAAAAAABXo/B8hQT2ebu4M/s200/cachorro_bebado02.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;E mais uma festa se passou, um ano rodou na escala da vida e a esperança de novos encontros ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;(*) Uma crônica dando conta de um final de semana na santa paz do Senhor; tempo de lembranças dos começos e hora das reflexões. Texto que ofereço a Zília Codeceira, leitora atenta do espaço, que vendo a demora na atualização do texto, ligou e assinalou que já esperava desde ontem a nova crônica. Ótima companheira das digressões literárias.&amp;nbsp;Comente o leitor no espaço mesmo do Blog ou o faça para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt; ou ainda para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3994557882642130473?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3994557882642130473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/12/joao-da-minhora-ze-lezin-e-bico-de-ouro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3994557882642130473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3994557882642130473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/12/joao-da-minhora-ze-lezin-e-bico-de-ouro.html' title='João da Minhoca, Zé Lezin e Bico de Ouro'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8x8THt280l8/R-WFl0EktUI/AAAAAAAAACQ/zLQZTNjWIl4/s72-c/UFPE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-7688715347598003185</id><published>2010-11-21T20:04:00.000-03:00</published><updated>2010-11-21T20:04:09.602-03:00</updated><title type='text'>Seu Lunga: Tolerância zero</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.melhorespraias.com.br/files/praia-do-cumbuco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="177" ox="true" src="http://www.melhorespraias.com.br/files/praia-do-cumbuco.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Na praia de Cumbuco, proximidades de Fortaleza, reuniram-se jovens executivos e suas famílias. Eu me acrescentei ao grupo, embora estivesse fora da idade média presente ao recinto. Havia cerveja bem gelada e acepipes variados; havia sobretudo o que conversar, nesse agradável exercício de jogar o papo pela janela. Ao fundo, um pássaro bonito, de penugem reluzente, ensaiava um trinar diferente, saudando o domingo que ia passando. Em certo momento, puxaram um assunto mais&amp;nbsp;que interessante. Eu gostei que me enrosquei de conversar sobre seu Lunga.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_35qk46Lxbas/S8OXLE4uCjI/AAAAAAAACiU/lz3_dBHC5fA/s1600/seu+lunga.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_35qk46Lxbas/S8OXLE4uCjI/AAAAAAAACiU/lz3_dBHC5fA/s200/seu+lunga.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Toda gente sabe que seu Lunga é o mais irreverente ser humano do Brasil, o mais impaciente e o mais abusado senhor dessas terras que Cabral descobriu. É o homem do tolerância zero.&amp;nbsp;Contaram o que o diabo duvida em sexta-feira da paixão à noite. O personagem é um comerciante de ferro velho, de bugigangas sobretudo. Dizem que ele estava na loja, quando chegou um freguês interessado numa porca. O dono do comércio mandou que ele procurasse numa enorme caixa, repleta&amp;nbsp;desses acessórios que se ligam aos parafusos da vida. Não houve jeito! Não achou! Ele foi lá, meteu a mão na ferragem e tirou a porca, dizendo: “Olha aqui!”. O penitente respondeu de logo: “Ótimo! Me dê por favor!". Seu Lunga não se fez de rogado e jogando o porca de volta na caixa, decretou: “Procure direito que você acha!”.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://tv.i.uol.com.br/televisao/2010/03/24/gato-visita-telhado-da-casa-do-bbb-10-1269415704683_615x300.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="97" ox="true" src="http://tv.i.uol.com.br/televisao/2010/03/24/gato-visita-telhado-da-casa-do-bbb-10-1269415704683_615x300.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Contaram que Lunga estava tirando goteiras, defeitos das telhas de sua casa, um curioso passou e perguntou: “Tá tirando as goteiras seu Lunga?”. Ele respondeu: “Tô não! Tô é fazendo!”. E ai saiu feito louco a quebrar as telhas.&amp;nbsp;Outra&amp;nbsp;vez, dando uma surra em um dos seus filhos, quando ainda pequeno, o menino gritava: “Tá bom pai! Tá bom pai! Pelo amor de Deus! Tá bom!”. Lunga responde: “Tá bom? Que legal! Pois quando tiver ruim, diga que eu paro.". No seu comércio de sucata, ele também vende outros produtos, dependendo da ocasião. Uma vez tinha uma saca de arroz e um romeiro perguntou: “Seu Lunga como tá o arroz?”. E ele: “Tá cru, miserável!”. Outro romeiro parou pra comprar uns ovos que&amp;nbsp;estavam expostos. Pegava cada ovo e balançava perto do ouvido, um a um, quando ia pelos 6 ou&amp;nbsp;7 ovos, Lunga disse: “Pare! Pare! Pare! Chocalho tem é no mercado! Pode sair!". &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p50-QlmxQCA/TM2A8Qhz6YI/AAAAAAAAHbs/l5lOqQEXV2k/s1600/Seu+Lunga.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_p50-QlmxQCA/TM2A8Qhz6YI/AAAAAAAAHbs/l5lOqQEXV2k/s200/Seu+Lunga.jpg" width="139" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que numa madrugada, a mulher de Lunga teve um mal-estar, e gemendo ela acordou o marido: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Lunguinha, Lunguinha, ta me dando uma coisa aqui...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então receba!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas Lunga, é uma coisa ruim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então devolva!.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kB671XEVrgQ/SuTxZJJHgJI/AAAAAAAAAM8/9VXOQkwH4S4/s320/imagesL.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_kB671XEVrgQ/SuTxZJJHgJI/AAAAAAAAAM8/9VXOQkwH4S4/s200/imagesL.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Seu Lunga foi&amp;nbsp;entrando em uma loja e perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tem veneno pra rato?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tem! Vai levar? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não! vou trazer os ratos pra comerem aqui!&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D0n_fpy-dlA/S8pCd0NV5qI/AAAAAAAAAG4/NzdByH12JaA/s1600/lunga.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="171" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_D0n_fpy-dlA/S8pCd0NV5qI/AAAAAAAAAG4/NzdByH12JaA/s200/lunga.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu Lunga resolve andar um pouco e sai com seu chapéu grande e antigo. Durante sua caminhada&amp;nbsp;resolve coçar a cabeça sem tirar o chapéu, então uma conhecida dele pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Oxe, seu Lunga, num tira o chapéu pra coçar o cabelo não é?&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QNNXLCxOHRk/TARS9s0uSII/AAAAAAAAAGs/llPKQ_Qi7fU/s1600/onibus.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_QNNXLCxOHRk/TARS9s0uSII/AAAAAAAAAGs/llPKQ_Qi7fU/s200/onibus.