(*) - O Blog atual é diferente, porque comporta uma crônica com um tempero pitoresco, mas é sobretudo um texto de despedida, por isso vai oferecido ao protagonista das peripécias: Vadeco. Comente se quiser no espaço do Blog ou se utilize de um dos e-mails adiante: pereira@elogica.com.br ou ainda pereira.gj@gmail.com
Espaço para a publicação de crônicas.Uma página especialmente dedicada à poética dos sentimentos e à prosa das lembranças. Mas também um lugar virtual para a reflexão, para a discussão de ideias e de ideais.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Apenas Vadeco
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Essa Alma quer Reza!
Uma freira, que viajava nas poltronas da fila ao lado, virou-se para mim e indagou,: “O senhor que fala muito, acredita nessa explicação do comandante?” Veja, minha senhora, cuidei em responder, se assim fosse, não teríamos mais oficinas para conserto de aparelhos de ar condicionado e os prédios do Recife serviriam de plataforma para lançamento dos equipamentos quebrados. Teríamos uma revolução tecnológica em pleno centro urbano da cidade. Melhor será a senhora continuar a rezar o seu terço e garantir a nossa ida coletiva para os céus. Valha-me Deus! O meu companheiro, então, me convidou para tomar uma cerveja na copa traseira da aeronave e lá fomos nós! Indagamos, então, do comissário o que havia. Ele, escolhendo a latinha que nos ofereceria, explicou que vivíamos uma pane, mas ignorava as razões. Mais um motivo, comentei, para que brindemos a proximidade da morte. E o piloto fez a aterrissagem na Bahia, descemos todos e trocamos de avião. Foi uma pândega!
De outra feita, sentei-me junto de uma cearense que vinha de Fortaleza e já tinha tomado umas três doses de uísque. Assim mesmo, bebida nacional, escrita em bom português. Perguntou, à queima roupa, quase: “Qual o seu destino final?”. Respondi sem titubear: “Brasília!”. Era o mesmo dela, razão para apresentar uma lista de perguntas e ter uma resposta a cada indagação. Depois, meteu o pau no marido, condenando o seu comportamento no cotidiano das coisas e na exceção das regras da vida. Era um horror aquele homem, pensei! Não lhe ajudava nas obrigações domésticas, não lhe tinha por esposa nos compromissos do afeto e muito raramente a elogiava em suas prendas físicas, as quais, se bem me lembro, não eram tantas. Pior se considerasse os compromissos no leito conjugal. Imaginei, de pronto, essa alma quer reza!(*) - O leitor, se desejar, depois da leitura, faça um comentário qualquer. Use o espaço do Blog, propriamente ou escreva para pereira@elogica.com.br ou ainda para pereira.gj@gmail.com
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