Na praia de Cumbuco, proximidades de Fortaleza, reuniram-se jovens executivos e suas famílias. Eu me acrescentei ao grupo, embora estivesse fora da idade média presente ao recinto. Havia cerveja bem gelada e acepipes variados; havia sobretudo o que conversar, nesse agradável exercício de jogar o papo pela janela. Ao fundo, um pássaro bonito, de penugem reluzente, ensaiava um trinar diferente, saudando o domingo que ia passando. Em certo momento, puxaram um assunto mais que interessante. Eu gostei que me enrosquei de conversar sobre seu Lunga.


Dizem que numa madrugada, a mulher de Lunga teve um mal-estar, e gemendo ela acordou o marido:
- Lunguinha, Lunguinha, ta me dando uma coisa aqui...
- Então receba!
- Mas Lunga, é uma coisa ruim...
- Então devolva!.
- Tem veneno pra rato?
- Tem! Vai levar?
Seu Lunga resolve andar um pouco e sai com seu chapéu grande e antigo. Durante sua caminhada resolve coçar a cabeça sem tirar o chapéu, então uma conhecida dele pergunta:
Seu Lunga responde na bucha:
-E a senhorita tira a calcinha pra coçar o tabaco?
O Seu Lunga consegue um emprego de motorista de ônibus. No primeiro dia de trabalho, já no final do dia, ele para o ônibus em um ponto. E uma mulher pergunta:
- Motorista esse ônibus vai para a praia?
E o Seu Lunga responde:
- Se você conseguir um biquíni que dê nele.
(*) - O detentor dessas histórias todas é Silvio Costa Andrade, engenheiro de mão cheia e genro de seu Borba, uma figura, em tudo muito diferente do personagem, mas uma pessoa do tipo "gente fina", nascido e criado no verde do canavial de Itambé, cidade do Areópago e da primeira loja maçônica das Américas (será?). O leitor tendo gostado, comente no espaço mesmo do Blog ou faça para pereira@elogica.com.br ou ainda para pereira.gj@gmail.com Se gostarem, ainda tenho mais e hei de contar por cá.