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu Lunga responde na bucha:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-E a senhorita tira a calcinha pra coçar o tabaco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Seu Lunga consegue um emprego de motorista de ônibus. No primeiro dia de trabalho, já no final do dia, ele para o ônibus em um ponto. E uma mulher pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Motorista esse ônibus vai para a praia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o Seu Lunga responde:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se você conseguir um biquíni que dê nele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;(*) - O detentor dessas histórias todas é Silvio Costa Andrade, engenheiro de mão cheia e genro de seu Borba, uma figura, em tudo muito diferente do personagem, mas uma pessoa do tipo "gente fina", nascido e criado no verde do&amp;nbsp;canavial de Itambé, cidade do Areópago e da primeira loja maçônica das Américas (será?). O leitor tendo gostado, comente no espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou faça para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt; ou ainda para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;Se gostarem, ainda tenho mais e hei de contar por cá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-7688715347598003185?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/7688715347598003185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/11/seu-lunga-tolerancia-zero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7688715347598003185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/7688715347598003185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/11/seu-lunga-tolerancia-zero.html' title='Seu Lunga: Tolerância zero'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_35qk46Lxbas/S8OXLE4uCjI/AAAAAAAACiU/lz3_dBHC5fA/s72-c/seu+lunga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3211013463733974583</id><published>2010-11-13T05:27:00.005-03:00</published><updated>2010-11-14T06:00:36.183-03:00</updated><title type='text'>Pregões do Recife</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Bck8i3MQd5Y/RtQ0t9a3xNI/AAAAAAAABDA/64Rmj7YWykY/s320/cARRO%C3%87A+E+PANELAS.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Bck8i3MQd5Y/RtQ0t9a3xNI/AAAAAAAABDA/64Rmj7YWykY/s320/cARRO%C3%87A+E+PANELAS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Escrevi por cá uma crônica sobre vendedores e prestadores de serviço das ruas do Recife e, confesso, não esperava a repercussão que teve. Alguns comentaram e até acrescentaram alguma coisa e sobretudo&amp;nbsp;consideraram a saudade desses tempos distantes na contagem dos anos. O meu ilustre amigo Silvio Costa, que morou em todas as olindas, teve o cuidado de fazer umas anotações a propósito, reunindo pregões e citando outros detalhes dessas curiosidades locais. Uma página inteirinha de referências sobre o tema, o que me levou a ensaiar, outra vez, uma crônica abordando a questão. Em respeito, até, aos leitores todos, os&amp;nbsp;que gostaram e&amp;nbsp;comentaram e aos que gostaram e não comentaram. Silvio começa por um dos pregões mais comuns da cidade: “Espanador/Vasculhador/ Colher de pau/Esteira d’Angola/Rapa Coco/E grelha.../Eu tenho quartinha”. E lá vinha o homem carregado de apetrechos assim, apropriados à casa, às arrumações domésticas e à cozinha. Andava com tudo isso às costas, com os cabos enormes, de madeira, sempre, apontando para os céus e trazia um colorido peculiar, expondo os “cabelos” do material que vendia, com riqueza nos desenhos e nos contornos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Tf4aqBxBwtg/SKOkrChVKtI/AAAAAAAAEDc/py1vRS8kdUE/s320/Broa+de+fub%C3%A12.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Tf4aqBxBwtg/SKOkrChVKtI/AAAAAAAAEDc/py1vRS8kdUE/s200/Broa+de+fub%C3%A12.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Outra dessas contribuições de Silvio Costa é a do boleiro, que vendia a broa e o grude, balançava um pequeno sino anunciando a chegada e trazia os seus produtos em uma espécie de mesa envidraçada e sem gavetas, com quatro pernas, carregada na cabeça. Ao primeiro sinal de um comprador qualquer, arriava aquele móvel, e servia o penitente com o auxílio de um garfo de dois dentes, apenas. Na minha rua passava um desses, tinha o cognome de &lt;em&gt;Criança&lt;/em&gt;, não sei bem por que razão e conforme os meninos do bairro carregava bolos que davam, habitualmente, dor de barriga. Mas, toda a gente comprava. A minha mãe, todavia, nunca me deixou provar dessas delícias de &lt;em&gt;Criança&lt;/em&gt;, tinha medo do resultado, das cólicas e da febre, da doença, enfim, que lhe atormentava as noites. Nem o doce japonês, cujo vendedor não descuidava em passar, pude provar e tinha inveja da molecada comendo o produto caseiro, que grudava nos dentes e arrancava as obturações. O verdureiro, também, aparecia empurrando uma carroça de cor verde ou azul, e oferecia verduras e frutas, o maracujá para o ponche! Conhecia todos, as empregadas de casa e as madames, chamando pelo nome, mesmo. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IpGy7uhid1E/S-lRfwSE5iI/AAAAAAAAABI/4p6yFHO4R68/s320/vendedor.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_IpGy7uhid1E/S-lRfwSE5iI/AAAAAAAAABI/4p6yFHO4R68/s200/vendedor.png" width="121" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O mascate era uma beleza, usava uma mala recheada de coisas ou vinha na carroça puxada a cavalo. Anunciava-se com uma matraca,isto é, uma peça feita de dois pedaços de madeira unidos por uma tira de couro e ia batendo, batendo, para vender as miudezas. Linhas de todos os tipos, agulhas a valer, alfinetes-de-segurança e outras quinquilharias. A minha avó gostava de escolher a linha própria&amp;nbsp;a seu &lt;em&gt;croché&lt;/em&gt; ou a&amp;nbsp;linha de tricotar e com esse material enchia o tempo e a vida, produzindo toalhas e panos diversos, os quais, por vezes, vendia. Era homem de parada certa na minha casa e já estacionava a carroça antes de qualquer chamado, abastecendo a cesta de costura materna e a caixa de sapato na qual uma de minhas tias guardava a matéria-prima de seus predicados manuais. O mascate, anotou Silvio Costa, vendia também banha para alisar os cabelos e perfumes produzidos, artesanalmente, por ele mesmo, de qualidade nem sempre satisfatória. Para o meu pai comprava-se uma Quina, de cuja oleosidade sustentava o negro de seus cabelos, penteados com todo o cuidado de quem tinha orgulho da pilosidade craniana. Para os meninos, a brilhantina Glostora! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.luizberto.com/wp-content/galinha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://www.luizberto.com/wp-content/galinha.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O&amp;nbsp;vendedor de galinhas dizia: “Galinha e capão gordo!” E ninguém sabia direito o que era capão, porque sobre essas variantes da espécie não se assuntava com os meninos! Outro se oferecia assim: "Eita jabuticaba!