(*) – Uma crônica irônica com os meus desassossegos nos negócios, nas compras sobretudo. Com satisfação ofereço o texto ao nobre casal que em Aldeia, tantas vezes, nos tem feito companhia: Fátima e Roustaing. Ele orientador nessas questões do 3G, mas sobretudo um perito policial capaz de elucidar tanta coisa errada em meu nome. Comente o leitor, por favor e obséquio, no espaço mesmo do Blog ou para os e-mails: pereira@elogica.com.br ou pereira.gj@gmail.com
Espaço para a publicação de crônicas.Uma página especialmente dedicada à poética dos sentimentos e à prosa das lembranças. Mas também um lugar virtual para a reflexão, para a discussão de ideias e de ideais.
sábado, 24 de outubro de 2009
Pedra na Cruz
(*) – Uma crônica irônica com os meus desassossegos nos negócios, nas compras sobretudo. Com satisfação ofereço o texto ao nobre casal que em Aldeia, tantas vezes, nos tem feito companhia: Fátima e Roustaing. Ele orientador nessas questões do 3G, mas sobretudo um perito policial capaz de elucidar tanta coisa errada em meu nome. Comente o leitor, por favor e obséquio, no espaço mesmo do Blog ou para os e-mails: pereira@elogica.com.br ou pereira.gj@gmail.com
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Uma Sociologia do Parque
Hoje não, há um culto ao corpo e a malhação tomou conta dos jovens, dos amadurecidos no carbureto dos anos e dos incluidos, agora, na chamada terceira idade, às vezes até terceirizados, pra usar o linguajar da pós-modernidade. Nos ambientes abertos, pra tanto preparados, anda-se, loucamente, corre-se ou pratica-se a ginástica das perdas de calóricos e bem degustados manjares. No Parque da Jaqueira, por exemplo, há um batalhão de pessoas caminhado pela pista de Cooper, no sentido anti-horário, a maioria, como se estivessem, também, contestanto o passado e do jeito que segue o relógio, poucos, rigorosos com os princípios e os tempos, imagina-se. Faz gosto reparar nos trajes e prestar atenção às conversas ou entender sentimentos expostos, naquele ponto verde que se insere na selva de pedra do Recife.
a parada obrigatória no estabelecimento do “Baixinho”, uma carroça, na verdade, com laranjas mimo e exemplares do fruto com o sobrenome de outro, a pêra. Ele e a mulher atendem à clientela com presteza, descascando e cortando, recebendo o Real e fazendo projetos.quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O Voo da Águia
Essa tarde quase não dormi. Pensei que teria um sono reparador, mais longo que o habitual dos meus dias, mas não tive. Você vai embora! De vez! É perto! Mas é longe! Assisti, na verdade, madornando na cama, a um filme muito longo, o de toda a sua vida a meu lado, desde aquele dia do primeiro choro, em Casa Amarela, onde, aliás, por coincidência, mora agora. Fui ao barbeiro e contei a história. Uma filha se fora, casara na Espanha de todas as monarquias e outra se ia agora, para Fortaleza, um perto, distante.
Os anos se passaram e junto com suas irmãs, brincando tantas vezes e brigando outras tantas, faziam da casa uma alegria só, uma algazarra, um vaivem de gente; gente que entrava e gente que saia. Gente que cresceu e se tornou grande, adulta ou gente que se foi, encantada no infinito das coisas. O colégio pela manhã, o balé e o inglês de todas as tardes, eu acima e eu abaixo, uma aqui e outra acolá. Meninas sentadas e acomodadas no banco de trás, meninas brincando e meninas brigando. Era a vida, o Radier, o Nóbrega e a Faculdade. A rua das Pernambucanas com o Studio de Danças e aqui, bem pertinho de casa agora, numa esquina, as aulas de línguas. Que beleza! "Eu era feliz/E não sabia", diz o poeta musicando a voz.Seu Pai
(*) - Revendo os meus alfarrábios agora virtuais, encontrei esta crônica escrita com o coração e guardada com a força da alma. Estava assim, arquivada, faz uns três anos, se pouco, e eu a forjei na tarde que antecedia a partida de minha filha Patrícia para o Ceará. Agora, bem adaptada a Fortaleza, em paz com o marido, Cláudio de prenome e vivendo a tranquilidade da hora, decidi publicar. O faço com a certeza de que por cá, por casa, para ser mais explícito, fizemos certo, largamos a jovem águia no desfiladeiro da vida e a vimos voar, planar sobre as montanhas da existência. Desejando comentar, utilize-se do espaço do Blog ou escreva para pereira@elogica.com.br ou ainda para pereira.gj@gmail.com
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Histórias da Vovozinha
O quase conto de minha infância perdeu o sentido no mundo atual. A madrasta não é mais, como fora, substituta da mãe desaparecida para sempre. Agora, os casais se separam com uma frequência inusitada, razão para se ter outras formas de parcerias conjugais. A família mudou, há novas mães e novos pais, filhos e enteados. Sendo assim, por vezes a constelação parental cresce, fica enorme, com mulher e ex-mulher, marido e ex-marido, filhos de um e filhos de outro. Todos num grande convívio. Tudo isso sem falar de avós e avôs. E a figura má, odienta, da madrasta desapareceu no tempo e no espaço. Já nem acho mais graça nas cerimônias de casamento, porque penso, no mais das vezes, que de pouco serve a benção do sacerdote, os acepipes da rUma outra história do fabulário em geral, é aquela da formiga e da cigarra. A primeira guardando o que podia para os dias de falta, para o inverno, sobretudo e a outra sem se incomodar com o porvir das coisas, cantando e se deleitando com a melodia. Até que a carência alimentar se instala e a precavida formiga tem que atender aos reclamos da desesperada cigarra. A narrativa tinha a valia de lembrar à criançada a importância da economia. Por isso recebi de minha mãe um cofre de metal polido com a inscrição: “A economia é a base da prosperidade”. Não consegui ser rico – não desejo isso -, mas tenho sido ao longo da vida contido com os meus recursos financeiros, parcos sempre. Nego-me a gastar por consumo apenas, sou daqueles que calculam o benefício de um bem.
Bom! Entrou por uma perna de pinto, saiu por uma perna de pato, senhor rei mandou dizer que contasse cinco.(*) - Crônica de uma semana que vai findando e contabilizando atividades mil; atividades de lançamento de meu livro e atividades do centenário de meu pai. Estou, verdadeiramente, em pandarecos. Acordei antes das galinhas e antes que o galo anunciasse a finitude da madrugada ou o nascer do sol. Vou, como disse o poeta, "Danado pra Catende/Com vontade de chegar..." Isto é, para Aldeia. O texto vai oferecido a minha prima Luciana, avó e contadora de histórias infantis. Comente no espaço do Blog ou para pereira@elogica.com.br ou ainda para pereira.gj@gmail.com
domingo, 4 de outubro de 2009
Pássaro Triste
Nunca mais encontrei uma feira assim, com aquela barraca de miudezas, na qual se via dependurado o rapa-coco e a grelha, o vasculhador e o espanador. Em cujas prateleiras estavam bem acondicionados carrinhos de madeira bem cuidados, caminhões acabados com o flandre dos contornos e até ônibus, sopas à época que transportavam gente e bicho, bicho e gente.(*) - Crônica de meu domingo em paz, do dia de meu aniversário (4 de outubro), com poucos telefonemas e muitos abraços. O texto vai oferecido a Paulo Jardel, a Ricardo Moreira e a João Trindade, bons amigos de meus dias: irmãos/camaradas.
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