/Já caiu cajá!” Ou assim: “Chora menino/Pra comprar pitomba!” E o homem do miúdo, que vinha gritando – “Miúuuuuudo!” –, enquanto o auxiliar carregava na cabeça o tabuleiro com fígado,coração e miolo de boi, além das tripas. Como esquecer o homem do algodão-doce, fazendo flocos de açúcar na carrocinha, rodando um veio com a mão direita e recolhendo o produto com a esquerda, num pedacinho de papel colorido? E o vendedor de pipocas, estourando o milho na chapa quente, em frente aos cinemas, permitindo assistir ao seriado do dia com a opção barata e gostosa ou na saída dos colégios para chegar em casa sem fome e ouvir a reclamação de hábito:“Menino! Você come porcaria&amp;nbsp;na rua&amp;nbsp;e não almoça!” Muitos dos meus amigos não dispensavam, à saída dos clubes, nas madrugadas do Recife, o cachorro-quente preparado ali, à vista de toda a gente, com salsicha cozida em vasilhame de alumínio e pão dormido, de um inigualável sabor!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_L5KqKS1TcJg/THVmliNr0AI/AAAAAAAAPSk/jcmCICbNfz0/s1600/UFPE.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_L5KqKS1TcJg/THVmliNr0AI/AAAAAAAAPSk/jcmCICbNfz0/s200/UFPE.jpg" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A Sílvio Costa, colega de Universidade e&amp;nbsp;companheiro de jornadas à beira-mar, nostálgicas horas das lembranças do tudo, esta crônica, nascida sob a inspiração de suas notas, em tarde assim, morna e sobretudo feliz&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;(*) - A crônica foi adaptada apenas, porque escrita há anos, há&amp;nbsp;décdas talvez. Estou ficando velho!&amp;nbsp;Silvio encantou-se muito cedo para o infinito das coisas, para a outra dimensão da vida. Dele, como de tantos outros que se foram, nunca&amp;nbsp;mais tive notícias.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Com esse&amp;nbsp;texto faço o seu resgate, um aflorar de sua memória, tão dado que era às coisas do lugar. Colecionador dessas peculiaridades locais e um papo certo, quando nos juntávamos em tempos idos, na praia de Pau Amarelo, eu e ele, fiando conversa noite a dentro. Nunca mais soube, sequer, da esposa dele, Lúcia de prenome.&amp;nbsp;Leitor amigo, gostando do texto ou concordando com a homenagem, comente aqui mesmo no espaço do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou o faça para os endereços: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;ou &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt; &amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3211013463733974583?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3211013463733974583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/11/pregoes-do-recife.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3211013463733974583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3211013463733974583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/11/pregoes-do-recife.html' title='Pregões do Recife'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Bck8i3MQd5Y/RtQ0t9a3xNI/AAAAAAAABDA/64Rmj7YWykY/s72-c/cARRO%C3%87A+E+PANELAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-5825705349273324133</id><published>2010-11-07T07:33:00.000-03:00</published><updated>2010-11-07T07:33:38.060-03:00</updated><title type='text'>Consertador de Panelas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.dicasdemulher.com.br/wp-content/uploads/2010/09/panela-cobre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" px="true" src="http://www.dicasdemulher.com.br/wp-content/uploads/2010/09/panela-cobre.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como esquecer do consertador de panelas, que passava oferecendo os seus préstimos às custas do toque cadenciado e peculiar de um pequeno varão de ferro sobre uma frigideira usada? O simples escutar dessa musicalidade característica, produzia na cozinha um rebuliço e as peças de alumínio furadas eram, de logo, selecionadas e entregues ao especialista na arte do remendo. Voltavam novas, praticamente, trazendo no fundo, sempre, o acréscimo de que precisavam e tinham a destinação habitual, a do cozimento, a depender, apenas, da receita do dia. Quando a galinha ia para a mesa, por certo que fora comprada ao homem que a cavalo trazia dois caçuás de penosas, um de cada lado. Cabia ao comprador sustentar a ave pelas asas e optar pela de peso maior, pois que o preço era unitário somente, não interessando os quilogramas a mais, de um ou de outro exemplar.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.museulourinha.org/images/etno_prof_amolador..jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://www.museulourinha.org/images/etno_prof_amolador..jpeg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Musicalidade mais apurada, entretanto, era a do amolador de tesouras, de facas, também, que usava um instrumento assemelhado a um realejo, do qual nasciam as notas da oferta. Um desses tinha parte do antebraço amputada, mas com um revestimento de couro, uma luva apropriada, manuseava a peça, cega por hora. Usava um carrinho que vinha empurrando e ao primeiro sinal de serviço a ser realizado,&amp;nbsp; invertia a posição, alinhava a polia grande de borracha e com o pé num pedal artesanal girava o esmeril. Na realidade, terminava desgastando as lâminas a serem amoladas e em casa de toda a gente algumas das facas não serviam mais para atender às visitas ou aos mais cerimoniosos da família. Eram facas da cozinha, dizia-se. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/78/197068802_ef3f6cfc44.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="147" px="true" src="http://farm1.static.flickr.com/78/197068802_ef3f6cfc44.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O vendedor de pirulitos, com uma tábua toda furada e os doces cônicos encaixados, usava um apito e ia passando adiante o seu produto de fabricação caseira, que pregava nos dentes. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já o homem das vassouras e dos espanadores era diferente, trazia um material de cabos coloridos e de pilosidade formando &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;desenhos, para o chão da casa e a poeira dos móveis, além de vender, também, o vasculhador, que passado no teto sacudia as aranhas, afugentando-as das teias. Tinha um grito característico, chamando a atenção para a sua variedade em material assim, destinado à coleta do lixo doméstico, o grosso e o fino. Mas a oferta da lã de barriguda para travesseiro era cantada em versos sem muita rima: “Eu tenho lã de barriguda/Para travesseiro.” E como não havia a espuma de hoje, sintética e mais prática, conseguia boa freguesia nas ruas por onde passava. Era preciso encher esses apetrechos, que nos servem à cabeça, para um bom e reparador sono, a intervalos de tempo certos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_in73wV4dbRE/SwL7UgCIVAI/AAAAAAAAE1s/fR0xZqkpTxk/s1600/PB120327.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_in73wV4dbRE/SwL7UgCIVAI/AAAAAAAAE1s/fR0xZqkpTxk/s200/PB120327.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O peixe, do mesmo jeito, chegava à porta de casa, vinha em dois balaios, os quais, sustentados por cordas à ponta de um suporte de madeira carregado às costas, pendiam livres, quase, balançando, pra lá e pra cá, à medida que o vendedor andava pelas ruas e oferecia o produto gritando. Alguns desses homens do peixe faziam verdadeiros malabarismos com os balaios. Paravam, então, e apresentavam as espécies e as espécimes de que dispunham, utilizando-se depois da tábua para preparar as postas, tudo segundo as preferências do freguês. Peixe fresco, ao tempo, sem a ação, às vezes deletéria, do gelo, que da carne branca rouba o sabor. Com os anos, apareceram os frigoríficos e a albacora popularizou-se na mesa do recifense. Mas, o nome desse bicho dos mares era muito aplicado como apelido para as mulheres gordas, ricas em adiposidades.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Pm7-jSt3kos/R8U9ZzIC_FI/AAAAAAAAAb0/sXlYZNj5s1k/s400/2-avCentral.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="151" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Pm7-jSt3kos/R8U9ZzIC_FI/AAAAAAAAAb0/sXlYZNj5s1k/s200/2-avCentral.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E o vendedor de cambará? "Olha a bolinha de cambará/Dois pacotes é um vintém...” Há, ainda,&amp;nbsp;quem sinta saudade do velho acendedor de lampiões das ruas do Recife! Desses não lembro! Não esqueço, todavia, do acendedor das lâmpadas dos velhos postes de metal&amp;nbsp;de meu bairro, ligando as chaves e alumiando o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(*) Foi difícil encontrar as fotografias apropriadas&amp;nbsp;ao texto.&amp;nbsp;Quase não há&amp;nbsp;registros desses figurantes das ruas. Assim, segue o texto, escrito há mais de uma década pra trás, mas&amp;nbsp;atualizado em lembranças e saudades. Comente o leitor no espaço mesmo do &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; ou o faça para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; ou ainda para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-5825705349273324133?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/5825705349273324133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/11/consertador-de-panelas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5825705349273324133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/5825705349273324133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/11/consertador-de-panelas.html' title='Consertador de Panelas'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/78/197068802_ef3f6cfc44_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-4251876893599883795</id><published>2010-10-31T08:47:00.004-03:00</published><updated>2010-10-31T11:28:57.208-03:00</updated><title type='text'>Os Macacos da UTI</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://portalcodgdh.min-saude.pt/images/thumb/b/bd/Coluna_vertebral_(anatomia)_3.JPG/300px-Coluna_vertebral_(anatomia)_3.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://portalcodgdh.min-saude.pt/images/thumb/b/bd/Coluna_vertebral_(anatomia)_3.JPG/300px-Coluna_vertebral_(anatomia)_3.JPG" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Corria o ano da graça de 2005, era o mês de janeiro e eu estava doente, tinha duas vértebras fraturadas e uma dor constante, forte e incômoda. Eu não podia, sequer,&amp;nbsp;me levantar da cama e até as refeições fazia deitado. Comia o arroz com feijão de colher e ainda tinha que acrescentar a carne, que vinha cortadinha para facilitar a ingestão. Os médicos se dividiam e não havia um diagnóstico definitivo. Com uma suspeita de câncer, não queriam me operar, de nada serviria me reparar a coluna, porque a morte viria de logo. A verdade é que nada havia de tumoral e eu encontrei um profissional abnegado que assumiu o risco de minha operação. Depois de 13 horas no bloco cirúrgico, eu estava um caco e quase morro na UTI. Ou eu já cheguei no hospital virado num caco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_0b9FGKGF0Zw/R6rzzPgoeaI/AAAAAAAAANk/fS1WtPqJ6Ok/s400/mascara+comica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_0b9FGKGF0Zw/R6rzzPgoeaI/AAAAAAAAANk/fS1WtPqJ6Ok/s200/mascara+comica.jpg" width="189" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas o trágico ou o quase trágico tem o cômico para se contrapor e é o que conto agora. Ansioso como me encontrava, fui medicado pelo&amp;nbsp;plantonista&amp;nbsp;com um produto farmacêutico que me fazia delirar ou mesmo alucinar. Eu já sabia a cor do comprimido e as horas de minhas viagens farmacológicas. Era um horror! As coisas começaram na UTI mesmo e eu lembro de ter visto na porta de entrada um grupo de japoneses que trabalhava comigo&amp;nbsp;na universidade, chegando para uma visita. Gritei de lá, de meu leito: “Deixa entrar! São meus amigos!”. Não entraram! Foram barrados, como vi&amp;nbsp;em minhas divagações fantasiosas. Reclamando da enfermeira – não sei se reclamei de verdade – soube que ela havia guardado os cartões dos pretensos e virtuais visitantes. Os&amp;nbsp;japoneses onde chegam deixam cartões!&amp;nbsp;Eles nunca foram lá, soube depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/9/16678219_055909fd29.jpg?v=0" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" nx="true" src="http://farm1.static.flickr.com/9/16678219_055909fd29.jpg?v=0" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O pior é que via sempre um dos auxiliares de enfermagem numa parte superior da enfermaria, avarandada,&amp;nbsp;uma criação de meu imaginário, de onde fazia caretas para mim e de onde ameaçava inundar tudo com a água que podia manipular dali. Era um sofrimento danado e não adiantava tirar os olhos, porque mesmo assim o via em cada posição de meu olhar. Eu vinha causando um transtorno grande no lugar e reconhecia isso, mas a ansiedade era enorme. Sendo assim, de hora para outra, a televisão coletiva passou a exibir caracteres, forjados em minha imaginação, que recomendavam calma, tranquilidade e serenidade. Que eu me calasse e deixasse de incomodar os outros. Aquilo ali era uma UTI, todos estavam doentes, uns mais e outros menos, mas eram todos portadores de alguma&amp;nbsp;injúria orgânica, por isso não aguentavam mais as minhas reclamações e as minhas queixas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-ahNpnu9HDQ/TEYM37DeEtI/AAAAAAAABxA/BBO4ytEF8mk/s400/Rede-Globo.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" nx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_-ahNpnu9HDQ/TEYM37DeEtI/AAAAAAAABxA/BBO4ytEF8mk/s200/Rede-Globo.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No quarto, em certa ocasião, minha mulher chegou para dormir comigo e eu estava trombudo, fisionomia fechada, calado, ensimesmado. Ela indagou o que se passava e eu expliquei: “Você foi hoje à televisão Globo e mostrou o seu livro no programa de Ana Maria Braga. Gostei do título, mas não precisava dizer que é casada com um Reitor e que eu tinha uma amante, dando o nome de uma ex-namorada minha.”. Ela levou na brincadeira e fez tudo para que eu dissesse o título de seu livro nessa alucinação do cão e eu não disse. Mas, não aceitei naquela noite que ela dormisse comigo. Afinal: “Todos estão ai fora comentando que eu estou doente, você fica comigo e eu tenho uma amante lá fora! Não dá!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/02/28/28_PVG_cie_macaco.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/02/28/28_PVG_cie_macaco.JPG" width="156" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A do médico que fez o meu ecocardiograma eu já contei por aqui, mas vou repetir. Não sei porque cargas d’água achei que estava em Lisboa e disse ao profissional: “Ilustre colega lisboeta: como explicar a rapidez com que cheguei aqui? Imagine que Cabral levou meses de Lisboa ao Brasil e eu quase não precisei esperar para aportar por cá?”. E ele, muito admirado com a pergunta, respondeu: “O seu médico lhe explicará tudo!”. Mas, como achei que estava numa fila de espera, na qual havia um cachorro, também, ainda indaguei: “Por favor! Onde está o cachorro que me antecedeu aqui?”. A resposta foi a mesma: “O seu médico lhe explicará tudo!”. Falando em bicho, ainda na UTI, identifiquei nos bolsos de um enfermeiro filhotes de macacos bem aconchegados.&amp;nbsp;E na hora da visita disse a minha mulher: "Cuidado! Esse enfermeiro leva dois macacos nos bolsos!".&amp;nbsp;É demais!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MKcm6OBz3tQ/SS52I-7MfFI/AAAAAAAADL4/oJZtTVVrdjs/s1600/Coldplay_-_Viva_la_Vida_Prospekt's_March_Edition_(Official_Album_Cover).jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_MKcm6OBz3tQ/SS52I-7MfFI/AAAAAAAADL4/oJZtTVVrdjs/s200/Coldplay_-_Viva_la_Vida_Prospekt's_March_Edition_(Official_Album_Cover).jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando identifiquei a droga que me causava essas estranhas manifestações, pedi ao médico que suspendesse. E assim foi feito! E eu voltei ao normal. A verdade é que tendo visto a morte de perto, passei a dar um valor extraordinário ao exercício da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;VIVA A VIDA!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(*) - Escrevi o texto como forma de mostrar aos leitores que nem tudo está perdido quando assim&amp;nbsp;parece. E que a vida vale a pena, mesmo quando se tem limitações.Eu venci e hoje trabalho como nem sei o que, escrevendo o dia inteirinho.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Comente no espaço mesmo do Blog ou o faça para &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; ou ainda para &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-4251876893599883795?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/4251876893599883795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/os-macacos-na-uti.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4251876893599883795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/4251876893599883795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/os-macacos-na-uti.html' title='Os Macacos da UTI'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0b9FGKGF0Zw/R6rzzPgoeaI/AAAAAAAAANk/fS1WtPqJ6Ok/s72-c/mascara+comica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-6609054374467329854</id><published>2010-10-23T08:28:00.001-03:00</published><updated>2010-10-23T08:33:37.667-03:00</updated><title type='text'>Chove lá fora</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm5.static.flickr.com/4117/4901281340_2a95560cf9_z.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="68" nx="true" src="http://farm5.static.flickr.com/4117/4901281340_2a95560cf9_z.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Amanheceu em Aldeia! É sábado! Um sábado de outubro! E o tempo é outro: chove lá fora. O ar do mundo está friorento e a umidade que acaricia meu corpo faz arrepiar os poros. Cortei o mamão que ontem comprei em dois e expus a banda mais suculenta para que os pássaros de meu jardim venham bicar. Uma ave azul – linda! – já se aproximou e desconfiada, saltitante, começou a quase roer a fruta. Uma saíra,&amp;nbsp;ensina Harrop.&amp;nbsp;Ontem à noite, quando percorria as ruas do condomínio e já havia uma aragem friorenta, vi quando uma raposa atravessou o caminho com os olhos esbugalhados, correndo da agitação que os forasteiros, como eu, promovem por cá. Uma agitação urbana, incompatível com a ruralidade do lugar ou o inteiramente campestre dessas paragens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.grancanaria.com/patronato_turismo/fileadmin/imagenes/fotos/2434.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="134" nx="true" src="http://www.grancanaria.com/patronato_turismo/fileadmin/imagenes/fotos/2434.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sentado no alpendre deixo-me deliciar com essa manhã em tudo diferente. Chove uma chuva gostosa, de pingos esparsos, segmentos curtos das águas do céu. O firmamento está completamente nublado, como se houvesse nos ares do mundo uma ameaça nunca velada de tempestade à vista. É possível que ainda hoje,&amp;nbsp;diante do abafado desses últimos dias, possa trovejar e relampejar, recriando cenários de meu pretérito, dos meus dias de infância, momentos molhados em terraços do ontem. Há um aconchego da natureza em relação a meu ser, é como se esse entorno maternal me abraçasse, me tomasse por inteiro, me embalasse em velhas cantigas, antigos cantares de quem já não pode mais com a própria lucidez: minha mãe!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.saidacasca.com/imagensprodutos/2005032419390630%201020.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://www.saidacasca.com/imagensprodutos/2005032419390630%201020.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E à medida que escrevo a temperatura vai baixando mais e mais. Não resisto à tentação e vou bisbilhotar o meu termômetro digital: 23,13ºC. Faz anos não vejo registro assim, tão baixo, em terras tupiniquins. Sinal dos tempos! Ninguém sabe o que será deste Nordeste sofrido com o aquecimento global, se o sertão há de virar mar e assim materializar a profecia de Gonzaga ou se aquela afirmativa de cunhado meu, de que pescaria sentado nas Ruças vai vingar. Ora, quase não há mais ruça nesses rincões, senão hoje, nessa manhã de um&amp;nbsp;outubro assim, tão diferente. Essa chuva que chove veio para irrigar com o húmus dos céus as plantas de casa; as grandes árvores do terreiro e a grama do jardim ou as cestas que pendem em meu alpendre. Há uma alegria vegetal em cada um desses seres, respondem às águas que caem com acenos curtos também ou com longos cumprimentos verticais, baixando-se ao tempo que mudou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://abyssofmutilation.blogs.sapo.pt/arquivo/LALA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" nx="true" src="http://abyssofmutilation.blogs.sapo.pt/arquivo/LALA.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quem estava abafado era eu, não o tempo,&amp;nbsp;com a grosseria daquele homem que na boquinha da noite de ontem, quando, inadvertidamente, tomei o seu lugar para comprar o pão, só não me agrediu porque a ele não dei ouvidos. Ora, meu caro, quase digo, não seja tão rude, os seus direitos serão preservados, mas tenha paciência com o semelhante. Essa manhã, francamente, me curou as mágoas! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;(*) - Um texto parido d'alma, nesta manhã de 23 de outubro, quando uma chuva fina caiu em Aldeia, região metropolitana do Recife, no Nordeste do Brasil, esfriando o tempo, molhando a terra e fazendo as plantas agradecerem em cumprimentos curtos e longos. Comente o leitor no espaço mesmo do Blog ou o faça para &lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/a&gt; ou ainda para &lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-6609054374467329854?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/6609054374467329854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/chove-la-fora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6609054374467329854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6609054374467329854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/chove-la-fora.html' title='Chove lá fora'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm5.static.flickr.com/4117/4901281340_2a95560cf9_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-3211944465081131986</id><published>2010-10-18T15:20:00.000-03:00</published><updated>2010-10-18T15:20:15.875-03:00</updated><title type='text'>A Bica do Aurélio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/companhia-de-jesus/imagens/companhia-de-jesus-8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="120" src="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/companhia-de-jesus/imagens/companhia-de-jesus-8.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando me matriculei para estudar com os jesuítas, fui posto numa sala sob as ordens de um irmão leigo, nascido em Portugal, homem de um sotaque muito forte. Ele mandou que a classe fizesse um ditado e eu tirei zero. Chegando em casa, disse a meu pai que não ia mais ao colégio, porque eu não entendia o que dizia meu professor. Como exemplo, mostrei que o meu sobrenome - Pereira – era pronunciado por ele como: Preira. O meu pai, de forma muito paciente, sentou-se comigo e falando como se fosse um português, mostrou exatamente como deveria entender o falar tão peculiar daquele homem. E assim foi! Terminei aceitando e admitindo as diferenças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SdikxKamRB8/TI44n0ZEBxI/AAAAAAAAAEM/hfKd0QB2vPI/s1600/teatro21%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_SdikxKamRB8/TI44n0ZEBxI/AAAAAAAAAEM/hfKd0QB2vPI/s200/teatro21%5B1%5D.jpg" width="156" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior do que isso foi aquela peça de teatro a que compareci já adulto e barbado; peça que integrava um programa de cooperação bilateral com o título de: Cumplicidades. O teatro estava com meia lotação, pouco mais ou pouco menos, e toda a plateia foi chamada a se acomodar no palco, um fato inusitado. Eu não entendia nada, mas um colega meu, velho amigo dos tempos de colégio, acompanhava com vivo interesse os diálogos. Não hesitei e cheguei junto indagando-lhe: “Henrique! Você está entendendo?”. No que ele foi sincero: “Absolutamente nada, senão que o cachorro da família chama- se “Leão”. Era isso que eu tinha entendido e nada além disso. Resultado, sai do teatro sem saber do enredo ou da narrativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.garconete.com.br/imagens/cardapio/img_2152007154151_desossado_0.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="149" src="http://www.garconete.com.br/imagens/cardapio/img_2152007154151_desossado_0.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas no domingo que passou estava eu bem acomodado no restaurante do Bosque, aguardando a frango desossado que havia pedido e a cerveja bem gelada do Ronaldo, quando chega um português do Algarve, Aurélio de prenome. Senta e se apresenta aos que não o conheciam ainda: “Eu sou o homem que deu nome à bica: Bica do Aurélio!”. E ai passou a contar o fato que lhe aconteceu. É que tendo sido homenageado com o batismo dessa fonte d’água, vez ou outra se depara com uma história diferente. É gente que vai por lá em busca de um milagre dos céus ou gente que vai aproveitar o benfazejo lugar para se refazer de um achaque qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3590/3511523524_c1764f2061.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://farm4.static.flickr.com/3590/3511523524_c1764f2061.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso em particular, estava ele fiando conversa com Biu, debatendo com o cinquentão as agruras da vida a dois, considerando que só agora o quase gestor do condomínio vai casar, quando chegam duas senhoras bem afeiçoadas. Cumprimentam a todos e reclamam do gerente a limpeza da Bica do Aurélio, onde costumam rezar, à falta de quem as leve a São Severino dos Ramos. Rezam, sobretudo, disseram, pela alma do Aurélio, homem bom, com o espírito voltado para o semelhante, idealizador esforçado daquela fonte. Chegaram até a sugerir fosse o aludido senhor indicado para a condição de santo nos altares da Igreja. Elas podiam, inclusive, trabalhar essa iniciação, abrindo o processo de canonização na Arquidiocese. Biu não se conteve e disse: "seu Aurélio é este senhor". Não precisa dizer que a perplexidade quase as fez desmaiar. Mas, de toda forma, o Jackson já começou uma movimentação para a entronização do Aurélio, em vida mesmo, num altar qualquer do Bosque.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pedaleiro.com.br/wp-content/uploads/2008/01/bike_madeira1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="98" src="http://pedaleiro.com.br/wp-content/uploads/2008/01/bike_madeira1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o garçom Catraca, apelido que vem de longe, em função de um ruído em tudo semelhante à peça que movimenta uma bicicleta, forjado pelo abrir e fechar da mandíbula, foi desarrumando a mesa, ajeitando a toalha surrada e recolhendo os pratos. Afinal, precisa se preparar para a viagem que fará a Juazeiro do Padre Cícero, onde vai rezar de joelhos pela conversão dos pecadores e pela saúde da gente que conhece, incluindo meu nome no meio. Deus o leve, seu Catraca, invocaram os circunstantes, desejando ao peregrino que penitente também é, uma boa viagem de ida e de volta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio dessa conversa toda, o Jackson disse que vai também criar um &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt; e fazer companhia ao escriba aqui. Deus o ouça, disseram todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-3211944465081131986?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/3211944465081131986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/bica-do-aurelio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3211944465081131986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/3211944465081131986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/bica-do-aurelio.html' title='A Bica do Aurélio'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SdikxKamRB8/TI44n0ZEBxI/AAAAAAAAAEM/hfKd0QB2vPI/s72-c/teatro21%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-9101939247427799420</id><published>2010-10-08T15:23:00.000-03:00</published><updated>2010-10-08T15:23:15.945-03:00</updated><title type='text'>Criado com Vó</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dia-da-vovo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="151" src="http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dia-da-vovo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;s meus leitores sabem, de cor e salteado, que fui criado com Vó. A minha avó paterna morava conosco, ela e uma irmã, a tia velha, como chamava. Ela, reconheço de bom grado, me adorava, não podia ver nada que me incomodasse, um carão ou um castigo das determinações paternas; mãe e pai sempre ciosos de minha educação, embora inquietos com o meu próprio futuro, inseguros, talvez, com as orientações que me davam e o meu desiderato de vida: levado da breca como era. E quando a minha avó, Beatriz de prenome, descobriu que eu estava namorando uma moça de minha rua, não suportou a precocidade do neto, aos 13 anos incompletos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Nilo! É o seguinte: Geraldo está namorando uma moleca de rua, que pinta os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qugjzoZGP_Q/R4QXrDBJBtI/AAAAAAAACrQ/u8nV1de7voY/s400/iara.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="157" src="http://4.bp.blogspot.com/_qugjzoZGP_Q/R4QXrDBJBtI/AAAAAAAACrQ/u8nV1de7voY/s200/iara.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; meu pai ficou meio atordoado, por certo não estava, ainda, preparado para a iniciativa do filho, a de namorar a jovem, linda como era, e sobretudo uma pioneira nas coisas femininas, capaz de se maquiar com um traço na pálpebra. Não era moleca de rua, era uma moça precoce, também, nas coisas do amor e das paixões, com quem namorei sete vezes e sete vezes ela acabou. Eu ficava tristonho com a ruptura e dois ou três dias depois ela ligava a radiola e fazia o vinil tocar Diana: “Não te esqueças meu amor/Que quem mais te amou foi eu/ Sempre fui o teu calor e minha alma aqueceu...”. E eu, feito um bestalhão, subia na janela do banheiro e prometia voltar. Ou ela fazia o equipamento antigo tocar: “Volta/Vem rever nossos jardins/Vem amor...". Era um fuzuê do cão, porque logo em seguida íamos passear de bicicleta no quarteirão. Numa das vezes, lembro-me bem, havia prova de História do Brasil no outro dia e eu tinha que ler a matéria no livro de Borges Hermida. Era tudo ou nada, tinha que decidi! Resultado, tirei zero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iyq3lFcNP6o/Sg8N1G-WexI/AAAAAAAAAoY/tzb3sEBJrEo/s400/LyNY33.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_iyq3lFcNP6o/Sg8N1G-WexI/AAAAAAAAAoY/tzb3sEBJrEo/s200/LyNY33.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ui convocado para uma reunião no gabinete de meu pai e ouvi uma das mais sérias reprimendas de minha vida. Coisa mais ou menos assim: “Eu sou professor de história e você tira zero em sua prova? O que dirão os meus alunos? E os meus colegas?”. Eu ouvia calado a repreensão e achava que ele tinha mesmo razão. Prometi melhorar pela décima vez, talvez, e não houve jeito.&amp;nbsp; Assim que eu era escalado para ir ao túmulo de Dom Vital, sobre quem o meu pai vinha estudando; ir ao túmulo para pedir, de mãos postas: “Dom Vital: fazei que eu melhore, meu pai não aguenta mais!”. Eu não entendia bem porque ele não aguentava, mas não cabia perguntas ou indagações, cabia fazer e fazer era rogar ao bispo a graça da melhora. E eu nunca melhorei! Eu tinha horror ao padre, quase um santo, por não atender aos meus pedidos e depois ficava com a culpa desses horrores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.fazendavisconde.com.br/images/Sicalis_flaveola1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="136" src="http://www.fazendavisconde.com.br/images/Sicalis_flaveola1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; a pobre da minha avó – coitada! Deus a tenha! – plantava as mudas de mamoeiro no quintal e todos os dias cuidava em regar mudinha por mudinha. Pois no futebol da tarde, quase sempre, a bola quebrava uma dessas plantas. Eu corria e mais que depressa fazia o reparo com fita adesiva. É claro que nunca obtive êxito nessa tentativa de restaurar. E ela, com a sua vista curta, reduzida pela catarata, ainda dizia: “Parece que está murchando!”. Mas, se contentava em saber que na verdade sentia a mudança de lugar, a troca do substrato. Certa vez, estava lá por casa Moisés, meu amigo de infância ou seu irmão, Mozar – Mozar sem o “t”, insistia -, igualmente amigo e um canário caiu morto às custas de um tiro de bodoque. Minha avó deu a perereca, mas um deles foi em casa, trouxe outra ave e tendo colocado dentro de uma quenga de queijo do reino deu umas pancadas e considerou o pássaro ressuscitado. E a minha avó aceitou o milagre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ibwvqHD2i_k/Sh2XC24v9CI/AAAAAAAAAu4/EA_xpESG9sE/s400/arriba%C3%A7%C3%A3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ibwvqHD2i_k/Sh2XC24v9CI/AAAAAAAAAu4/EA_xpESG9sE/s1600/arriba%C3%A7%C3%A3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; última história já contei por aqui, mas vale a repetição. É que o meu pai estava dependendo de uma nomeação do governo e o ato sai hoje, sai amanhã, nunca sai. Ela me chama e diz: “É a pombinha que você está criando! Ela dá azar!”. E eu triste, quase assumindo o dano, ainda indaguei: “A pombinha? Não! Não é! Não tem nada a ver!”. Mesmo assim dei o bichinho e no outro dia, creia o leitor, a nomeação foi publicada e paz voltou a reinar. Eu ainda perguntei se podia buscar de volta a pomba, mas ela foi irredutível: “Não! De jeito nenhum! O seu pai vai perder o emprego!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;(*) E o menino levado da breca, traquino, peralta, hoje está se preparando para lançar mais um livro - o último -&amp;nbsp;do historiador ilustre que foi meu pai. Ninguém imagina o quanto aprendi com a leitura e as várias releituras de "A Revolução Peregrina e Outros Estudos". Fiz diversas revisões.&amp;nbsp;Foi bom ter feito isso, tomar essa iniciativa, porque pude introjetar mais ainda o quanto de saber havia naquela criatura: meu pai. O leitor que comente e o faça aqui mesmo no espaço do Blog ou escreva para os e-mails: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira@elogica.com.br"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;pereira@elogica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; ou ainda para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pereira.gj@gmail.com"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;pereira.gj@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-9101939247427799420?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/9101939247427799420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/criado-com-vo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/9101939247427799420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/9101939247427799420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/criado-com-vo.html' title='Criado com Vó'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qugjzoZGP_Q/R4QXrDBJBtI/AAAAAAAACrQ/u8nV1de7voY/s72-c/iara.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-6224798473779521982</id><published>2010-10-03T15:34:00.001-03:00</published><updated>2010-10-03T15:35:11.317-03:00</updated><title type='text'>Velhos Corredores da Juventude</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/TKjMe9Gq_BI/AAAAAAAAAmc/2qwNyGvasVo/s1600/Lan%C3%A7amento-Editada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/TKjMe9Gq_BI/AAAAAAAAAmc/2qwNyGvasVo/s200/Lan%C3%A7amento-Editada.jpg" width="86" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Velhos corredores esses, os de minha escola, os da antiga Faculdade de Medicina. Corredores de minha juventude, sacrários dourados da prata da vida, de quem como eu continua sendo um corredor de obstáculos, saltando-os a intervalos incertos de tempo. Há sempre mais um, no dia a dia da gente! Não os posso percorrer - os corredores -, agora, encorpado pela carga da beca e o peso do cargo. Adulto, amadurecido no carbureto da existência, trago o cabelo pintando e o corpo vergando; são as marcas&amp;nbsp;das horas difíceis e o translúcido&amp;nbsp;sinal da responsabilidade vivida. Vivida com a própria vida, mas vivida, também, com sofreguidão, com vidas por outros vividas. Ah, momentos de tanta tensão!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N7mXRzlaKxc/SdGBmkcazTI/AAAAAAAAAJg/B6WSX5HAHvs/s400/HU_BLOG+(34+of+88).jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_N7mXRzlaKxc/SdGBmkcazTI/AAAAAAAAAJg/B6WSX5HAHvs/s200/HU_BLOG+(34+of+88).jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ando, de um por um, os corredores todos, analisando cada recanto: aqui se fiava conversa e ali, numa tarde morna de abril, um amor restou fiado,&amp;nbsp;em juras que foram desfeitas e promessas nunca cumpridas. Entro e saio das salas de aula como se fora, pelo menos em espírito, aqui e agora, o adolescente, quase, de vinte anos de idade. Faço dessa manhã ensolarada a moldura de minha nostalgia. Há tempo pra tudo, tempo&amp;nbsp;para amar o presente e tempo de querer bem ao passado. Não importa que vá a uma reunião, mais uma, dentre tantas de meu ofício. Dispenso hoje, somente hoje, o direito à palavra e ao aparte, como dispenso a questão de ordem e o dever do voto a cada ponto da pauta. Antes, desejo a democracia de meu interior, deixar o pensamento vagar em devaneios, preenchendo esses etéreos e bucólicos espaços, limitados, simbolicamente limitados, por paredes que aprisionam as minhas saudades. Eis o pranto do silêncio consentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AVvXF8sh7BA/SawbzdrTnSI/AAAAAAAAGWs/n2VzJPBDb-Q/s320/ATcAAAAMqeh7BMpQerWTSMPboV_CU2eQk4TMgCGm-OCMZz0Fj_2V6tdgXh5xvQ_2gwBM4-iejCTG9BN7Xx04SaFzDB4EAJtU9VB4qo7upMIAGP3peKhxfIgoBR9HAQ.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_AVvXF8sh7BA/SawbzdrTnSI/AAAAAAAAGWs/n2VzJPBDb-Q/s200/ATcAAAAMqeh7BMpQerWTSMPboV_CU2eQk4TMgCGm-OCMZz0Fj_2V6tdgXh5xvQ_2gwBM4-iejCTG9BN7Xx04SaFzDB4EAJtU9VB4qo7upMIAGP3peKhxfIgoBR9HAQ.jpg" width="161" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A escola é a amante dos tempos de menino, imaginária, às vezes, como tantas outras coisas neste mundo de Deus, mas bela de rosto e bonita de corpo. Inesquecível, mesmo que envelheça a face e quebre o desenho das formas. O amante que se entrega, depois se desintegra, porém a amada fica, no mesmo lugar, impávida, plantada com a força do pinho, assistindo a todos e a tudo em sua volta. Outros amantes chegam e do mesmo jeito, furtivo, se vão! Continuam, à distância, quase sempre, cantarolando-lhe versos de amor, os quais são poemas da saudade. Vez ou outra, como agora, vivem a fantasiosa ilha do reencontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/36/104215372_78d685a8b2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" px="true" src="http://farm1.static.flickr.com/36/104215372_78d685a8b2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, os meus professores, em maioria, estão na tumba, dormem o sono do imponderável. Um ou outro cruza comigo neste caminho do devaneio. Trazem as fisionomias sulcadas, de tantas e tantas lutas no quotidiano da vida. Os funcionários, também, sofreram a estranha metamorfose da existência, envelheceram implacavelmente. Até alguns colegas se foram no éter do desconhecido! Gente nova, ainda, pra entregar ao Criador a alma nascida e criada no dia após dia do sofrimento dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://deysemelo.com/wp-content/uploads/2008/11/mens181.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="101" px="true" src="http://deysemelo.com/wp-content/uploads/2008/11/mens181.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Corredores repletos, estes, movimentados de gente que vai e vem. São alunos que cumprem a transitoriedade acadêmica da vida universitária ou são mestres de gerações recentes, jovens, dinâmicos e apressados, no permanente mister de transmitir o conhecimento. Corredores repletos, mas vazios para mim! Não circulam mais os professores do meu tempo e não há aquela algazarra conhecida do alunato de tantos anos pra trás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Velhos corredores, estes, os de minha juventude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5826905113386340266-6224798473779521982?l=blogdegeraldopereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/feeds/6224798473779521982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/velhos-corredores-da-juventude.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6224798473779521982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5826905113386340266/posts/default/6224798473779521982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdegeraldopereira.blogspot.com/2010/10/velhos-corredores-da-juventude.html' title='Velhos Corredores da Juventude'/><author><name>Geraldo Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02037443590987857486</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='19' src='http://4.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/SKCvi-rq22I/AAAAAAAAAN4/FePF4ndjSx0/s1600-R/Foto%2Bdo%2BNatal%2B-%2BEditada.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3nJ9hs7iQAI/TKjMe9Gq_BI/AAAAAAAAAmc/2qwNyGvasVo/s72-c/Lan%C3%A7amento-Editada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5826905113386340266.post-8793883552728968097</id><published>2010-09-28T09:43:00.000-03:00</published><updated>2010-09-28T09:43:45.337-03:00</updated><title type='text'>Bunda murcha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.fbln.pro.br/images/NOBREGA_logo.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://www.fbln.pro.br/images/NOBREGA_logo.bmp" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Corria o ano da graça de 1960 e eu era aluno do Colégio Nóbrega, começando o Curso Científico, quando Jânio da Silva Quadros candidatou-se a Presidente da República, tendo como seu concorrente o Marechal Lott. Eu tinha, apenas, 16 anos de idade, mas já vislumbrava certos compromissos sociais e via com reservas o desvario do homem. Mas, a vassoura a que se referia, como sendo suficiente para varrer a sujeira toda do poder, francamente, me agradava. Alguns colegas usavam o símbolo do homem na lapela, um brochezinho com a vassoura em metal dourado. Acho até que cheguei a usar. No fim, no fim, como sempre acontece, pouco serviu o instrumento principal do novo mandatário. A verdade é que depois de eleito passou a se preocupar com coisas simples, fora de propósito, como proibir o uso de biquínis e as rinhas de galo, restringindo as corridas de cavalo aos finais de semana. Isso o levou à ridicularia geral. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pdt12.locaweb.com.br/images/comicio_da_central.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&g
